29/05/2011

ENTREGA


       O Senhor Krisna diz: “Minha Máyá, a força que cria confusões e distinções é muito poderosa; ela é insuperável pelas mentes individuais. Mas aqueles que se entregam a Mim transcendem essas minhas forças com Minha ajuda”.


       Se Máyá é mais poderosa que os seres individuais, permanecerão os filhos de Deus escravos dessa força para sempre? Não há esperança alguma? Essa situação não é apropriada nem a Deus nem a Seus Filhos.
       O segredo está na palavra “Minha”. “ Essa força cegante, Máyá, é Minha; eu a usei para o jogo de Minha criação. Sendo Minha, está dentro do Meu controle arrebata-la de todos ou de qualquer um”, diz o Senhor. “Por isso, aqueles que se entregam a Mim podem facilmente sobrepujar essa força.”
       Mas, Qual é a maneira correta para uma entrega? Oração? Pedir isso e aquilo a Deus? Ora, a responsabilidade pelo que você pede é sua – você pode pedir alguma coisa muito inferior, embora você se dirija ao Todo Poderoso para isso. A melhor oração é, portanto:” Ó Senhor! Fazes o que achares apropriado e melhor para mim. Eu não sei onde está o que me é adequando – Tu o sabes.”
       Havia um demônio que suplicava para não morrer nem durante o dia nem durante a noite.
Deus lhe concedeu isso e ele foi morto ao pôr do sol. Não seja tolo assim. Enquanto você estiver suplicando, você não está se entregando, pois você está pedindo alguma coisa para si mesmo.
       Deus pode remover Máyá de todos, de uma só vez. Ele tem poder para faze-lo. Mas isso acabará com toda Sua Liila ( jogo) e com esse drama da criação. Portanto, ele a remove de indivíduos e não de toda coletividade.
       Para o bem da sociedade humana, ossádhakas contarão também aos outros sobre o método dessa entrega e os farão homens e mulheres de Deus. O progresso individual depende do ambiente social também, e por isso, há necessidade de prácar ( propagação espiritual)
       Tanto a sádhana como o sucesso estão facilmente a seu alcance.
       O resultado já está assegurado por mim; eu os darei a vocês no momento apropriado. Não se preocupem com isso.
       Seja você pecador ou virtuoso, os que vêm ao Senhor são todos um para Ele. Ele não faz distinções. Todos serão libertados.
       Vocês todos são meus filhos e filhas queridos. Às vezes aparento ser severo para alguns. Mas isto é por amor. Se eu fosse indiferente, não haveria necessidade de repreensão ou castigo.
       Eu quero ver todos vocês rindo. Dá-me grande prazer vê-los rindo.
       Deixem todas as preocupações para mim.
       Sejam abençoados.   
  
             Shrii Shrii Ánandamúrtijii - A Graça do Senhor.

A história da encarnação do Senhor Krsna como o Senhor Nrsimhadeva é muito bela, e retrata fortemente o amor e proteção de Deus por seu devoto puro e sincero. Como Nrsimhadeva demostra Sua mais terrível ira a quem importuna e age de forma malevolente contra as entidades de bom coração e devoção amorosa, defendendo o Bhakta Prahlada de seu pai demoníaco, Hiranyakashipur. Por isso, o Senhor Nrsimhadeva é a encarnação de Krsna mais invocado pelo devoto quando se trata de proteção: seja espiritual ou material.

Aqui um resumo dessa história:

Hiranyaksa foi morto pela encarnação de Vishnu conhecida como Senhor Varaha. Conseqüentemente, seu irmão, Hiranyakasipu, o rei dos demônios, ficou muito determinado em se tornar o imperador do universo inteiro e se vingar da morte de seu irmão. Por causa de seu grande poder, ele executou muitas austeridades. Esta penitência foi tão severa que perturbou os semideuses. De fato, os semideuses pediram ao Senhor Brahma para pará-lo. O chefe dos semideuses, Senhor Brahma, assim descendeu para pacificá-lo concedendo-lhe uma benção de sua escolha.
"Por favor conceda-me que eu nunca seja morto por nenhuma entidade viva," pediu Hiranyakasipu, "que eu não morra dentro ou fora de nenhuma residência, durante o dia ou noite, nem no chão, nem no céu; que eu não seja morto por nenhuma criação sua, nem por nenhuma arma, nem por qualquer ser humano ou animal naturalmente, que eu não conheça a morte por nenhuma entidade, sendo móvel ou imóvel; que eu não tenha rival; que eu seja o único dominador sobre todas as entidades e deidades superintendentes, e que eu adquira todos os poderes místicos." Depois de Brahma ter concedido a ele todos esses pedidos, Hiranyakasipu muito rapidamente conquistou todos os planetas do universo, e tomou a residência no palácio do Senhor Indra, o rei dos semideuses, forçando-os a se curvar diante seus pés. Ele, ainda, roubava as oblações feitas aos semideuses. Intoxicado fisicamente pelo vinho e mentalmente pelo poder, Hiranyakasipu reinou o universo muito duramente. Durante esta época, sua rainha, Kayadhu, voltou ao palácio de seu esposo e deu a ele, um filho, Prahlada. Ele era o reservatório de todas as qualidades transcendentais pois era um devoto puro do Senhor Vishnu. Determinado a entender a Verdade Absoluta, ele tinha completo controle de todos seus sentidos e mente, ele era muito bondoso com todas as entidades vivas e o melhor amigo de todos. Para respeitáveis pessoas ele se comportava justamente como um servo pacífico, para os pobres ele era como um pai, e para o restante era sempre como um simpático irmão. Sempre muito humilde, ele considerava seus professores e mestres espirituais tão bons quanto o próprio Senhor. De fato, ele era completamente livre de orgulho e que mesmo tendo nascido no meio da riqueza, beleza, e aristocracia. Hiranyakasipu queria criar seu filho como um poderoso demônio, mas Prahlada somente queria aprender sobre serviço devocional ao Senhor Vishnu. Depois de Prahlada ter freqüentado a escola por algum tempo, Hiranyakasipu o tomou em seu colo e afetuosamente pediu, "Meu querido filho, por favor me diga qual seu assunto favorito na escola."
Sem medo, Prahlada disse, "Ouvir (sravanam) e cantar (kirtanam) os santos nomes, formas, qualidades, parafernália, e passatempos do Senhor Supremo; lembrando (smaranam) deles; servindo os pés de lótus do Senhor (pada-sevanam); oferecendo ao Senhor respeitosas reverências e adoração nos seus dezesseis tipos de parafernália (arcanam); oferecendo orações ao Senhor (vandanam); tornando-se Seu servo (dasyam); considerando o Senhor como o melhor amigo (sakhyam); e se rendendo a Ele (atma-nivedanam, em outras palavras, servindo-O com seu corpo, mente e palavras); estes nove processos são conhecidos como serviço devocional puro, e eu considero qualquer um que tenha se dedicado ao serviço ao Senhor Vishnu através desses nove métodos sendo a pessoa mais erudita, por ele ter adquirido conhecimento completo."
Cego de ódio, Hiranyakasipu lançou Prahlada do seu colo ao chão. "Servos! Leve-o daqui e mate de uma vez!" ele gritou. Porém, Prahlada sentou em silêncio e meditou na Personalidade de Deus, e as armas dos demônios não faziam efeito nele. Vendo isto, Hiranyakasipu ficou com medo e planejou diversos modos de matar seu filho. Seus servos lançaram Prahlada por baixo dos pés de um elefante; eles o lançaram no meio de temerosas e venenosas cobras; eles o lançaram muitos feitiços; eles o atiraram de um topo de montanha; eles deram veneno a ele; eles o deixaram com fome; eles o expuseram ao rígido frio, ventanias, fogo e água; eles atiraram fortes pedras para esmagá-lo. Hiranyakasipu então mandou sua irmã Holika queimá-lo, mas ela é quem foi queimada. Mas, apesar de tudo, Prahlada estava simplesmente absorto em pensar em Vishnu, e assim ele permaneceu são e salvo. Hiranyakasipu ficou muito inquieto pensando em qual seria o próximo plano. "Você diz que há um ser superior a mim," disse Hiranyakasipu, "mas onde está Ele? Se Ele está presente em todos os lugares, então por que Ele não está presente nesta pilastra diante a você? Você acha que ele está neste pilar?" "Sim," Prahlada respondeu, "Ele está." A raiva de Hiranyakasipu crescia mais e mais. "Por falar de coisas sem sentido, eu irei cortar sua cabeça do seu corpo. Agora deixe-me ver seu mais adorável Senhor protegendo você. Eu quero vê-lO." Amaldiçoando-o cada vez mais, Hiranyakasipu tomou sua espada, saiu de seu trono, e com grande fúria golpeou primeiro no meio da pilastra. Então, do meio do pilar que ele acabara de cortar apareceu uma maravilhosa forma metade homem, metade leão nunca vista antes. A forma do Senhor era extremamente bela por causa de Seus olhos furiosos, o qual pareciam com ouro fundido; Sua juba brilhante, a qual expandia a refulgência de Sua temerosa face; Seus dentes fatais; e Sua língua afiada como navalha. Senhor Nrsimha então procedeu a batalha com Hiranyakasipu. Finalmente, Senhor Nrsimha capturou Hiranyakasipu o colocou em Seu colo, na porta de entrada de seu palácio. Ele então rasgou o demônio em pedaços com algumas de Suas muitas, muitas mãos e poderosas unhas. A boca do Senhor Nrsimha e juba se tornavam regadas com gotas de sangue, e Seus ferozes olhos, cheios de fúria, eram impossíveis de olhar. Lambendo a margem de Sua boca com Sua língua, o Supremo Senhor, O decorou Ele mesmo com uma guirlanda feita com os intestinos retirados de Hiranyakasipu. Senhor Nrsimha arrancou o coração de Hiranyakasipu e finalmente o lançou aparte e destruiu um exército dos seguidores de Hiranyakasipu. Pela Sua transcendental inteligência, Senhor Nrsimhadeva foi capaz de matar Hiranyakasipu sem contradizer nenhuma das bênçãos dadas pelo Senhor Brahma. A execução não foi nem dentro ou fora, mas na entrada; nem na terra nem no céu, mas no colo do Senhor; nem durante o dia, nem durante a noite, mas no crepúsculo; nem por homem, besta, ou semideus nem por qualquer ser criado, mas pela Personalidade de Deus; e nem por nenhuma arma, mas pelas mãos de lótus do Senhor, aliviando todo o universo das atividades demoníacas de Hiranyakasipu. Tendo sido protegido pelo Senhor, Prahlada Maharaja ofereceu muitas orações ao Senhor com a voz engasgada por amor: "Meu querido Senhor Nrsimhadeva, por favor, por essa razão, permita Sua fúria diminua, agora que meu demoníaco pai Hiranyakasipu foi morto. . . [As pessoas santas] sempre lembrarão da Sua bela e auspiciosa encarnação, para libertá-los do medo. Deste modo, meu Senhor, Você apareceu em variadas encarnações como um ser humano, um animal, um grande santo, um semideus, um peixe ou uma tartaruga, assim mantendo Sua criação em diferentes sistemas planetários e matando os princípios demoníacos." (Veja o Srimad Bhagavatam, 7º Canto, Cap. 1-10).

08/05/2011

ALIMENTAÇÃO


De acordo com a ciência espiritual, a mente tem cinco camadas (ver Glossário: k’osa) e mais uma camada externa — que é conhecida como annamaya kos’a, ou seja, o corpo físico. Essa camada é constituída pelo alimento que ingerimos. Por isso, faz sentido afirmarmos: “Somos aquilo que comemos”. Os alimentos podem tanto ajudar como prejudicar o desenvolvimento mental e espiritual.
                           
A bioquímica dos alimentos interfere na bioquímica de nossos corpos, influenciando o sistema glandular, o sistema nervoso e o cérebro — que são os responsáveis pelas tendências mentais, ou instintos (vrttis). Quando esses instintos não são controlados, a mente fica perturbada. Assim, para mantermos a calma e o equilíbrio mental, os alimentos ingeridos devem ser dos tipos que não causam excitação glandular.
Na ioga, os alimentos estão classificados em três categorias principais.
1)  Sáttvika (sutis ou puros) são os alimentos saudáveis tanto para a mente como para o corpo. Nesta categoria se incluem todas as espécies de cereais, castanhas e frutas, temperos suaves, sal, açúcar, mel, chá de ervas, a maioria das verduras, dos legumes e das leguminosas, leite e produtos lácteos[1]. Os alimentos sáttvika são imprescindíveis para as pessoas que fazem ásanas.
2)  Rájasika (mutatórios ou ativos) são alimentos que afetam mais a mente e prejudicam menos o corpo, dependendo da quantidade ingerida. Nesta categoria se enquadram os seguintes produtos: rabanete, café, chá mate, chá preto, guaraná, refrigerantes carbonatados e chocolate “preto”, ou seja, produtos que contêm cafeína ou outras substâncias estimulantes.
3)  Támasika[2] (estáticos ou inertes) são os alimentos nocivos ao corpo e à mente. Aqui estão incluídos: carnes, produtos animais (inclusive a gelatina), peixe, ovos, cogumelos, cebola, alho, queijos que adquirem fungos no processamento, fumo, álcool, as sobras de alimentos cozidos e mal-conservados[3], folha de mostarda, lêvedos, drogas alucinógenas[4] e outras que alteram o estado normal do organismo. Obviamente, a ingestão em demasia de qualquer alimento, sáttvika ou rájasika, pode ter um efeito támasika.
Na presente sociedade encontramos várias dietas, todas elas com diferentes teorias. A diferença da dieta iogue é ela veio de práticas e experiências feitas por vários anos, para depois surgir a teoria. Primeiro, a meditação e as ásanas foram praticadas e, em seguida, as experiências com os alimentos comprovaram quais são os mais benéficos, ou não, para as práticas espirituais. Muitos praticantes espirituais novos não alteram seus hábitos alimentares logo de início, mas somente após algum tempo, quando sentem os efeitos nocivos da carne. Entretanto, o mais aconselhável é a pessoa comer somente os alimentos sáttvika a partir do momento em que se iniciar nas práticas espirituais.
     Já está bastante comprovado que a carne não faz bem à saúde. O corpo humano tem bioquímica ácida por natureza, devido às secreções das glândulas. O exemplo mais evidente é o ácido úrico — um subproduto do processo digestivo, que normalmente é eliminado pela urina. O corpo de um animal, da mesma forma que o corpo humano, também contém ácido úrico. Então, ao ingerir carne, o homem consome essa substância em grande proporção. Como o organismo humano não tem condições de eliminá-lo por completo, esse ácido acumula-se lentamente nas articulações e no sistema circulatório. As conseqüências são desde o enrijecimento das juntas até o aparecimento de doenças mais graves, como o reumatismo, a artrite, a dispepsia, a constipação, a paralisia, a úlcera, os cálculos renais, os distúrbios renais, as doenças cardíacas, a pressão alta, a asma, os distúrbios menstruais. Além disso, a concentração e a cristalização do ácido úrico afeta o sistema nervoso, acarretando nervosismo, depressão, temperamento agressivo e ansiedade. Por isso, devemos ser muito cautelosos com os alimentos ingeridos.
     A comparação entre a fisiologia dos seres humanos e a dos animais nos mostra diversos fatores que comprovam nossa qualificação como seres vegetarianos (leia o livro O que há de errado em comer carne). O intestino dos seres humanos é tão extenso quanto o dos animais herbívoros e frugívoros e totalmente diferente do intestino dos animais carnívoros, que é curto. Como a carne e o peixe entram em decomposição rapidamente, o intestino curto dos animais carnívoros é apropriado para a eliminação rápida das toxinas da carne. Entretanto, este não é o caso dos seres humanos, cujo intestino é ajustado para a digestão de frutas e legumes.
Ao serem sacrificados, os animais sentem medo, produzindo grande quantidade de adrenalina e outras secreções, que, por serem ácidas, causam malefícios ao corpo e à mente.
As proteínas necessárias ao corpo humano são facilmente encontradas nos alimentos sáttvika — tais como os produtos lácteos, os grãos, os legumes, as castanhas e as frutas secas. Na realidade, o leite e a soja, por si só, bastam para nutrir o corpo das proteínas necessárias. E com relação às vitaminas e aos sais minerais, não há melhor fonte natural do que os vegetais e as frutas.
Tanto quanto possível, devemos optar por alimentos provenientes de seres que tenham a consciência pouco desenvolvida. Isto significa que se os vegetais estiverem disponíveis, os animais devem ser poupados. Além disso, em qualquer caso, antes de matar um animal, quer ele tenha consciência desenvolvida ou não, deve-se considerar se seria possível viver com um corpo saudável sem eliminar tal vida”.
                                    Shrii Shrii Anandamurti -Extraído de Um guia para a conduta humana

Por isso, pergunta-se: “Se você ama os animais, por que comê-los?”.
Os ovos são prejudiciais à saúde pelo mesmo motivo que a carne. A natureza bioquímica do ovo é muito similar à da carne, ainda que aquele esteja em estágio menos desenvolvido. É um alimento que causa tensão ao corpo e dificulta a meditação. Além disso, o ovo tem muito colesterol, cujos efeitos nocivos sobre o coração e a arteriosclerose são bastante conhecidos.
Os alimentos támasika alteram o sistema glandular, ativando as tendências (vrtiis) mais baixas, tais como o medo, a raiva, o ódio, o desejo sexual etc. Com isso, a mente fica agitada, tornando-se difícil o controle mental.
A cebola e o alho causam aquecimento e estímulo às glândulas das partes inferiores. Tanto um como o outro são extremamente ácidos, inclusive mais do que a carne. Algumas pessoas que ingerem alho e cebola em demasia exalam o odor desses produtos, pois os poros da pele eliminam pequenas quantidades não absorvidas pelo organismo. É comum encontrarmos artigos que defendem o alho e a cebola como alimentos altamente benéficos. Do ponto de vista meramente físico essa afirmação faz sentido, porque, na verdade, quando esses alimentos são rejeitados pelo organismo, eles fazem uma espécie de limpeza sangüínea. Mas nós devemos nos preocupar principalmente com o efeito dos alimentos sobre a mente. O alho e a cebola ativam as partes inferiores — do manipura cakra (umbigo) para baixo —, causando desconforto mental. A melhor forma de comprovar esse efeito é através da experiência de passar um ano, ou até menos, sem comer tais alimentos e prová-los ao final. A pessoa notará que diferença significativa eles causam no estado mental.
Os cogumelos, por serem fungos (parasitas), vivem de matéria morta e decomposta e, quando ingeridos, absorvem a energia do corpo, ao invés de nutri-lo.
     Drogas, álcool e fumo são altamente prejudiciais ao corpo e à mente. Tudo que altera nosso estado mental por meios artificiais resulta em enfraquecimento da vontade e diminui a capacidade intelectual, o que torna o autocontrole quase impossível.
Devemos também estar atentos aos alimentos embalados, pois muitos deles possuem aditivos e conservantes prejudiciais à saúde.
Geralmente, fala-se somente das propriedades nutritivas dos alimentos. Entretanto, tão importante, ou talvez até mais importante, são as vibrações psíquicas e espirituais passadas aos alimentos durante o seu preparo. Se a comida for preparada por uma pessoa enraivecida, ou com pensamentos negativos e de mau humor, a vibração dessa pessoa passará para o alimento. Porém, se a comida for feita por alguém espiritualizado, esse alimento se tornará mais benéfico à mente.
Enquanto estiver cozinhando ou comendo, procure se manter com a mente tranqüila. Tente sempre comer junto de outras pessoas e procure conservar uma atmosfera agradável durante as refeições. É aconselhável comer de forma frugal, ou seja, alimentar-se no máximo quatro vezes ao dia e servir à mesa apenas quatro “pratos” diferentes, em cada refeição.


[1] Queijos preparados com coalho (subproduto do estômago de bezerros) ou que adquirem fungos durante sua maturação e, ainda, pães, bolos e biscoitos feitos com ovos ou gordura animal não são sáttvikas.
[2] Sáttvika, Rájasika, Támasika são termos em sânscrito, no plural e Sáttvik, Rájasik, Támasik, correspondem à forma no singular.
[3] É recomendável evitar comer no jantar os legumes cozidos para o almoço, pois estes alimentos, após um certo tempo, perdem suas propriedades nutritivas e se tornam tamásika. Nem sempre a conservação em geladeira evita esse processo, sendo, portanto, o mais recomendável comer os legumes recém-cozidos. Embora o congelamento não seja tamásico, seu uso diário não é recomendado, pois, nesse processo, o alimento perde a maioria do prana. 
[4] Considero que a autora aqui se refere a drogas tóxicas ou entorpecentes, tais como tabaco, álcool, cocaína, morfina, heroína, barbitúricos, etc.

16 PONTOS PARA O AUTO-DESENVOLVIMENTO - Técnicas para o Desenvolvimento Físico, Mental e Espiritual - Inspirado em textos de Shrii Shrii Ánandamúrti pela Avadhutiká Usa  Acharyá

22/04/2011

Shiva's seven secrets of success by Shrii Shrii Ánandamúrtijii

Shiva's seven secrets of success


You've heard so much regarding Shiva and Pa'rvatii. Pa'rvatii was the spouse of Shiva. What is Tantra? In Tantra there are two portions, A'gama and Nigama, just like the two wings of a bird. Nigama is the philosophical questions and A'gama is the practical cult. The cult side is A'gama and the philosophical side is Nigama. These are just like the two wings of a bird, and the bird is Tantra.
A'gatam' Shiva vaktebhyam' 
Gatam' ca girija' shrutam
Matam' ca va'sudesvaya
Tasma'd a'gama ucyate.
You should always remember these seven secrets of success.
Pa'rvatii asked and Shiva gave the reply. One question of Pa'rvatii was, "O Lord, what are the secrets of success? Many people do many a thing, but not all are successful in their lives. What's the secret of success?"
Shiva said, "There are seven secrets":
Phalis'yatiiti vishva'sa siddherprathama laks'an'am 
Dvitiiyam' shraddhaya' yuktam' 
Trtiiyam' Gurupu'janam 
Caturtho samata'bha'vo 
Paincamendriya nigraha 
S'as't'hainca pramita'ha'rah 
Saptamam' naeva vidyate.

"I must be successful in my mission." This firm determination is the first factor. This firm determination is the first requisite factor out of these seven factors. And what is this firm determination?
Nindantu niitinipun'ah yad va' stavantu
Laks'mii sama'vishatu graham' gacchatu va' yathes't'ham
Adyaeva maran'amastu yuga'ntare va'
Nya'ya't pathi pravicalanti na dhiirah
Pra'rabhyate na khalu vighna bhayena niicaeh
Vighnavihita' viramante madhyo
Vighnaer muhur muhur api pratihanyama'na'h
Pra'rabhya uttamagun'o na parityajanti.

What am I going to do regarding the mission of life? If logicians and philosophers condemn me, saying, "That is a very bad man," let them say like this. Or if, due to my mission, due to my movement towards my goal, a certain portion of society appreciates my action, let them appreciate it - it won't affect me. I won't be assailed by such appreciations. 

And due to my action if Laks'mii (Laks'mii is the mythological goddess of riches) comes and resides in my house, it is good. If Laks'mii says, "No, I will quit you forever, I won't remain with you." that is, you will have to suffer from poverty, let Laks'mii quit my house. And due to my course of action, due to my ideology, if Pluto, that is, the god of death, comes and says, "I'll take you," let Pluto do it! I don't care a pig for it! Or if, due to my course of action, due to my ideology if I am forced to live here for an indefinite period, I am ready to live here. You know life becomes boring if one lives for a long period, but I am ready to undergo that boredom, that monotony, for the sake of my ideology.
I know that among human beings there are three categories. The third category won't undertake any responsibility for fear of being defeated. And in the second category, they undertake the duties and responsibilities, but when they face the reactions, when inimical forces come forward and harass them, they drop the work. They are the second category of people. And in the first category, that is, the best category, they say, "Once I have undertaken the duty, I will do it. I will get the work fully complied with. Before that I won't take any rest."
So this is firm determination. It is the first requisite factor, as Lord Shiva said. "Phalis'yatiiti vishva'sa siddherprathama laks'an'am dvitiiyam' shraddhaya' yuktam." A man must have Shraddha' for his ideology. What is Shraddha'? Shraddha is a very old Vedic term. Shrad means recognized status of veracity, and Dha means movement towards.
That is, when the ideological goal has been accepted, all my might, all my propensities, should move unto that goal. This is Shraddha.
Trtiiyam' Gurupu'janam. I must have reverence for the Guru. What is the Guru? Gu means darkness, that is, darkness in the psycho-spiritual sphere. And Ru means dispelling agent. That is, he who dispels darkness from my psychic and spiritual body is the Guru. Gu means darkness, Ru means dispeller. Trtiiyam' Gurupu'janam.' That is, you must have respect for the Guru.
Caturtho samata'bha'vo. And the fourth requisite factor is that you must maintain a mental equilibrium, rather, a mental equipoise; you must not suffer from any sort of inferiority complex, or superiority complex, or defeatist complex, or complex of hopelessness or despair. That is, your mind should always be in a balanced condition. 'Caturtho samata'bha'vo.' This is the fourth factor, fourth requisite factor - you must not suffer from an inferiority complex nor from a superiority complex.
'Paincamendriya nigraha.' You must have self-restraint. Without self-restraint, nothing concrete can be done.
You should remember these factors.
S'as't'hainca pramita'ha'ra, that is, balanced diet, balanced food. You must not take this much [stretches arms far apart], you should take this much [holds hands closer together]. But the food should be substantial. And not only that, it should be good for your body, mind and spirit. Meat and other animal products may be good for the body, but not good for the mind and spirit. So yours should be a careful selection of food. It is called Pramita'ha'ra - Pramita means balanced, A'ha'ra means food.
And the seventh Lord Shiva said - He said there are seven factors, now He says, Saptamam' naeva vidyate - there is no seventh factor.
You should remember these seven factors. These are the secrets of success.
[To a devotee] - What is the seventh factor?
[Devotee] - Ba'ba', there is no seventh factor!
[Ba'ba'] - No seventh factor!? [laughs heartily, all laugh].


Shrii Shrii Anandamurti - 21 May 1979 evening, Timmern (West Germany).
Fonte:
http://anirvan.podomatic.com/entry/2011-03-12T08_52_01-08_00

27/03/2011

ASTEYA


Paradravyá Paharan’otya Go’steyam’

Não se apossar do que pertence aos outros é Asteya. Isto quer dizer não roubar. Há quatro tipos de roubo:
  1. Roubo físico de qualquer objeto. Costuma-se chamar de ladrão aquele que rouba objetos materiais. Porém, não é verdade que somente as pessoas que fogem com objetos roubados ou escapam com o saque depois de terem cometido roubo à mão armada são chamadas de ladrões. Pelo uso da força bruta, de armas ou da força do intelecto, qualquer coisa tomada, seja dinheiro seja outro bem, é considerada roubo, porque nestes atos existe a intenção de se apropriar de coisas alheias, enganando os outros. Contudo, aceitar bens em troca de dinheiro, ou qualquer outra coisa, por meios legais, não é roubo (ex. terra em troca de dinheiro, dinheiro em troca de comida etc.).
  2. O segundo tipo de roubo é aquele em que você não se apossou de qualquer objeto material ou propriedade, porém o planejou mentalmente. Portanto, isso é considerado roubo porque a pessoa interiormente cometeu o roubo. O medo da lei ou das críticas o impediram de executar a ação fisicamente.
  3. Pode acontecer de você não ter se apossado do que pertence a outros, porém os privou daquilo que lhes é devido, e assim, se tornou responsável por sua perda. Isto também é roubo.
  4. Se você não despojar ninguém do que lhe é justamente devido, porém, planejá-lo mentalmente, isto também é considerado roubo.
Algumas explicações são necessárias a respeito do terceiro e do quarto tipos de roubo mencionados acima.
Você deve ter reparado que muitas pessoas educadas viajam diariamente de trem sem comprar a passagem. Elas não roubam dinheiro diretamente da administração ferroviária, porém elas a estão despojando do que lhe é devido. Pensando um pouquinho, torna-se claro que, entre os passageiros e a administração ferroviária, há uma relação de troca; portanto, a viagem de trem sem passagem é roubo dos tipos 3 e 4. Aqueles que viajam de trem desfrutam dos serviços da administração ferroviária. Comprando as passagens, eles pagam por este serviço e, por conseguinte, a administração não se deve vangloriar de estar prestando serviço social. Se a ferrovia não foi construída para prestar serviços gratuitos, o não pagamento da passagem é roubo. Pense bem: que tipo de cidadão é aquele que comete roubo de alguns centavos? No entanto, as pessoas desse gênero entregam-se a todos os tipos de conversas para se vangloriar e criticar livremente os líderes, acusando-os de corrupção ou nepotismo. Quando suas falhas são apontadas, alegam: “É difícil viver no mundo com uma moralidade tão rigorosa; os que dirigem a administração dessa maneira devem ser tratados assim; esse meu roubo é justificado”. Missionários ou ascetas que levam uma mensagem divina ou líderes políticos que têm o nobre propósito de fazer o melhor pela pátria são vistos, muitas vezes, comprazendo-se em viajar sem passagem. São coisas que acontecem diariamente. Subornar empregados do governo para desviar imposto de renda e outras taxas, ou cobrar do passageiro o preço de uma passagem de classe superior àquela em que ele viajou, tudo isso é roubar. Não é somente roubo, mas também vileza.
Todas estas tendências ao roubo são contrárias ao código de Asteya. Em muitos casos, mesmo os homens sábios agem conscientemente contra o princípio de Asteya ou se recusam a considerar os pequenos roubos como uma quebra do código. Uma vez, um empregado da rede ferroviária perguntou-me por que tinha comprado uma passagem inteira para meu sobrinho de 13 anos, quando bastaria dizer que o mesmo tinha 12 anos e teria viajado com meia passagem.
Existem moralistas que não querem enganar indivíduo algum, porém, não vêem nada de errado em enganar os ricos ou o governo. Muitos lojistas venderiam mercadorias falsificadas aos fregueses, porém, aos amigos e convidados forneceriam ou venderiam a boa. É preciso lembrar que todas as ações baseadas nessa psicologia são contra Asteya. A maneira mais fácil de praticar Asteya, como no caso de todos os outros princípios de Yama e Niyama, é a “auto-sugestão”. Se uma pessoa desde a infância lembra-se deste código e aplica a si mesma o que é correto, ela será capaz de manter um alto padrão de pensamento e caráter.
                          Shrii Shrii Ánandamúrti - Um Guia para a Conduta Humana.

SATYA


Parahitártham’ Váu Namanoso Yathárthat Vam’ Satyam

Satya significa ação da mente e uso das palavras com o espírito de proporcionar o bem-estar social. Não há sinônimo em português. A palavra “verdadeiro” ou “verdade” seria traduzida em sânscrito como: “Rta” (afirmar um fato). O Sádhaká não é solicitado a seguir o caminho de “Rta”. Ele deve praticar Satya. O aspecto prático de Satya é Parama Brahma, a Suprema Entidade Espiritual. Eis porque, freqüentemente, Brahma é chamado de “Essência de Satya”.

Satyam’ Jinánamantám’ Brahma

Mesmo que o objetivo do Sádhaka seja alcançar essa Entidade Suprema, enquanto se esforça para alcançá-la, deve lidar com a relatividade do ambiente. O homem é um ser racional, ele possui, em diversos níveis, a capacidade de fazer o que é necessário ou o que é bom para a humanidade. No reino da espiritualidade, tal pensamento, palavra ou ação é definido como Satya.
Por exemplo, uma pessoa recorre a você para refugiar-se e você não sabe se ela é culpada ou inocente, ou não tem dúvida em relação à sua inocência. Ela é perseguida por um malfeitor que quer maltratá-la. Se esta pessoa atemorizada procurasse refúgio em sua casa e o desordeiro perguntasse onde ela se encontrava, o que você faria? Aderindo a “Rta”, ou verdade, você deveria informá-lo do paradeiro da pessoa. Caso houvesse homicídio, não seria correto considerá-lo responsável pelo mesmo? Poderia ser que o seu erro resultasse na morte de um inocente. Aderindo a “Rta”, você se tornaria indiretamente culpado por um crime abominável. Mas qual deveria ser o seu dever para que Satya fosse interpretado corretamente? O seu dever seria o de não informar o paradeiro da pessoa e despistar o agressor em benefício do refugiado, para que este pudesse ir embora com segurança.
Vamos supor que sua mãe esteja comendo. Você recebe uma carta informando a morte de seu avô materno. Se sua mãe lhe perguntar a respeito da carta, que resposta você lhe daria? Se você aderir à “verdade”, vai informá-la da morte de seu pai, o que causaria um grande choque aos seus sentimentos e ela não poderia concluir sua refeição. Seria preferível, neste caso, dizer que tudo vai bem com a família. Depois de ela ter terminado de comer, poderia dizer que seu pai está doente, o que prepararia o terreno para sua mãe suportar a notícia do infortúnio. Assim, mesmo que a verdade não fosse dita, a dignidade de Satya seria preservada.

                                       Shrii Shrii Ánandamúrti - Um Guia Para a Conduta Humana.

28/01/2011

NÃO ESTÃO ABANDONADOS

Algumas pessoas dizem: “Estou abandonado. Não há ninguém que cuide de mim!”. E alguns sente piedade dos outros dizendo: “Olhem, esse homem está abandonado, por favor façam algo por ele!”.
Em relação a isto, eu vou vos digo ninguém neste universo está abandonado. Algumas pessoas crêem que o dinheiro e as riquezas lhes ajudaram muito em suas vidas, porém eles estão equivocadas porque as riquezas são limitadas. A entidade finita, vem e vai, tem princípio e tem fim. Como poderão ajudá-lhes? Por isso, o corpo físico, as riquezas e a roupa, não podem dá-lhes nenhuma assistência permanente. Somente aquela Entidade que não vem nem vai, que tem uma existência ininterrupta desde o princípio até o final dos tempos pode ser o refúgio de vocês.

Cada entidade, orgânica ou inorgânica, móvel ou imóvel, necessita um refúgio. Deus é o verdadeiro refúgio de todos. Deus tem um engenhoso sistema mediante o qual cada um tem sua provisão de punição e castigo sentenciada? Não obstante isto, por trás desta há Seu profundo amor e afeto. É por isto que aconselho aos seres humanos: “Não temam a nenhuma dificuldade neste mundo, não importa quanto dura seja. Não temam as punições ou os castigos sentenciados. O Supremo Uno, quem é o Criador, a Entidade mais poderosa deste universo, está com vocês. Por tanto, vivam sua vidas livres de todo temor ou ansiedade. Diante de vocês está o chamado do dever. Deus os proverá com a força que necessitem para responder ao Seu chamado. Não necessitam repetir nenhuma oração específica a Deus para alcançar isto, porque Ele lhes proverá de tudo de acordo as suas necessidades. Esta é a responsabilidade d'Ele, é imperativo para Ele fazê-lo”.

Algumas pessoas pedem a Deus:“Oh Senhor, por favor dá-me forças!”. Na minha opinião não é necessário que ninguém peça forças a Deus. Primeiramente, devem utilizar apropriadamente a força que já lhes há sido dada. Somente quando estejam completamente exaustos, quando tenham utilizado toda sua energia, poderão dizer: “Oh senhor, tenho utilizado toda a energia que Tu me destes, se Tu quiseres que eu faça mais trabalho, dá-me mais energia. Se Tu não necessitas que eu faça nenhum trabalho mais, então não me dês mais forças”.

Enquanto ainda tenham algum vestígio da capacidade que lhes foi dada, enquanto ainda tenham força para mover-se e a habilidade para falar, não é necessário perdi nada a Deus. Já lhes tenho dito que é Sua responsabilidades provê-lhes com a força necessária. Será que em realidade é necessário que vocês recordem a Ele Sua responsabilidade? Vocês sabem que Deus esta associado, individual e coletivamente, com todas as entidades deste universo, o sol, a lua, os planetas, os satélites, as nebulosas e os inumeráveis corpos celestes, os infinitos átomos e moléculas, etc. É por isto que, enquanto existir uma partícula de pó sob nossos pés, enquanto existir uma estrela brilhando sobre nossas cabeças, devemos recordar que não estamos sós, que não estamos abandonados. Sobre isto, não devemos ter nunca nenhum tipo de medo ou apreensão. Mantenham-se em movimento ao longo do caminho espiritual.

Então a pergunta é: “Por que vocês devem seguir com as práticas espirituais?”. A resposta é que devem continuar porque Deus assim o quer. Somente por referência a este desejo particular de Deus, devem continuar com suas práticas espirituais.

Durante as práticas espirituais devem se assegurar de que Deus seja seu objeto de concentração mental e que vocês sejam Seu sujeito. Soa grandioso que os seres humanos são o sujeito e Deus é o objeto. No sentido absoluto, Deus é o Controlador Supremo de cada coisa, a Subjetividade Suprema, com os seres humanos como Seu objeto. Comumente, os seres humanos não podem fazer de Deus seu objeto mental. Portanto, quando vocês repetem sua Meta – Is'ta mantra, ou quando pensam n'Ele, devem recordar que na realidade vocês são o objeto e Deus é o sujeito. Isto que dizer que na meditação vocês não vêem a Deus, mas ao contrário, Deus é quem ver vocês. A idéia correta na mente deve ser que Deus tem mantido no passado uma vigilância muito próxima sobre vocês, mantem uma vigilância muito próxima hoje e a manterá no futuro. Sob nenhuma circunstância vocês estão sós ou abandonados. Enquanto recordarem que Deus os estar observando, nenhum poder deste universo poderá obstruir seu caminho ou danificá-los. Além do mais, cada entidade, deste o Criador Supremo do universo até uma simples grama, cooperará eternamente com vocês. É o decreto divino, que os seres humanos vivam amigavelmente neste mundo. Ninguém deve explorar aos demais, ninguém deve torturar nem explorar aos demais.

Todos deverão utilizar sua força inerente com toda sua capacidade. Utilizem completamente suas forças e todas as outras qualidades que foram recebidas de Deus. Quando elas se esgotarem, quando não tiverem mais forças, inteligência ou poder espiritual, Deus lhes proverá com o que mais necessitem. Vocês não devem perder vosso valioso tempo rogando a Deus que lhes dê isto ou aquilo. Recordem, nunca estão sós, não deve nunca ter medo ou apreensão. Não devem sentar-se a lamentar-se: “Oh Senhor que sucederá agora comigo?”. Tais pensamentos são totalmente absurdos. Deus certamente verá o problema e dará os passos que sejam necessários para cada circunstância.

Assim como uma pequena criança não tem que fazer nada por si mesma porque seus pais pensam em seu bem-estar, da mesma maneira vocês não devem se preocupar sobre suas próprias necessidades, deixem que Deus se preocupe sobre isto. Entretanto, levem a cabo sua tarefa de maneira audaz e elegante. Verão que Deus fará tudo o necessário para proteger o interesse de Seus afetuosos e amados filhos. Não tenham nenhum complexo de inferioridade em suas mentes, você não são inferiores a ninguém, nem são menos importantes que ninguém Já lhes tenho dito que um pai dar amor e afeto igual ao seu filho ou filha, ambos são iguais. Aqueles que tiram os direitos dos demais, estão se opondo a lei da providência divina e apenas estão somente atraindo problemas.

Shrii Shrii Ánandamúrti – Patna, 1º de janeiro de 1979. Ananda Vacanamrtan – Parte Sete

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