14/05/2012

DEMOCRACIA ECONÔMICA


            Quase todos os países do mundo chegaram a algum tipo de estrutura democrática. A democracia liberal se estabeleceu em certos países, entres os quais EUA, Inglaterra, França e Canadá, enquanto que na [ex-]União Soviética, China, Vietnã e Europa Ocidental a democracia socialista é o sistema dominante. A condição do povo em países liberais democratas (ditos democráticos) não é tão miserável como em países comunistas, porque em países comunistas, o sistema político e econômico é imposto à sociedade por autoridades do partido, causando sofrimentos humanos indescritíveis e severa exploração psico-econômica. Ambas, a democracia e a social-democracia, podem ser consideradas formas de democracia política, porque esses sistemas são baseados em centralização política e econômica.


Democracia Política

            Em todos os países onde a democracia está em vigor, o povo tem sido lesado ao acreditar que não há melhor sistema do que a democracia política. A democracia política sem dúvida garantiu o direito ao voto, mas tomou o direito de igualdade econômica. Conseqüentemente, há uma flagrante disparidade entre ricos e pobres, imensa desigualdade no poder de compra do povo, desemprego, falta crônica de alimento, pobreza e insegurança na sociedade.
            O tipo de democracia prevalecente na Índia também é a democracia política, e este provou ser um sistema singular de exploração. A constituição indiana foi criada por três grupos de exploradores: os imperialistas britânicos, os imperialistas indianos e os partidos governantes que representavam os capitalistas indianos. Todas as disposições da constituição indiana foram moldadas de acordo com os interesses desses oportunistas. Simplesmente para enganar as massas, o povo foi agraciado com o direito de sufrágio universal. Milhões de indianos são pobres, supersticiosos, analfabetos; ainda assim os exploradores, através de práticas como fazer falsas promessas, intimidação, abuso grosseiro do poder administrativo e voto fraudulento, repetidamente conquistam o eleitorado. Esta é a farsa da democracia. Uma vez que eles formam o governo, eles têm amplas oportunidades de se envolver em excessiva corrupção e tirania política por cinco anos. Nas eleições subsequentes - seja em nível de município ou de estado - o mesmo absurdo é repetido.
            Esse tipo de oportunismo político tem continuado na Índia desde a independência. Nos últimos 35 anos os partidos políticos convenceram-se de que para obter igualdade econômica com os países industrialmente desenvolvidos da Europa, a Índia precisa seguir o sistema democrático. Para apoiar este argumento, eles citam os exemplos de EUA e Grã-Bretanha ou China e [ex-]União Soviética. Os políticos compelem o eleitorado a votar a seu favor na época das eleições, propagando a plataforma de que a massa faminta do país poderá colher os benefícios de uma economia desenvolvida. Mas, uma vez que as eleições passam, a exploração das massas continua desenfreada com a roupagem de democracia política, e outras áreas da vida social são totalmente negligenciadas. Hoje milhões de cidadãos indianos estão privados dos requisitos básicos da vida e lutam por alimento, vesiuário, habitação, educação e tratamento médico apropriados, enquanto uma minoria esbalda-se em riqueza e luxo.
            Um dos mais óbvios defeitos da democracia é que a votação está baseada no sufrágio universal. Ou seja, o direito de votar depende da idade. Uma vez que as pessoas atingem uma certa idade, assume-se que elas tenham a capacidade apropriada para pesar os prós e os contras nos temas de uma eleição e selecionar o melhor candidato. Mas há muitas pessoas com a idade acima daquela estabelecida como limite para a votação que têm pouco ou nenhum interesse em eleições e não estão familiarizadas com os temas sociais ou econômicos. Em muitos casos, elas votam mais no partido do que no candidato e são influenciadas pela propaganda eleitoral ou pelas falsas promessas dos políticos. Aqueles que não alcançaram a idade de votar são, freqüentemente, mais aptos a selecionar o melhor candidato do que aqueles que têm o direito ao voto. Portanto, a idade não deveria ser o critério para o direito ao voto.
            Normalmente, se um candidato se elege ou não, isto depende de mobilização partidária, patrocínio político e doações eleitorais. Em alguns casos também depende de práticas anti-sociais. Em todo o mundo, o dinheiro desempenha um papel dominante no processo eleitoral e, em quase todos os casos, somente aqueles que são ricos e poderosos podem ter a esperança de conquistar um cargo político. Naqueles países onde a votação não é compulsória, somente uma pequena percentagem da população participa do processo eleitoral.
            Os pré-requisitos para o sucesso da democracia são: moralidade, educação e consciência político-socioeconômica. Em particular, os líderes precisam ser pessoas de caráter elevado, caso contrário o bem-estar da sociedade será prejudicado. Mas hoje, na maioria das democracias, pessoas de caráter duvidoso e com interesses escusos são eleitas para o poder. Mesmo bandidos e assassinos candidatam-se à eleição e formam o governo.
            Em quase todos os países do mundo falta a consciência política às massas. Políticos astutos e eruditos tiram vantagens desta deficiência para confundir as pessoas e alcançar o poder. Eles recorrem a práticas imorais, tais como suborno, propaganda de boca de urna, roubo de urnas e compra de votos e permanecem sem oposição nas eleições. Conseqüentemente, o padrão de moralidade na sociedade está diminuindo e as pessoas honestas e competentes estão relegadas a segundo plano. Líderes moralistas têm menores chances de vencer eleições, porque os resultados eleitorais são fraudados através de expedientes financeiros, intimidação e força bruta. No sistema democrático atual, são dadas oportunidades a toda sorte de práticas imorais e corruptas para perverter a sociedade. A própria natureza do presente sistema é favorecer os capitalistas e submeter o governo a forças imorais e corruptas.
            A farsa da democracia assemelha-se a um teatro de fantoches onde uma meia dúzia de políticos ávidos de poder manipulam os cordões por detrás da cena. Nas democracias liberais, os capitalistas manipulam a mídia de massa, tais como rádio, televisão e jornais, enquanto nas democracias socialistas os burocratas levam o país à beira da destruição. Em ambas as formas de democracia, há poucas chances de que líderes honestos e competentes surjam na sociedade e virtualmente não há nenhuma possibilidade de liberação econômica para o povo. A democracia política tornou-se um grande embuste para as pessoas, em todo o mundo. Ela promete o advento de uma era de paz, prosperidade e igualdade, mas na realidade ela cria criminosos, encoraja a exploração e arremessa as pessoas comuns num abismo de tristeza e sofrimento.
            Os dias da democracia política estão contados. PROUT exige a democracia econômica, não a democracia política. Para fazer com que a democracia seja bem-sucedida, o poder econômico deve estar nas mãos das pessoas comuns e os requisitos básicos da vida devem ser garantidos a todos. Esta é a única maneira de assegurar a liberação econômica do povo. O slogan de PROUT é: "Para acabar com a exploração nós exigimos a democracia econômica, e não a democracia política". 
  
Descentralização Econômica

            Na democracia econômica, o poder político e o poder econômico formam uma bifurcação. Isto é, PROUT prega a centralização política e a descentralização econômica. O poder político deve ficar a cargo de moralistas, mas o poder econômico deve ficar a cargo das pessoas do local. A principal meta do governo consiste em remover dificuldades e obstáculos que impeçam o povo de obter os requisitos econômicos. O objetivo universal da democracia econômica é garantir as necessidades mínimas da vida a todos os membros da sociedade.
            A natureza tem sido suficientemente caridosa em suprir com recursos naturais abundantes cada região desta terra, mas ela não deu as diretrizes de como distribuir estes recursos entre os membros da sociedade. Esta obrigação foi deixada a critério da inteligência dos seres humanos. Aqueles que são guiados por desonestidade e egoísmo e têm mentes perversas fazem mau uso destes recursos e os utilizam para seus interesses individuais ou de grupo, ao invés de os utilizar para o bem-estar de toda sociedade. Os recursos materiais são limitados, mas os anseios humanos são ilimitados. Por esta razão, para que todos os membros da sociedade vivam em paz e prosperidade, os seres humanos devem adotar um sistema que assegure a máxima utilização e a distribuição racional de todos os recursos. Para alcançar isto, os seres humanos devem estabelecer-se na moralidade e então criar um ambiente propício ao florescimento da moralidade.
            Descentralização econômica significa produzir para o consumo, e não produzir para o lucro. A descentralização econômica não é possível sob o capitalismo, porque a produção capitalista sempre procura maximizar o lucro. Os capitalistas invariavelmente produzem ao custo mínimo e vendem ao preço máximo. Eles preferem a produção centralizada, o que leva a disparidades econômicas e desequilíbrios na distribuição da população. [Nota: no caso do Brasil, um exemplo é o êxodo rural causado pelos grandes agronegócios exportadores.] Na descentralização econômica de PROUT, por outro lado, a produção é para o consumo e as necessidades mínimas da vida serão garantidas a todos. Todas as regiões terão as condições plenas de desenvolver seu potencial econômico, de modo que os problemas referentes a população flutuante ou superpopulação em centros urbanos não surgirão.
            A menos que alcance os níveis ideais de desenvolvimento da indústria e dos outros setores da economia, um país não poderá se tornar altamente desenvolvido. Se um país tiver pessoas empregadas no setor agrícola numa percentagem que exceda o nível ideal, que é de 30 a 45%, haverá pressão excessiva no campo. Tal país não poderá tornar-se altamente desenvolvido, nem tampouco haverá desenvolvimento equilibrado e descentralizado em todos os setores da economia. A Índia é um clássico exemplo disto. Cerca de 75% da população da Índia depende da agricultura para sua sobrevivência.
            Em alguns países democratas, tais como o Canadá e a Austrália, uma grande percentagem da população está empregada na agricultura e embora esses países sejam considerados desenvolvidos na agricultura, eles dependem de países industrialmente desenvolvidos, porque eles próprios são industrialmente sub-desenvolvidos. Por exemplo, o Canadá tem sido tradicionalmente dependente dos EUA, e a Austrália, da Grã-Bretanha.
            No que diz respeito à Índia, enquanto cerca de 75% da população estiver empregada na agricultura, a insuportável condição econômica do povo irá continuar. Qualquer país que se situe em tais condições achará muito dificil cumprir suas responsabilidades domésticas e internacionais. O poder de compra do povo continuará diminuindo, enquanto que a disparidade econômica continuará aumentando. O ambiente social, econômico e político de todo o país irá se degenerar. A Índia é um claro exemplo de todos essas deficiências. Logo, descentralização econômica não significa que a maioria da população venha a ser dependente da agricultura como meio de vida ou que outros setores da economia permaneçam subdesenvolvidos. Preferivelmente, cada setor da economia deve empenhar-se por um máximo desenvolvimento e todos os setores devem empenhar-se por uma descentralização máxima.
            Em todos os países democráticos do mundo, o poder econômico está concentrado nas mãos de alguns indivíduos e grupos. Nas democracias liberais o poder econômico é controlado por uma meia dúzia de capitalistas, enquanto que nos países socialistas o poder econômico está concentrado num pequeno grupo de líderes de partido. Em cada caso, uma meia dúzia de pessoas - o número pode ser facilmente contado na ponta dos dedos - manipula a riqueza econômica de toda a sociedade. Quando o poder econômico estiver depositado nas mãos do povo, a supremacia deste grupo de líderes será extinta, e os partidos políticos serão destruídos para sempre.
            As pessoas terão de optar entre democracia política ou democracia econômica. Isto é, elas terão de escolher um sistema socioeconômico baseado ou numa economia centralizada, ou descentralizada. Qual delas elas irão selecionar? A democracia política não pode preencher as esperanças e aspirações do povo ou proporcionar a base para construção de uma sociedade humana forte e saudável. A única maneira de alcançar isto é estabelecer a democracia econômica. 

Requisitos para a Democracia Econômica
            O primeiro requisito para democracia econômica é que as necessidades mínimas de uma determinada época - alimento, vestuário, habitação, educação e tratamento médico - devem ser garantidas a todos. Isto não apenas é um direito individual, mas também uma necessidade coletiva, porque a disponibilidade das necessidades mínimas aumentará a prosperidade global da sociedade.
            O segundo requisito para a democracia econômica é que um poder de compra crescente deve ser garantido a todo e qualquer indivíduo. Na democracia econômica as pessoas do local possuirão o poder econômico. Conseqüentemente, as matérias-primas locais serão usadas para promover a prosperidade econômica das pessoas do local. Isto é, as matérias-primas de uma "unidade socioeconômica" não devem ser exportadas para outra unidade. Ao invés disto, centros industriais devem ser construídos onde quer que as matérias-primas estejam disponíveis. Isto criará indústrias para o processamento de matérias-primas disponíveis no local e assegurará o pleno emprego para todo o povo da região.
            O terceiro requisito para a democracia econômica é que o poder de tomar todas as decisões econômicas deve ser colocado nas mãos das pessoas do local. A liberação econômica é um direito inato de todo indivíduo. Para obtê- la, o poder econômico deve estar colocado nas mãos de pessoas da região. Na democracia econômica as pessoas do local terão o poder para tomar todas as decisões econômicas, para produzir as mercadorias com base nas necessidades coletivas e para distribuir todas as mercadorias agrícolas e industriais.
            O quarto requisito para uma democracia econômica é que os imigrantes devem ser rigorosamente impedidos de interferir na economia local. [Nota: O termo “imigrantes” é usado aqui por Sarkar para referir-se àquelas pessoas que não aceitam unir seus interesses socioeconômicos com os da região em questão, sejam nascidas ali ou não. Por outro lado, quem aceitar isso será considerado como “pessoa do local”, independente de onde tenha nascido.] A evasão de capital do local deve ser interrompida com uma rigorosa prevenção quanto à participação de imigrantes ou de populações flutuantes em qualquer tipo de atividade econômica na área local.
            Para o sucesso da democracia econômica, PROUT deve ser implementada e o bem-estar de todas as pessoas deve ser aumentado passo a passo. Isto por sua vez conduzirá os seres humanos a maiores oportunidades de emancipação espiritual.
            Finalmente deve ser lembrado que a democracia econômica é essencial não só para a liberação econômica dos seres humanos, mas para o bem-estar universal de todos - incluindo plantas e animais. A democracia econômica planejará maneiras e meios para efetuar o suave progresso da sociedade, reconhecendo o valor único tanto de seres humanos como de seres não-humanos.
P.R.SARKAR - Calcutá, junho de 1986. 
[Prabhat Ranjan Sarkar. Democracia Econômica – Teoria da Utilização Progressiva. Cap. 22: Democracia Econômica. São Paulo: Ananda Marga Publicações, 1996 (1992).]

KIIRTANA FROM SHRII SHRII ÁNANDAMURTIJII BY SOJHA

Orange' Colours of the Mind

05/05/2012

Guru Krpáhi Kevalam

Tem sido dito, "Guru krpáhi kevalam". Também foi dito que "Brahmaeva gururekha náparah". Você sabe que na palavra "guru", há duas sílabas, "gu" e "ru". "Gu" significa "escuridão"; escuridão na vida espiritual, escuridão no estrato psico-espiritual. E "ru" significa "entidade dissipadora". "Guru" significa a entidade que dissipa todos os tipos de escuridão de seus corpos espirituais e psíquicos.

Táraka Brahma é o único guru, e ninguém mais pode ser o guru.

Nirgun'a não tem objetividade. Assim, Nirgun'a não mantém qualquer relação com este mundo. Assim, a Entidade Nirgun'a, assim como é, não pode ser o guru. E Sagun'a está sob certas amarras. Então Saguna não pode ser o guru.

 

O guru deve ser como Nirgun'a, porém tendo uma doce ligação com esse mundo expressado. E nenhuma outra entidade poderá ser o guru, pode ser o dissipador da escuridão de seu espírito e mente.

"Guru krpáhi kevalam" significa "Brahma krpáhi kevalam."

O que é krpá? Em Sânscrito, o verbo raiz é "kr". "Kr" significa ajudar alguém em seu próprio progresso, mesmo quando não a mereça. Então, se alguém a merece, isto é, se alguém tem a qualificação para conseguir se desenvolver plenamente totalmente exaltado, então, nesse caso não há necessidade de krpá, não há necessidade de ajuda de Táraka Brahma. Mas quando a pessoa não merece isso, quando não tem a qualificação para o desenvolvimento, e ainda assim é ajudado, esse tipo de ajuda é chamado de "krpá".

Agora, você pode dizer, todo esse cosmos, toda a criação, tudo o que você vê ou sente, tudo é criação d'Ele. Então, por uma questão de imparcialidade Ele deveria ajudar a todos. Ou seja, Sua krpa deveria ser para todos. Por que deveria haver um caso especial. Eu já disse tantas vezes que não deveria haver nenhum caso especial. Onde quer que exista um caso especial, existe um favoritismo. Então não deveria haver qualquer caso especial. Então não deveria haver qualquer krpa para ninguém. Todos deveriam ser tratados igualmente. Se Parama Purus'a ajuda a alguém em especial, Ele está manifestando parcialidade.

Agora, há algo a dizer a este respeito. As filosofias dizem que a Entidade Suprema criou tudo, e que então Ele pertence a todos, e todo mundo Lhe pertence. Mas um aspirante espiritual que desenvolveu amor por Ele não vai aceitar esse filosófico evangelho em sua vida pessoal. Ele diz: "Deixem existir tantos princípios, tantas lógicas e filosofias; mas eu não sou guiado por esses textos filosóficos. Eu sou guiado por meus próprios sentimentos". E o que é esse sentimento de amo que o aspirante espiritual desenvolveu por Ele? Ele diz:

"Deus é meu e Ele pertence somente a mim, e a mais ninguém, e eu pertenço somente a Ele e a mais ninguém. Ou seja, meu Deus é minha propriedade e eu não quero compartilhar esta propriedade pessoal com qualquer segundo indivíduo".

Então, quando tal forte sentimento de amor foi desenvolvido, há certamente forçar nele. Devido esta força, é que o homem pobre e fraco O atrai e Ele não pode negligenciar este homem. Essa atração é mil vezes mais forte do que os evangelhos de filosofia. Se Ele for atraído por tal sentimento amoroso, então ele estará em falta? Certamente que não. E todo mundo tem o direito de atraí-Lo dessa forma. Por que não fazê-lo?

E a segunda coisa é que, mesmo em condições normais Ele está distribuindo Sua compaixão em cada partícula deste universo. Ele está banhando-nos com Sua compaixão, sem distinção de casta, credo, nacionalidade ou religião.

Mas o que acontece? Há um chuveiro, um grande chuveiro da compaixão sobre cada um e todos, mas se durante esse banho você segurar um guarda-chuva sobre sua cabeça, você não vai ser encharcado. Então a culpa é o do chuveiro? Certamente que não. A culpa está na sua mão e no seu guarda-chuva de vaidade, e é por isso que você não está encharcado pela compaixão, por aquela krpa. Ele não tem culpa. Então o que devemos fazer? Você deve remover o guarda-chuva da vaidade de sua cabeça, e então você será encharcado, totalmente encharcado por Sua compaixão universal.

Ninguém mais é o guru. Táraka Brahma é o único guru. 

E a segunda coisa - não há alternativa a não ser orar, pedindo para fazer sadhana, para obter Sua compaixão e atraí-Lo por meio desta força amorosa, desta resistência amorosa dentro do seu coração.

P.R. Sarkar - 09 de setembro de 1978, Patna - Ananda Parte 2 Vacanámrtam

Guru Krpáhi Kevalam

It has been said, “Guru krpáhi kevalam”. It has also been said that “Brahmaeva gururekha náparah”. You know in the word “guru”, there are two syllables, “gu” and “ru”. “Gu” means “darkness”; darkness in spiritual life, darkness in psycho-spiritual strata. And “ru” means “dispelling entity”. “Guru” means the entity that dispels all sorts of darkness from your spiritual and psychic bodies.
Táraka Brahma is the only guru, and nobody else can be the guru.
Nirguńa has no objectivity. Hence, Nirguńa does not keep any link with this world. So the Nirguńa Entity, as it is, cannot be the guru. And Saguńa is under certain bondages. So Saguńa cannot be the guru.

The guru should be just like Nirguńa, but keeping a sweet link with that expressed world. And no other entity can be the guru, can be the dispeller of darkness from your spirit and mind: “Guru krpáhi kevalam” means “Brahma krpáhi kevalam.”

What is Krpá? In Saḿskrta, the root verb is “kr”. “Kr” means to help one in one’s progress even when one does not deserve it. So if one deserves it, that is, if one has the qualification to get oneself fully developed and fully exalted, then in that case there is no necessity of krpá, there is no necessity of help from Táraka Brahma. But when one does not deserve it, when one has not got the qualification for development, and still one is helped, that sort of help is called “krpa”.

Now you may say, this entire Cosmos, all the creation, everything that you see or feel, everything is His creation. Then for the sake of impartiality He should help all. That is, His krpá should be for all. Why should there be a special case. I have said so many times that there should not be any special case. Wherever there is a special case, there is favouritism. So there should not be any special case. So there should not be any krpá for anybody. Everybody should be treated equally. If Parama Puruśa helps somebody specially, the He is supporting partially.

Now there is something to say in this connection. The philosophy says that the Supreme Entity has created everything, so He belongs to everybody, and everybody belongs to Him. But a spiritual aspirant who has developed love for Him won’t accept this philosophical gospel in his personal life. He says, “Let there be so many principles, so much logic and philosophy; I am not to be guided by those philosophical texts. I am to be guided by my own feelings”. And what is that feeling of that spiritual aspirant who has developed love for Him? He says, “God is mine and He belongs to me only, and to nobody else, and I belong to Him only and to nobody else. That is, my God is my personal property and I don’t want to share this personal property with any second individual”.

So, when such a strong sentiment of love has developed, there is certainly force in it. By dint of that force, that poor and weak man attracts Him and He cannot neglect that man. That attraction is a thousand times stronger than the gospels of philosophy. If He is attracted by such loving sentiment, then is He at fault? Certainly not. And everybody has the right to attract Him like this, Why don’t you do it?

And the second thing is that even under normal conditions He is showering His compassion on each and every particle of this universe. He is showering His compassion without distinction of caste, creed, nationality or religion.

But what happens? There is a shower, a heavy shower of compassion on each and everybody, but if during that shower you hold an umbrella over your head, you won’t be drenched. So is the fault that of the shower? Certainly not. The fault is with your hand and with your umbrella of vanity; and that is why you are not drenched by that compassion, by that krpá. He is not at fault. Then what are you to do? You are to remove that umbrella of vanity from your head, and then and there you will be drenched, fully drenched, by His universal compassion.

Nobody else is the guru. Táraka Brahma is the only guru. And the second thing – there is no alternative but to pray, but to request, but to do sádhaná, to get His compassion and attract Him by dint of that loving force, that loving stamina within your heart.

P.R. Sarkar - 

9 September 1978, Patna - 

Ánanda Vacanámrtam Part 2

22/04/2012

What Is Dogma?



Our subject of discussion yesterday was action, the reaction of action, and doership.(1) In that connection, I explained what Parama Puruśa can do: what are the actions He performs directly and what are the actions He gets done through His agents. In this context a fundamental question arises – what are the steps Parama Puruśa adopts to redeem so-called sinners? People say that when sinners and evil-doers come under the shelter of Parama Puruśa, they attain salvation. Now if people can be redeemed from sin, intellectuals may naturally ask a question: “How to attain that salvation?”



You all know that the most detrimental thing for human society and human progress is dogma. What is dogma? Where there is no logic, where there is no support of intellectuality, where there is no debate and free discussion, but there is only a severe imposition forcing people to accept something, there is dogma. What type of people preach this sort of dogma? The answer is: the blind followers of religion. It is quite natural for the followers of religion to say all kinds of dogmatic things. That is why people say that there is no room for logic in religion. But genuine dharma is completely based on logic and supported by intellectuality. In the case of dharma, people are convinced by logic; and people analyse and accept it after free and frank discussion and accordingly start moving in the path of life. The question is: how can people follow something which is not properly understood by them? And another question is: can one get redemption from sins, or not? It is said:

Nábhuktaḿ kśiiyate karma kalpakot́ishataerapi;
Avashyameva bhoktavyaḿ krtaḿ karma shubháshubham.

“Unless one undergoes the requitals of one’s mental reactive momenta – good requitals to good actions, bad requitals to bad actions – one cannot attain liberation.” Avashyameva bhoktavyaḿ krtaḿ karma shubháshubham – “whether an action is good or bad, the reaction must be experienced.” Then, if one is bound to undergo a bad reaction to a bad action, how can one hope to be redeemed from sin, because we already know that the reactions of sins must be required? But Lord Krśńa declared, by way of consoling human beings: “However durácárii or sudurácárii a person may be, if he or she comes under My shelter I will certainly save him or her from all sins. I will help him or her to attain liberation or salvation.” Here durácárii means a sinner, a person whose actions are opposed to ideology, whose thoughts and activities are opposed to morality, justice and the spirit of dharma. And sudurácarii means a person whom even the durácáriis consider a sinner, and whose company they will try to avoid.

Are not these two things self-contradictory? On the one side it is said that one must reap the consequences of actions, and on the other side people are advised to take the shelter of Parama Puruśa to attain salvation. Is this also a dogma?

This is a knotty question indeed. Now the question is, who performs action? It is the human mind which performs action.

Mana eva manuśyáńáḿ kárańaḿ bandhamokśayoh;
Bandhasya viśayásaungii mukto nirviśayaḿ tathá.

Mano karoti karmáńi mano lipyate pátako;
Manashca tanmaná buddhayá na puńyaḿ na ca pátako.

“It is the human mind which is the cause of bondage or liberation. If the mind is in bondage, the person is also in bondage. Similarly, if the mind is liberated the person is also liberated. After all, it is the human mind which engages in auspicious actions. Now, if this mind is kept engrossed in the ideation of Parama Puruśa, then it gets totally merged in Consciousness. In that case, where is the scope for virtue or vice for that person?”

If an ordinary sinner or a confirmed sinner remains absorbed in the thought of Parama Puruśa to the exclusion of all other thoughts, then his or her mind becomes pointed. This is called agryábuddhi [pinnacled intellect] in Sanskrit. In that state of mind the spiritual aspirant gets well established in pinnacled intellect. Unless and until the ordinary human intellect is elevated to the level of pinnacled intellect or apexed intellect, the continuous rise and fall of innumerable vibrations within one’s existence continues. These psychic vibrations are sometimes the vibrations of virtue, sometimes the vibrations of vice, sometimes the vibrations of the reaction of sinful deeds, sometimes of virtuous deeds. Unless the human mind is pointed, this rise and fall of antagonistic psychic vibrations will go on. The moment the mind is centred on Parama Puruśa, then that mind will naturally become pointed. In that state there is no scope for the rise and fall of any wave – neither the wave of virtue nor the wave of vice. Thus it is said that when a spiritual aspirant is established in pinnacled intellect, there cannot be any question of virtue and vice. A person who has taken the Cosmic shelter goes far above the scope of virtue or vice. This is something very natural.


And thus so-called sinners and evil-doers should not be worried at all. Krśńa has rightly said, “If even a diehard criminal comes in My shelter, I will save him or her from all sins; I will see to it that the person attains liberation or salvation. Hence no one, no spiritual aspirant – however black or despicable one’s past life might be – should be worried about anything.” This statement of Parama Puruśa is unalterable, inviolable. This statement is neither a philosophical assertion nor any dogma. Then what sort of statement is it? It is clear and simple. It conveys the idea that human beings should not be anxious under any circumstances, Parama Puruśa is always with everyone. If one has love for Parama Puruśa, the door of liberation or salvation will immediately open.

Footnotes

(1) “Karma, Karmaphala o Kartrttva” in Ánanda Vacanámrtam Part 19. –Eds.
     P. R. Sarkar/16 May 1980, Varanasi 

21/04/2012

MORTE DO SENHOR KR'SNA:


Esta história aconteceu muito antes dos primeiros dias de AM quando dada Para'sattya'nandaji estava muito próximo de Ba'ba'. Ele costumava visitar Ba'ba' para fazer massagem. Em uma dessas ocasiões, quando ele estava massageando um local escuro   no pé direito de Ba'ba', Ba'ba' chamou a atenção de Dada. Dada Não encontrando nenhuma razão para este fato, já que ele sabia que Ba'ba' nunca andava descalço em lugares com espinhos. Por curiosidade Dada perguntou a Ba'ba' a razão para este problema local. Ba'ba' evitou este assunto, dizendo que não era muito importante falar deste assunto. A curiosidade de  dada tornou-se maior e este insistiu novamente para Ba'ba' para dizer a razão, Ba'ba' novamente quiz evitar o assunto, dizendo que esta é uma longa história e que assim não há necessidade de ser mencionada. Dada novamente mais fortemente insistiu em saber a história. Então finalmente Baba narrou a história.


Cerca de 3.500 anos atrás, quando a guerra do Maha'bha'rata havia acabado e a idade de Shrii Krs'na era de 80 anos, em um determinado momento, ele tinha um compromisso para encontrar Arjuna em um determinado lugar na floresta. Ele estava descansando debaixo de uma árvore ao lado de uma lagoa em seu Laliita Mudra "(colocando um pé sobre outro pé) enquanto esperava por  Arjuna. Naquele tempo ao Seu ambos lados estavam dois Avadhutas. Ba'ba 'comentou que Shrii Krs'n'a tinha doze Avadhutas. Um caçador estava passando por alí e confundiu os bonitos´pés de Shrii Krs'n'a com um animal e atirou uma flexa envenenada visando Seus pés, a qual ficou presa no pé de Shrii Krs'n'a. Devido a reação do veneno Seu corpo ficou adoentado  e tornou-se de cor azulada. Ambos os Avadhutas que estavam com ele ficaram chocados. Shrii Krs'n'a os acalmou e disse-lhes que a qualquer momento Arjuna chegaria mas Ele não seria capaz de manter-se vivo até Arjuna chegar. Então... que Ele queria deixar com eles três mensagens para Arjuna. Nesse meio tempo, o caçador ficou  profundamente pesaroso após conhecer seu erro e pediu desculpas ao Senhor Krs'n'a. O Senhor Krs'n'a perdoou o caçador, dizendo que ele fez isso sem querer e que ele não iria adquirir qualquer pecado para esta ação. Então, as três mensagens para serem levadas a Arjuna pelos avadhutas eram, 1) Arjuna certamente será perturbado ao ouvir esta notícia, mas ele não deve prejudicar o caçador. 2) Seu corpo deve ser cremado para não ser enterrado. 3) A terceira instrução era  política em algum aspecto e seria para mudar uma determinada população de Dwaraka para Mathura. 
Os dois Avadhutas que estavam com Shrii Krs'n'a pediram-lhes para Ele não deixar Seu corpo até Arjuna chegar, mas Ele recusou e deixou Seu corpo. Quando Arjuna chegou, ele tornou-se extremamente pesaroso e com o coração partido. Arjuna tinha orgulho de seu comando em sua Ga'nd'iiva e sua excelência na ciência do tiro com arco. Ao realizar a terceira instrução de mudar as pessoas acima mencionadas a partir de Dwa'raka 'para Mathura ", ele foi preso por quarda-florestais. Então, seu Ga'nd'iiva e conhecimento de tiro com arco não poderiam fazer qualquer miráculo.  Então ele percebeu que tudo estava sendo feito por Shrii Krs'n'a mesmo. Ele era como um fantoche nas mãos de Shrii Krs'n'a. A entrega suprema ocorreu na sua mente. Ele percebeu que Shrii Krs'n'a não era apenas seu amigo, mas sim Paramapurusa. 
Ba'ba', então, perguntou ao dada Para'sattya'nandaji - " Você vai chorar também quando eu for?" Dada respondeu: "Ba'ba', não fale assim. Você estará conosco para sempre." "Não, não é possível, um dia vou ter que ir também." Dada  expressa  a Ba'ba' que ele não gostaria de ver esta cena. Ba'ba' confirmando com ele, diz - "Você não vai ver isso." 
Anos depois.
Em 26 de outubro de 1990 Dada Parasattyanandaji estava em uma parte remota de sua diocese (Sagar no estado de MP). Após o café da manhã, viu o jornal, que dizia: "O fundador da AM Shrii Shrii A'nandamurti faleceu e seus últimos ritos serão realizados hoje". Foi chocante para ele. Ele por telefone confirmou que as  notícias eram de partir o coração. Ele correu para Kalika'ta 'e confirmou que tudo havia terminado e que mesmo Suas cinzas já haviam sido recolhidas. Ele ficou furioso com os trabalhadores do escritório central por não informá-lo e estava irritado com eles. Mas, de repente, ele se retirou da luta e ficou em silêncio. Porque ele se lembrou de Suas palavras - "Você não vai ver isso."


LORD KR'SNA'S DEATH:
This story happened long before in those early days of A.M. when dada Para'sattya'nandaji was very close to Ba'ba'. He used to visit Ba'ba' for massaging. In one such occasion when he was massaging Ba'ba' one dark spot on Baba's right foot drew Dada's attention. Dada could not find any reason for this spot as he knew that Baba never walk bare footed on thorny places. Out of curiosity Dada asked Ba'ba' the reason for this spot. Ba'ba' avoided this topic by telling that it was not very important to know. Dada's curiosity became stronger and insisted again to Baba to tell the reason, Baba again wanted to avoid by telling it's a long story so no need to mention. Dada again more strongly insisted to know the story. Then finally Baba narrated the story.

About 3500 years ago after the Maha'bha'rata war was over when Shrii Krs'na's age was 80 years at a particular moment He had an appointment to meet Arjuna at a particular place in the forest. He was resting under a tree beside a pond in His Laliita Mudra' (placing a foot on another foot) while waiting for Arjuna to come. At that time by His both sides were two Avadhutas. Ba'ba' commented that Shrii Krs'n'a had twelve Avadhutas.

A hunter was passing by who mistook the beautiful feet of Shrii Krs'n'a to be an animal and shot poisonous arrow which struck Shrii Krs'n'a's feet. Out of the reaction of the poison, His Body became affected and trurned bluish. Both the Avadhutas who were with Him were shocked. Shrii Krs'n'a calmed them down and told them that at any moment Arjuna will come and He will not be able to maintain His Body before his arrival. So he wanted to leave three messages for Arjuna with them. In the mean time the hunter was in deep grief after knowing his blunder and apologized to Lord Krs'n'a. Lord Krs'n'a forgave the hunter by telling that he did it unknowingly and he will not acquire any sin for this action.

So, the three message for Arjuna to be conveyed by the Avadhutas were: 1)Arjuna will certainly be disturbed to hear this news but he should not harm the hunter. 2)His Body should be cremated and not to be buried. 3)Third instruction was on some political aspect to shift a particular population from Dwaraka to Mathura.

The two Avadhutas who were with Shrii Krs'n'a requested Him not to leave His Body until Arjuna comes but He refused and left His Body.

When Arjuna arrived he became extremely distressed and broken hearted.

Arjuna had ego of his command on his Ga'nd'iiva and his excellency in the science of archery. While carrying out the third instruction of shifting the the above mentioned people from Dwa'raka' to Mathura', he was arrested by the forest revels. Then his Ga'nd'iiva and knowledge of archery could not do any miracle.Then only he realized that everything was being done by Shrii Krs'n'a Himself. He was just like a puppet in the hands of Shrii Krs'n'a. The supreme surrender came in to his mind. He realised his friend Shrii Krs'n'a was none but Paramapurusa.

Ba'ba' then asked Dada Para'sattya'nandaji, "will you also cry when I leave?"
Dada replied, "Ba'ba', don't talk like this. You will be with us forever."
"No, it is not possible, one day I shall have to leave also."
Dada expressed to Ba'ba' that he would not like to see that scene.
Ba'ba' complemented to him, "You won't see that."

Years latter
26th October, 1990 Dada Parasattyanandaji was in a remote part of his diocese (Sagar in MP State). After his breakfast he saw the newspaper which says, "The founder of AM Shrii Shrii A'nandamurti has passed away and His last rites are due today"
It was shocking for him. He telephonically confirmed that heart breaking news. He rushed to Kalika'ta' to find that everything finished, even His ashes were carried away. He became furious on the Central workers for not informing him and he was fighting with them. But all of a sudden he withdrew himself from fighting and became silent. Because he remembered His words, "You won't see that."

01/04/2012

OS SETE SEGREDOS DE SHIVA PARA O SUCESSO POR SHRII SHRII ANANDAMURTIJII


1.Phalis'yatiiti vishva'sa siddherprathama laks'an'am - TER FIRME DETERMINAÇÃO.

2.Dvitiiyam' shraddhaya' yuktam' - TER COMPLETA ENTREGA A UMA IDEOLOGIA SUBLIME, BHAGAVAD DHARMA.

3.Trtiiyam' Gurupu'janam - TER UM PRECEPTOR PERFEITO AO QUAL VC POSSA REVERENCIAR.

4.Caturtho samata'bha'vo - TER EQUILÍBRIO PSÍQUICO, SEM COMPLEXO DE INFERIORIDADE OU SUPERIORIDADE.

5.Paincamendriya nigraha - TER CONTROLE SOBRE OS CINCO ORGÃOS SENSORIAS E CINCO MOTORES.

6.S'as't'hainca pramita'ha'rah - TER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL LACTO-VEGETARIANA.

7.Saptamam' naeva vidyate. - SEGUIR OS 6 SEGREDOS ACIMA.

01/03/2012

Prout - Teoría de la Utilización Progresiva



El cinco de junio de 1959, Prabhat Ranjan Sarkar dijo:


”La sociedad necesita una incitación de vida, vigor y progreso, y por esto Ananda Marga recomienda la Teoría de la Utilización Progresiva (Prout, por sus siglas en inglés), significando con ello la utilización progresiva de todos los factores. Los que apoyan este principio pueden ser llamados ‘Proutistas’.”
Los siguientes puntos resumen los principales aspectos de Prout:

Basada en la espiritualidad

“Prout es una teoría espiritual.
Será establecida viendo Uno en muchos.”
                                           Prabhat Ranjan Sarkar

Todos anhelan al Supremo, ya sea sabiéndolo o sin saberlo. Todos desean felicidad infinita; paz perfecta. La sed espiritual es saciada al alcanzar la Dicha Suprema. Así que la práctica espiritual es esencial. Es necesaria la mente para la práctica espiritual, pero para que la mente funcione apropiadamente, el cuerpo debe ser mantenido apropiadamente. Los requerimientos físicos deben preceder a la elevación y el desarrollo psico-espirituales. Así que la espiritualidad está ligada a las necesidades socio-económicas. Por lo tanto, como teoría socio-económica, Prout se basa en la espiritualidad.
                                                   
Perspectiva de una fraternidad cósmica

Universalidad en la estructura constitucional
Para la fraternidad cósmica, los siguientes puntos son necesarios:
1. Una filosofía en común de la vida (la de la herencia cósmica).
2. La misma estructura constitucional, incluyendo una lengua franca mundial que coexista con las lenguas locales, un gobierno mundial en coordinación con los gobiernos locales, y una sola milicia mundial para resolver disputas regionales e internacionales. La constitución debe incluir una carta de derechos que garantice la seguridad de todos los animales y las plantas, así como una garantía de los derechos humanos fundamentales (que comprenden una práctica espiritual, un legado cultural, educación y expresión lingüística indígena), y del poder adquisitivo para toda la gente.
3. Un código penal común, con énfasis en reformar en vez de castigar, y la aceptación del individuo de vuelta en la sociedad, una vez reformado.
4. Disponibilidad de los mínimos factores esenciales para la vida.
                                     
Reconoce cuatro varnas básicos de la psicología humana
Varna significa “color mental.” Hay cuatro varnas básicos en la sociedad humana: shudra (obrero), ksattriya (guerrero), vipra (intelectual) y vaeshya (mercader). Prout reconoce que el “Ciclo Social” se mueve de acuerdo al predominio de un varna particular en cualquier momento dado: de shudra a ksattriya a vipra a vaeshya, seguido por una “Revolución Shudra” y el inicio de un nuevo ciclo.

Liderazgo Moral
Para el bien colectivo, los líderes en posiciones de autoridad deben tener una integridad moral fuerte, conducta ejemplar y una dedicación desinteresada hacia la sociedad. La autoridad no debe ser conferida a individuos, sino al liderazgo colectivo.
"Social control will have to be in the hands of those who are spiritually elevated, intelligent and brave all at the same time." Such mentally developed and spiritually elevated leaders will be known as sadvipras, "those spiritual revolutionaries who work for progressive changes in human elevation on a well thought and pre-planned basis, by adhering to Yama and Niyama."
“El control social deberá estar en las manos de aquéllos que sean elevados espiritualmente, inteligentes y valientes al mismo tiempo.” Tales líderes mentalmente desarrollados y espiritualmente elevados serán conocidos como sadvipras, “aquellos revolucionarios espirituales que trabajan por cambios progresivos en la elevación humana de manera bien razonada y pre-planificada, adhiriéndose a Yama y Niyama.”

                               
Centralización política
Prout recomienda un gobierno federal (mundial) para la coordinación, supervisión y legislación totales, combinado con gobiernos locales (inmediatos) para la planificación económica, la coordinación y el control de recursos locales.
Los gobiernos locales y federales tendrían un consejo supremo de sadvipras además de consejos legislativos, ejecutivos y judiciales.
En cualquier proceso electoral, el electorado (los votantes), así como los candidatos, necesitarían poseer las siguientes tres cualidades para validar la elección:
1. Moralidad.
2. Educación. 3. Consciencia socio-económica y política. 

Zonas socio-económicas autosuficientes
El término sánscrito para “sociedad” es samaj. En el verdadero sentido del término significa el cuerpo colectivo de aquéllos ocupados en el progreso social, esto es, “que todos marchen juntos al unísono, inspirados por la misma ideología, hacía una meta común.”
Para la implementación práctica, los samajes deberían ser formados como zonas socio-económicas autosuficientes, fundadas sobre la base de factores comunes como la etnicidad, la cultura, el lenguaje, la situación económica y la localización geográfica.
Ser miembro de un samaj no debería depender del lugar de nacimiento, la nacionalidad del individuo o cualquier otro factor limitante. El único criterio es que uno debe fusionar el propio interés socio-económico con el interés socio-económico del respectivo samaj.
Mientras pasa el tiempo, “cada samaj se fusionará con los samajes vecinos cuando se satisfagan los criterios necesarios. Esto mejorará su riqueza colectiva.” La fusión de samajes con creciente uniformidad socio-económica llevará finalmente a un samaj universal. Por lo tanto, samaj es “universal en espíritu, pero regional en la aplicación.” 
                                
Descentralización económica
Mientras que el poder político debe estar en las manos de moralistas colocados centralmente, el poder económico y de decisión debería estar bajo control local, porque son los líderes y planificadores locales los que tienen sentimientos locales, entienden los problemas del área y son capaces de implantar políticas rápida y efectivamente (al contrario de una planificación económica y una producción centralizadas, lo que es inherentemente ineficiente y lleva a la disparidad económica y social.)
La libertad de la gente local de tomar sus propias decisiones económicas es llamada democracia económica. Para que sea exitosa, se deben garantizar los mínimos requerimientos vitales a todos (a través de una creciente capacidad adquisitiva), y a ningún extraño se le debe permitir interferir con la economía local. 

Cooperativas
Las cooperativas son “la mejor expresión de la dulzura humana en el ámbito físico” porque funcionan como unidades de cooperación coordinada, y cada miembro tiene el sentimiento de unidad con el trabajo porque contribuye directamente a la operación y al proceso de toma de decisiones de la cooperativa, y tiene una amplia oportunidad de desarrollar sus potencialidades latentes. Los incentivos proveen motivación, y la riqueza y los recursos de muchos individuos se combinan para el beneficio de la cooperativa en su totalidad. Cada miembro tiene la sensación de propiedad porque posee acciones en la cooperativa de acuerdo al terreno, al capital o al equipo con el que contribuyó.
Las cooperativas serán el medio óptimo de producción y distribución de bienes y servicios en cualquier economía descentralizada. De hecho, una economía descentralizada es vital para su éxito. Otros factores esenciales son la moralidad, una administración sólida, y la aceptación sincera del sistema entre todos los miembros de la cooperativa.
Entre los tipos de cooperativas encontramos agrícolas, industriales (para producir bienes), de consumidores (para distribuir bienes), y adicionales (de servicio, bancarias, de vivienda, médicas, etc.) 

Agricultura
Debido a que la comida es la mercancía más esencial, la agricultura es la parte más importante de la economía y debería tener el mismo estatus que la industria, incluyendo los salarios.

Para una producción agrícola óptima, se debería implantar la socialización de la tierra usada para la agricultura. Esto tiene que hacerse psicológicamente (porque mucha gente tiene un gran apego sentimental a sus terrenos) en cuatro etapas:


1. Toda la tierra sin carácter económico se reúne en el sistema cooperativo.2. Toda la tierra se reúne obligatoriamente bajo el sistema cooperativo. 3. Redistribución racional de la tierra de acuerdo con la necesidad y la capacidad. 4. La producción y la distribución están completamente bajo el sistema cooperativo. 

Industria
Prout recomienda una estructura industrial de tres capas:
1. Industria clave: las industrias grandes y/o complejas, incluyendo todos los bienes y servicios esenciales, dirigidas por cada gobierno local en un esquema sin pérdidas ni ganancias. Además de proporcionar bienes y servicios esenciales, actuarían también como el núcleo de otras industrias.

2. Industria de gran escala: Las cooperativas se colocan cerca de las principales industrias clave que producen materias primas, y producen bienes y servicios semiesenciales. Estas industrias serían el sector principal de la economía, operando en un esquema de ganancias marginales (racionales).


3. Industria de pequeña escala: negocios pequeños y simples que operan como empresas privadas produciendo bienes y servicios que no son esenciales (de lujo) en un esquema de ganancia marginal. Tendrían que mantener un ajuste con el sector cooperativo.
En general, la producción debe ser para el consumo y no para producir ganancias, se debe dar preferencia a la mano de obra local y a la utilización de materia prima local, no debe haber importación de bienes disponibles localmente, y sólo se deben exportar bienes altamente procesados. 
                              
Economía equilibrada
Inicialmente, un 30 ó 40 por ciento de la gente debería trabajar directamente en la agricultura (la comida es la primera prioridad), un 20 por ciento en la agro-industria (procesamiento y distribución posterior a la cosecha), otro 20 por ciento en la agrico-industria (equipos y suministros previos a la cosecha), un 10 por ciento en el comercio, y otro 10 por ciento en el sector de los servicios (administración, educación, derecho, medicina, etc.).
Eventualmente, al disminuir el número de gente empleada en el sector agrícola, el 20 ó 30 por ciento de la gente debería trabajar en industrias que no son agrícolas. Esto aumentaría el nivel de vida y la riqueza colectiva de la sociedad. 

Utilización máxima de todos los recursos y potencialidades
Utilización máxima significa que cualquier objeto en particular sirve al máximo número de gente por una máxima cantidad de tiempo. Esto implica modernización, incluyendo automatización y mecanización.

“Usar equipo de la era anterior al desarrollo de la ciencia
en la era de la ciencia desarrollada no es de ninguna forma una señal de progreso.”
                                            Shrii Shrii Anandamurti

Los efectos de la modernización en una economía donde la producción se enfoca en el consumo y no en las ganancias son: menos horas de trabajo, incremento en la calidad y la cantidad de la producción, ahorro de tiempo y energía, y libertad de la gente para usar sus horas de ocio en actividades psíquicas y psico-espirituales. 
                               
Distribución racional
Distribución racional implica la distribución de la riqueza de acuerdo en primer lugar con las necesidades personales, y en segundo lugar según los méritos y habilidades especiales individuales. No significa distribución igualitaria, ya que eso destruiría el estímulo al trabajo y provocaría estancamiento.

“Aquéllos que piensan en igualar todo,
en verdad piensan en destruir todo.”
                                         Shrii Shrii Anandamurti

Al mismo tiempo, implica un techo sobre la riqueza individual para restringir la acumulación excesiva. La riqueza psíquica y espiritual del mundo es ilimitada, pero la riqueza física no lo es. El acaparamiento de riqueza física, por lo tanto, da como resultado la privación de otros.

“Si una persona adquiere y acumula riqueza excesiva,
directamente restringe la felicidad y las comodidades de los demás en la sociedad. Tal comportamiento es flagrantemente antisocial.”
                                         Shrii Shrii Anandamurti 

Mezcla armoniosa de libertad individual y responsabilidad colectiva
El bienestar del individuo está inextricablemente conectado al bienestar de la colectividad, y viceversa. Así que la libertad individual no debe llegar al punto en el que restrinja el bienestar colectivo.

“Uno deberá promover el bienestar individual
motivado por el espíritu de promover el bienestar colectivo.”
                                                               Prabhat Ranjan Sarkar 

Las mínimas necesidades para la vida garantizadas para todos
Las mínimas necesidades para la vida (comida, vestido, vivienda, educación y cuidado médico) se deben proporcionar a todos, mediante el empleo apropiado y un adecuado poder adquisitivo.

“Si una sola persona muere debido a la falta de las mínimas necesidades para la vida, toda la sociedad tiene la culpa.”
                                                                           Prabhat Ranjan Sarkar


El poder adquisitivo (y no el ingreso per cápita) es el verdadero índice del nivel de vida.


“Para elevar el nivel de las necesidades mínimas de la gente,
la mejor política es aumentar su capacidad de compra.”
                                                                  Prabhat Ranjan Sarkar

Incentivos para los méritos y habilidades especiales
Para promover la evolución del esfuerzo y el logro humanos, se deben proporcionar incentivos para los méritos y las habilidades especiales basándose en el valor social de tales habilidades.
Tres tipos de incentivo:

1. Oportunidades y un ambiente agradable.
2. Recompensa material (preferentemente en la forma de bienes de consumo). 3. Estímulo para seguir haciendo un buen trabajo. 

Nivel de vida y riqueza colectiva siempre en aumento

“El consumo se debe elevar al nivel de la riqueza colectiva.” Esto significa que mientras aumenta la riqueza colectiva, el nivel de las mínimas necesidades y los incentivos deben aumentarse también, ocasionando un mayor nivel de vida. Este proceso debería ir siempre en aumento. Pero la brecha entre las necesidades y los incentivos debe disminuir con el tiempo.


“Aumentar el mínimo nivel de vida de la gente es indicación de la vitalidad de la sociedad.”
                                      Shrii Shrii Anandamurti

Empleo local total
El empleo debería estar disponible para todas las personas capaces. La distribución racional de la riqueza asegurará un salario promedio alto y una capacidad de compra adecuada. Combinado con eso, la modernización permitirá jornadas de trabajo reducidas por el mismo salario, pero esto sólo es posible si la producción está enfocada al consumo y no a las ganancias.
Se debe proporcionar un empleo con sentido a toda persona, de acuerdo con la capacidad que tenga más desarrollada. Al mismo tiempo, se le deben dar oportunidades y espacios apropiados para que despliegue potencialidades menos desarrolladas, dependiendo de los recursos disponibles.
La seguridad socio-económica para los que no puedan trabajar (debido a enfermedades, debilidad o vejez) es esencial. Esto se puede lograr si la producción se enfoca al consumo en vez de a las ganancias. 

Ciencia y tecnología apropiadas
La ciencia es “para el servicio y la bendición,” por lo tanto para el beneficio de la sociedad en su conjunto. Por esta razón debe estar bajo el control de moralistas (sadvipras).

“Siempre utilicen la ciencia para el bienestar de la humanidad. Los que abusan de la ciencia con propósitos destructivos son enemigos de la humanidad. La ciencia siempre debe ser cultivada con motivos sensibles. El bienestar colectivo de los seres vivos permanecerá como un sueño distante a menos que la ciencia y el poder mundano estén totalmente controlados por gente sensible.”
                                        Shrii Shrii Anandamurti 
Ecología
Incluida en la carta de derechos de la constitución deberá estar la provisión de completa seguridad para todos los animales y plantas. Políticas ecológicamente sólidas incluyen la agricultura integrada, forestación, conservación del agua, energías alternativas, y la provisión de refugios de vida salvaje, como santuarios para animales y reservas de plantas.

“Los seres humanos deben ser cautelosos de ahora en adelante. Deben reestructurar sus pensamientos, planes y actividades de acuerdo con los dictados de la ecología. No hay alternativa.”
                                           Prabhat Ranjan Sarkar 


Libertad de expresión

Prout fomenta la libertad de expresión en todos los aspectos de la vida beneficiosos para el bien colectivo, mientras desalienta las expresiones más burdas de la vida perjudiciales para el bien y el progreso de la sociedad.
Los derechos humanos fundamentales son la práctica espiritual, el legado cultural, la educación y la expresión lingüística indígena.
Como un derecho constitucional, la educación debe ser gratuita para todos hasta el nivel más alto.
El arte, al igual que la ciencia, es “para el servicio y la bendición,” y siempre debería existir en el espíritu de bienestar.
Los medios, junto con las artes y la educación, deberán estar completamente libres de cualquier interferencia política, sea directa o indirecta.

Políticas ajustadas a las circunstancias y conducentes al progreso social
Los principios de Prout no cambian, pero las políticas deben ajustarse a las circunstancias. “El uso apropiado de cualquier objeto cambia según los cambios en el tiempo, el espacio y la persona.”

“El método de utilización debe variar de acuerdo con los cambios en el tiempo, el lugar y la persona, y debe ser de una naturaleza progresiva.”
                                        Shrii Shrii Anandamurti

El progreso en el verdadero sentido del término sólo ocurre en el ámbito espiritual. Por lo tanto el progreso social es el movimiento colectivo hacia la postura espiritual suprema. 

Utilización progresiva de todos los factores

Prout representa la utilización progresiva de todas las potencialidades burdas, sutiles y causales de la existencia humana y cósmica, y la canalización de tales potencialidades en el flujo espiritual, el eterno Ser Supremo.

Para el bienestar y la felicidad de todos

Fonte: http://www.espanol.anandamarga.org/social-philosophy/prout.htm

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