15/03/2008

Alimento, Células, Desenvolvimento Físico e Mental


O corpo físico de todo ser humano é constituído de inúmeras células. Essas células são de dois tipos: “protozóica” e “metazóica”. Todas as partes do corpo humano são compostas destes dois tipos de células. Em outro sentido, toda a estrutura humana pode ser considerada como uma célula metazóica.

Cada uma dessas células tem sua própria mente, alma etc., mas as mentes dessas células são diferentes da mente humana. (As mentes das células metazóicas são mais desenvolvidas do que as das células protozóicas). A mente humana é constituída da unidade do microcosmo somada com o conjunto das células protozóicas e metazóicas, portanto, a mente humana é uma mente coletiva. Assim como a Mente Macrocósmica está inseparavelmente conectada a cada uma das entidades deste universo, da mesma forma a mente unitária está inseparavelmente conectada a todas as entidades que a compõem [individualmente]. Também, num sentido coletivo, as mentes dessas células têm uma certa relação com a mente unitária.

Em geral, uma célula vive aproximadamente 21 dias e então morre, sendo substituída por novas células. Quando alguém fricciona uma determinada parte do corpo, surge uma aparente sujeira, até mesmo quando o corpo está coberto, mas nem sempre isso representa a sujeira proveniente do ambiente. Na maioria dos casos, isso é uma acumulação de centenas de células mortas.

Geralmente, as células se desenvolvem por meio da luz, do ar, da água e do alimento que comemos. A natureza do alimento e da bebida que ingerimos tem seu efeito sobre as células e, conseqüentemente, influencia a mente humana.

Obviamente, todo sádhaka, ou aspirante espiritual, deve ser muito cauteloso ao escolher o seu alimento. Suponha que uma pessoa coma uma comida tamásika, ou estática. Como resultado, após algum tempo, as células estáticas crescerão e exercerão uma influência estática na mente do aspirante. Os seres humanos devem dar preferência aos alimentos sáttvika (sutil) ou rájasika (mutatório), de acordo com o tempo, o lugar e a pessoa. Isto acarretará o crescimento de células sutis, as quais, por sua vez, produzirão amor pela prática espiritual e ajudarão a atingir o equilíbrio e a quietude psíquica, conduzindo a uma imensa elevação espiritual.

Após aproximadamente 21 dias, as células antigas morrem e nascem novas células. Na idade avançada, devido a certas debilidades das células, a maciez e o brilho do rosto desaparecem, tornando a pele enrugada, e diferentes partes do corpo se enfraquecem. (No caso das pessoas idosas, as células velhas morrem e o organismo produz menor quantidade de células novas. Além disso, as células novas não absorvem os nutrientes apropriadamente.)

Para a cura de pacientes adoentados por muito tempo, médicos experientes costumam recomendar um repouso completo de no mínimo 21 dias, para permitir o crescimento de células saudáveis, de modo que a pessoa doente readquira energia física e mental.

As células são seres vivos, e como resultado das transformações vividas conjuntamente, elas consolidaram sua existência no corpo humano. Em etapa posterior, através da evolução gradual, a mente de cada célula se desenvolve até o estágio da mente humana.

A aura ou o brilho emanado do corpo humano é o brilho coletivo de todas as suas células. Na idade avançada, muitas células do corpo se tornam enfraquecidas, acarretando menor refulgência do corpo humano. Mesmo quando uma pessoa é jovem, o corpo perderá a sua refulgência se ele estiver doente. Somente na face humana existem milhões de células. Quando uma pessoa fica enraivecida, uma maior quantidade de sangue circula pela face, causando o avermelhamento do rosto e a morte de muitas células. Uma pessoa violenta ou cruel poderá ser facilmente reconhecida por sua expressão facial.

Como resultado de uma alimentação sutil e da regularidade na prática espiritual, as células do corpo humano se tornam sutis. Em virtude disso, um brilho emanará dessas células, formando uma aura ao redor do corpo físico do aspirante espiritual. Por essa razão, muitas telas de pintores retratam figuras de mahápurus’as [pessoas elevadas] com auras radiantes.

Uma vez que as células são influenciadas pelos alimentos e líquidos ingeridos, e considerando que a natureza das células afeta a natureza da mente humana, obviamente, os seres humanos deveriam adotar uma dieta correta, porque o alimento e a mente estão estreitamente relacionados entre si. Qualquer alimento, bom ou ruim, não deve ser ingerido indiscriminadamente, porque pode levar à degeneração mental. Os aspirantes espirituais sinceros devem seguir este ditado: A´hárashuddhao sattvashudhih [“Uma dieta sutil produz um corpo sutil.”]

Somente deveria ser ingerido aquele alimento que ajuda a manter o corpo e a mente sutis.

Todos os objetos do mundo são dominados por um dos três princípios – sutil, mutatório e estático. Os alimentos não são uma exceção a essa regra, e de acordo com sua natureza intrínseca, eles estão divididos nestas três categorias:

Alimento sutil: É aquele alimento que produz células sutis e, portanto, conduz a um bem-estar físico e mental. Alguns exemplos de alimentos sutis são o arroz, o trigo, a aveia, todos os tipos de legumes, as frutas, o leite e os produtos lácteos.

Alimento mutatório: É aquele alimento que é bom para o corpo e pode ser, ou não, bom para a mente, mas certamente não prejudica tremendamente a mente.

Alimento estático: É o alimento prejudicial para a mente e que pode ser, ou não, bom para o corpo. Alho, cebola, vinho, comida estragada, carne de grandes animais, tais como o boi e o búfalo, peixe, ovos etc. são estáticos.

Muitas vezes as pessoas comem comida sem conhecer o seu valor intrínseco. Por exemplo, o leite de vaca recém-parida, a berinjela branca, uma variedade de legume khesa’ri [horse gram], o puni vermelho [Basella rubra Linn.] e as folhas de mostarda são exemplos de plantas que se desenvolveram a partir da matéria apodrecida ou decomposta.

Para ter uma mente equilibrada e progredir no caminho espiritual, os seres humanos devem ficar atentos ao tipo de alimento que consomem. O pensamento de que “Eu apenas vou fazer minha meditação e comer qualquer tipo de alimento, próprio ou impróprio” não funciona.

P.R. SARKAR - 14 de Fevereiro de 1970, Ranchi -Tattva Kaomudii - Parte 2

23/02/2008

PLEXO E MICROVITA

O mundo está se movendo rapidamente da fisicalidade para intelectualidade. Certamente chegará o dia em que a intelectualidade será transformada em espiritualidade. Assim como a era intelectual está se aproximando rapidamente, a era espiritual também surgirá num futuro muito próximo.

Existem três tipos de seres. Primeiramente, temos os seres físicos, como os cachorros. Se você chamar um cachorro por um nome ofensivo, ele permanecerá indiferente. Em segundo lugar estão os seres psíquicos, tais como os seres humanos. Se você insultar uma pessoa ela ficará zangada, podendo até mesmo vir a chorar ou cometer suicídio. O terceiro tipo diz respeito aos seres espirituais. Chegará o dia em que haverá também muitos seres espirituais nesta Terra.

Para o progresso espiritual, as práticas são essenciais, e nas práticas espirituais o papel dos cakras (plexos) é imenso. Na verdade, os aspectos mais importantes da prática espiritual são cakra shodhana e cakra niyantran’a [purificação e controle dos cakras, respectivamente].

O que é um cakra? É uma agrupamento de glândulas e subglândulas, sendo que a localização dessas glândulas e subglândulas difere de animal para animal. Nos seres humanos, os cakras estão situados nos pontos de interseção de id’á, sus’umná e pingalá [canais psicoespirituais]. Na mente humana, vários pensamentos estão emergindo e se dissolvendo constantemente. Por trás destes fenômenos psíquicos existem os vrttis sedimentados [propensões] que estão primariamente relacionados com os sam’skáras inatos [reações mentais acumuladas] dos seres humanos. As propensões são formadas de acordo com os sam’skáras inatos da pessoa, e a expressão e o controle dessas propensões dependem dos vários cakras. As cinqüenta propensões principais da mente humana são expressas internamente ou externamente através da expressão vibracional desses cakras. Essas vibrações fazem com que os hormônios sejam secretados pelas glândulas, e a expressão, natural ou antinatural, das propensões depende do grau de secreção, normal ou anormal, dos hormônios. Enquanto houver propensões para serem expressas, nós dizemos que a mente humana estará viva, porque a mente existe enquanto existirem propensões. Quando as propensões forem destruídas, a mente humana perderá a sua existência.

Os nomes dos diferentes plexos no corpo humano e suas correspondentes mandalas estão descritos a seguir:

Plexo Terreno (múládhára cakra) – bhaoma mandala

Plexo Fluídico (svádhis’t’hána cakra) – tarala mandala

Plexo Ígneo (man’ipura cakra) – agni mandala

Plexo Solar (anáhata cakra) – saora mandala

Plexo Sideral (vishuddha cakra) – naks’attra mandala

Plexo Lunar (ájiná cakra) – shashi mandala/candra mandala (*)


*N.E.: Com exceção da lista de propensões descritas adiante, as informações deste capítulo foram extraídas das notas compiladas do autor, denominadas "Seminar Training Classes", de 10-12 Janeiro-1989. Entretanto, a nomenclatura dos plexos (cakras) e das madalas que consta na referida lista e em todo o capítulo segue as informações encontradas nos discursos Bio-Psicologia e Sob a proteção do Guru.

A palavra sânscrita man’d’ala (no português, escreve-se mandala) significa círculo. A glândula tireóide é chamada Brhaspati Granthi, em sânscrito. A palavra latina equivalente para Brhaspati é “Júpiter”. “Hormônio” é granthirasa em sânscrito; a glândula paratireóide é Brhaspati Upagranthi; a glândula pituitária é Maháyoginii Granthi; e a glândula pineal é Sahasrára Granthi.

Os cakras contêm várias glândulas e subglândulas, ou seja, os pontos de localização das diferentes propensões, cada uma com sua própria raiz acústica.

O plexo terreno ou Múládhára Cakra:

1. Dharma [desejo psicoespiritual) va

2. Artha [desejo psíquico] sha

3. Káma [desejo físico] s’a

4. Moks’a [desejo espiritual] sa

O plexo fluídico ou svádhis't'hána cakra:

1. Avajiná [desprezo pelos outros] ba

2. Múrcchá [torpor mental, falta de bom senso] bha

3. Prashraya [auto-indulgência] ma

4. Avishvása [falta de confiança] ya

5. Sarvanásha [desânimo] ra

6. Kruratá [crueldade] la

O plexo ígneo ou man’ipura cakra:

  1. Lajjá [timidez, vergonha] d’a
  2. Pishunatá [tendência sádica] d’ha
  3. Iirs’á [inveja] n’a
  4. Sus’upti [estaticidade, inércia] ta
  5. Vis’áda [melancolia] tha
  6. Kas’áya [irritação, mau humor] da
  7. Trs’n’á [ânsia de adquirir] dha
  8. Moha [atração cega, paixão] na
  9. Ghrn’á [ódio, repulsa] pa
  10. Bhaya [medo] pha

No plexo ígneo ou man’ipura cakra existe acumulação máxima de calor. Este é o ponto que abriga calor, sendo conhecido como agnyáshaya em sânscrito. Também é conhecido como maháshayá, que significa “abrigo da grandeza”, porque este é o centro do corpo. O plexo ígneo ou agni mandala contém dez glândulas e subglândulas do man’ipura cakra. A área da mandala é maior do que a do cakra.

Quando uma pessoa morre e é cremada, ocorre com certa freqüência o fato de o umbigo não ser completamente incinerado. Por isso, é uma prática comum na Índia as pessoas atirarem os restos mortais num rio. A temperatura para incinerar a região do umbigo é maior do que a temperatura gerada por uma pira funerária comum. O umbigo só será completamente destruído se o corpo for mantido no fogo por um longo período de tempo e se for cremado com enorme calor.

O plexo solar ou anáhata cakra:

1. Áshá [esperança] ka

2. Cintá [preocupação] kha

3. Ces’t’á [esforço, empenho] ga

4. Mamatá [amor, desprendimento] gha

5. Dambha [arrogância, vaidade] una

6. Viveka [discernimento, consciência] ca

7. Vikalatá [embotamento mental pelo medo] cha

8. Aham’kára [ego] ja

9. Lolatá [avareza] jha

10. Kapat’atá, [hipocrisia] ina

11. Vitarka [argumentação extrema e exagerada] t’a

12. Anutápa [arrependimento] t’ha

O anáhata cakra está contido na saora mandala e está conectado com o sistema respiratório. Quando uma pessoa sofre de falta de esperança, ela pode até mesmo sentir uma dor no peito; isto ocorre no plexo solar e nenhuma outra parte do corpo.

Os corpos celestiais são objetos brilhantes no céu. Estrelas, naks’attras, planetas, satélites, meteoros, cometas, nebulosas e galáxias são todos corpos celestiais. Naks’attras são também estrelas, distantes muitos anos-luz de nosso sistema solar. Naks’a significa “cintilação”; aquilo que nos ajuda com sua potencialidade de cintilação é chamado de naks’attra. As naks’attras influenciam o plexo solar do corpo humano, mas não influenciam todos os corpos.

A luz original das estrelas, a luz refletida e refratada de planetas, satélites e meteoros, e a luz das galáxias e nebulosas refletem em todas a glândulas e sub-glândulas do corpo, especialmente no anáhata cakra. A placa refletora do anáhata cakra é um pouco maior do que o próprio anáhata cakra. Essa área mais extensa, que contém o anáhata cakra, é chamada de “plexo solar”, o “plexo de Apolo”, o saora mandala.

Não somente a luz é refletida ou refratada aqui, mas também os microvita, que se movem juntamente com os raios luminosos, afetam o corpo e as doze subglândulas deste cakra. Os microvita positivos e negativos se movem por meio desses mecanismos. Quais são os meios que os microvita utilizam para a se movimentar, para se manter, para se fixar, para sobreviver? Tanmátras – inferências e idéias.

O plexo solar está situado um pouco acima do plexo ígneo, então, os microvita positivos são mais dominantes aqui do que os microvita negativos. O plexo ígneo é mutatório; e o plexo solar, sutil. Então, onde se localiza o estático? É abaixo do plexo ígneo – nos plexos terreno e fluídico. Pessoas com boa índole, os aspirantes espirituais [sádhakas], absorvem mais microvita positivos do que pessoas não-espirituais, então, todas as suas propensões se movem com vitalidade positiva. Por conseguinte, num sádhaka espiritual, todas as propensões positivas do anáhata cakra são positivamente fortalecidas. Isto se denomina maximização psicopanorâmica sutil. Se uma pessoa se move em direção à matéria densa, haverá minimização psícopanorâmica estática. Quando este conhecimento for adquirido por um amplo número de pessoas neste mundo, juntas elas absorverão mais microvita positivos. Fazendo assim, elas se beneficiarão individualmente, e ao mesmo tempo o mundo inteiro também será beneficiado.

Muitas estrelas, planetas e corpos celestiais estão influenciando o seu plexo solar. Você não pode permanecer alheio a essa influência que ocorre no seu plexo solar. Ninguém pode viver em solidão. Os ermitãos, que viviam em cavernas nos Himalaias nas eras antigas e medievais, deveriam ter vivido socialmente e servido à sociedade. Eles falharam em fazê-lo porque foram guiados por um tipo de dogma enganador.

As pessoas deveriam praticar um culto espiritual para fortalecer os microvita positivos e enfraquecer a influência dos microvita negativos. Os habilitantes da Alemanha, chamados sharmaniya bhumi em sânscrito, também costumavam praticar esse culto espiritual. O termo germânico para “sol” é “sonne”.

Quando lágrimas surgem nos olhos pela graça espiritual e pela bem-aventurança espiritual resultante de muita prática espiritual, isto é chamado de ánandáshru, em sânscrito. Quando as lágrimas são lágrimas de luto e privação, isto é chamado shokáshru.

O plexo sideral ou vishuddha cakra:

1. S’ad’aja [som do pavão] a

2. Rs’abha [som do boi] á

3.Gándhára [som da cabra] i

4. Madhyama [som do veado] ii

5. Paincama [som do cuco] u

6. Dhaevata [som do burro] ú

7. Nis’áda [som do elefante]* r

8. Onm [raiz acústica da criação, preservação, dissolução] rr

9. Hummm [som da Kula Kun’d’alinii subindo] lr

10. Phat’ [prática, isto é, colocar em prática uma teoria] lrr

11. Vaos’at’ [expressão do conhecimento mundano] e

12. Vas’at’ [bem-estar na esfera sutil] ae

13. Sváhá [realizar ações nobres] o

14. Namah [entrega ao Supremo] ao

15. Vis’a [expressão repulsiva] am’

16. Amrta [expressão suave] ah

*Cada animal é controlado por uma característica dominante e se especializa em produzir um som distinto. Sete das raízes acústicas do Vishuddha Cakra correspondem aos sons produzidos por certos animais.

Do ponto abaixo da orelha esquerda até a parte inferior da orelha direita localiza-se o plexo sideral – a naks’attra mandala. O ponto controlador da naks’atra mandala está exatamente no centro. Geralmente, os microvita positivos entram em contato com o corpo humano através desse plexo.

Existem muitos corpos celestiais, e todos eles têm contato direto com as glândulas e subglândulas no corpo humano, projetando sua luz, que é refletida ou refratada. Mas a influência máxima sobre os objetos animados e inanimados vem do sol, que é a estrela maior e mais próxima da Terra. A influência do sol, de acordo com os antigos iogues e tântricos [aqueles que praticam meditação espiritual] ocorre geralmente através das dezoito ondas luminosas que influenciam os plexos sideral e lunar. Isto é, as sete cores do espectro solar (VIAVALV – violeta, índigo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) mais os raios ultravioleta e infravermelho exercem influência interna e externa. Assim, 7 + 2 = 9; 9 + 9 = 18. Dessas dezoito, duas ondas luminosas não vêm diretamente do sol, mas da lua; e as outras dezesseis vêm diretamente do sol. Cada uma tem sua própria raiz acústica.

Onde quer que exista qualquer entidade, qualquer movimento, qualquer atividade funcional, existe som, e este som é chamado de raiz acústica. Toda e qualquer expressão tem sua própria raiz acústica. A raiz acústica para todos os corpos celestes é o som ha. Ha é a raiz acústica para o espaço eterno. O som controlador é ha. A influência dessas ondas luminosas a partir do umbigo para baixo é ks’a – a última letra do alfabeto sânscrito.

Os microvitas usam essas inferências como mídia. Tanto os microvita amigos, quanto os microvita inimigos chegam através de dezesseis sons ao Vishuddha Cakra e controlam o corpo humano, tanto positiva quanto negativamente. O som controlador deste cakra é ha. Existem dezesseis subglândulas ao redor do Vishuddha Cakra.

O plexo lunar ou Ájiná Cakra:

1. Apará [conhecimento mundano] Ks’a

2. Pará [conhecimento espiritual] Ha

A área entre as extremidades dos olhos é a área do plexo lunar. A influência coletiva na parte superior do corpo humano e na área abaixo do umbigo é afetada pela luz refletida da lua. O lado direito do plexo lunar [do ponto de vista do aspirante espiritual] está relacionado com a influência externa da lua abaixo do umbigo, e sua raiz acústica é ks’a. O lado esquerdo está relacionado com as influências externas ou com a luz refletida da lua na parte superior do corpo, e sua raiz acústica é há. A raiz acústica da lua [ou seja, o Ájiná Cakra] é t’ha. É o ponto controlador da lua – o ponto controlador de há e k’sa. A área do plexo lunar é também chamada de shashi mandala. O deus do sol é “Apollo” em latim, e a palavra para lua é “luna”. Monday (segunda-feira, em inglês) é a forma compacta de “moon (lua) + day (dia)”.

Todos os planetas, meteoros, estrelas etc., de todos os sistemas solares, não somente de nosso sistema solar, afetam o indivíduo devido à luz diretamente refletida e refratada. Está além do âmbito da astrologia ou da astronomia calcular esse efeito no indivíduo. A astrologia lida somente com os planetas de nosso sistema solar e seus efeitos sobre as glândulas e as subglândulas. Mas esta teoria envolve todos os efeitos de todos os corpos celestiais sobre as glândulas e as subglândulas – não somente os corpos celestiais deste sistema solar, mas de todos os outros sistemas solares existentes, estrelas, planetas satélites, meteoros, nebulosas e galáxias. Então, esta teoria está além do alcance da astrologia e da astronomia. A astrologia e a astronomia consideram somente uma parte do efeito dos planetas sobre o destino, a sorte etc., mas esta teoria considera o efeito não somente dos raios diretos, mas também dos raios indiretos refletidos e refratados sobre as glândulas e as subglândulas. É quase impossível para a astrologia e a astronomia calcularem todos esses efeitos sobre as glândulas e as subglândulas. Portanto, esta é uma ciência completamente nova.

Prabhát Ranjan Sarkar (10 de janeiro de 1989, Calcutá.)


PLEXI AND MICROVITA

The world is moving rapidly from physicality to intellectuality. A day is sure to come when this intellectuality will be transformed into spirituality. Just as the intellectual age is fast approaching, the spiritual age will also come in the very near future.

There are three types of beings. The first are physical beings, like dogs. If you call a dog an abusive name it remains indifferent. The second are psychic beings, such as human beings. If you insult a man he will get angry, and he may even start weeping or commit suicide. The third are spiritual beings. A time will come when there will also be many spiritual beings on this earth.

For spiritual advancement spiritual practices are a must, and in spiritual practices the role of the cakras [plexi] is immense. In fact, the most important aspect of spiritual practice is cakra shodhana and cakra niyantran'a [the purification and control, respectively, of the cakras].

What is a cakra? It is a collection of glands and sub-glands, and the location of these glands and sub-glands differs from animal to animal. In humans the cakras are situated at the intersecting points of the id'á, sus'umná and piungalá [psycho-spiritual channels]. In the human mind various thoughts are constantly emerging and dissolving. Behind these psychic phenomena are the underlying vrttis [propensities] which are primarily related to the inborn sam'skáras [mental reactive momenta] of human beings. Propensities are formed according to one's inherent sam'skáras, and the expression and control of these propensities are dependent upon the various cakras. The fifty main propensities of the human mind are expressed internally or externally through the vibrational expression of these cakras. These vibrations cause hormones to be secreted from the glands, and the natural or unnatural expression of the propensities depends on the degree of normal or abnormal secretion of the hormones. When these propensities can be expressed we say that the human mind is alive because the mind exists as long as the propensities are there. When the propensities are destroyed, however, the human mind loses its existence.

The names of the different plexi in the human body and their corresponding man'd'alas are as follows:

terranean plexus (múládhára cakra) -- bhaoma man'd'ala

fluidal plexus (svádhis't'hána cakra) -- tarala man'd'ala

igneous plexus (man'ipura cakra) -- agni man'd'ala

solar plexus (anáhata cakra) -- saora man'd'ala

sidereal plexus (vishuddha cakra) -- naks'attra man'd'ala

lunar plexus (ájiná cakra) -- shashi man'd'ala / candra man'd'ala*

* Except for the detailed lists of propensities below, the source of this chapter is the compiled, typed notes of the author's "Seminar Training Classes" of 10-12 January 1989. The nomenclature of the plexi (cakras) and maòìalas in this present list and throughout the chapter, however, follows information found in "Bio-Psychology" and "Under the Shelter of the Guru". -Eds.

The Sanskrit word man'd'ala means "circle". The thyroid gland is called Brhaspati Granthi in Sanskrit. The Latin equivalent for Brhaspati is "Jupiter". "Hormone" is granthirasa in Sanskrit; the parathyroid gland is Brhaspati Upagranthi; the pituitary gland is Maháyoginii Granthi; and the pineal gland is Sahasrára Granthi.

The cakras contain within their folds a number of glands and sub-glands, the seats of different propensities each with an acoustic root.

The terranean plexus, or múládhára cakra:

1. dharma [psycho-spiritual longing] va

2. artha [psychic longing] sha

3. káma [physical longing] s'a

4. moks'a [spiritual longing] sa


The fluidal plexus, or svádhis't'hána cakra:

1. avajiná [belittlement of others] ba

2. múrcchá [psychic stupor, lack of common sense] bha

3. prashraya [indulgence] ma

4. avishvása [lack of confidence] ya

5. sarvanásha [thought of sure annihilation] ra

6. kruratá [cruelty] la

The igneous plexus, or man'ipura cakra:

1. lajjá [shyness, shame] d'a

2. pishunatá [sadistic tendency] d'ha

3. iirs'á [envy] n'a

4. sus'upti [staticity, sleepiness] ta

5. vis'áda [melancholia] tha

6. kas'áya [peevishness] da

7. trs'n'á [yearning for acquisition] dha

8. moha [infatuation] na

9. ghrn'á[hatred, revulsion] pa

10. bhaya [fear] pha

In the igneous plexus, or man'ipura cakra, there is the maximum accumulation of heat. It is the shelter of heat, and is known as agnyáshaya in Sanskrit. It is also known as maháshaya, meaning "the shelter of greatness", because it is the centre of the body. The igneous plexus or agni man'd'ala contains within its fold the ten glands and sub-glands of the man'ipura cakra. The area of the man'd'ala is greater than that of the cakra.

When a person dies and is cremated, often the navel does not get fully burnt, which is why it is a common practice in India for people to throw the remains of a dead body into a river. The burning point of the navel is higher than the temperature generated by an ordinary funeral pyre. The navel will only be completely destroyed if the body is allowed to burn for a long time and is cremated with enormous heat.

The solar plexus, or anáhata cakra:

1. áshá [hope] ka

2. cintá [worry] kha

3. ces't'á [effort] ga

4. mamatá [mine-ness, love] gha

5. dambha [vanity] una

6. viveka [conscience, discrimination] ca

7. vikalatá [mental numbness due to fear] cha

8. aham'kára [ego] ja

9. lolatá [avarice] jha

10. kapat'atá [hypocrisy] ina

11. vitarka [argumentativeness to point of wild exaggeration] t'a

12. anutápa [repentance] t'ha

The anáhata cakra is contained within the saora man'd'ala and is connected with the respiratory system. When one suffers from hopelessness, one may even feel a pain in the chest; this is the solar plexus and not any other part of the body.

Celestial bodies are glittering objects in the sky. Stars, naks'attras, planets, satellites, meteors, comets, nebulae and galaxies are all celestial bodies. Naks'attras are also stars, with distances of many light years from our solar system. Naks'a means "to twinkle"; that which helps us with its twinkling potentiality is called naks'attra. Naks'attras influence the solar plexus of the human body, rather of all bodies.

The original light from stars, the reflected and refracted light from planets, satellites and meteors, and the light from galaxies and nebulae reflect on all the glands and sub-glands of the body, and especially on the anáhata cakra. The reflecting plate of the anáhata cakra is a bit bigger than the anáhata cakra itself. That bigger area containing the anáhata cakra is called the "solar plexus", the "plexus of Apollo", the saora man'd'ala.

Not only is the light reflected or refracted here, but also microvita, moving along the light rays, affect the body and the twelve sub-glands of this cakra. Positive and negative microvita move along these media. What are the media of microvita for their movement, for their status, for their location, as their abode? Tanmátras -- inferences and ideas.

The solar plexus is a bit above the igneous plexus, so positive microvita are more dominant here than negative microvita. The igneous plexus is mutative and the solar plexus is sentient. Then where is the position of the static? It is below the igneous at the terranean and fluidal plexi. Good people, spiritual aspirants [sádhakas], absorb more positive microvita than non-spiritual people, so all their propensities move with positive vitality. In a spiritual sádhaka, all the positive propensities of the anáhata cakra are positively strengthened as a result. This is sentient psycho-panoramic maximitis. If one moves towards crudeness, there will be static psycho-panoramic minimitis. When this knowledge is acquired by a large number of people in this world, together they will absorb more positive microvita. By doing so they will benefit themselves individually, and at the same time the whole world will be benefited.

So many stars, planets and celestial bodies are influencing your solar plexus. You cannot remain aloof from such an influence on your solar plexus. Nobody can live in seclusion. The hermits who lived in caves in the Himalayas in the ancient and medieval ages should have lived in society and served society. They failed to do so because they were guided by a sort of befooling dogma.

One should practise spiritual cult to strengthen the positive microvita and lessen the influence of the negative microvita. The people of Germany, called Sharmanya Bhúmi in Sanskrit, also used to practise this spiritual cult. The German term for "sun" is Sonne.

When tears come in the eyes from spiritual bliss and spiritual beatitude as a result of much spiritual practice, it is called ánandáshru in Sanskrit. When the tears are tears of bereavement, it is called shokáshru.

The sidereal plexus, or vishuddha cakra:

1. s'ad'aja [sound of peacock] a

2. rs'abha [sound of bull or ox] á

3. gándhára [sound of goat] i

4. madhyama [sound of deer] ii

5. paincama [sound of cuckoo] u

6. dhaevata [sound of donkey] ú

7. nis'áda [sound of elephant]* r

8. onm [acoustic root of creation, preservation, dissolution] rr

9. hummm [sound of arousing kulakun'd'alinii] lr

10. phat' [practication, i.e., putting a theory into practice] lrr

11. vaos'at' [expression of mundane knowledge] e

12. vas'at' [welfare in the subtler sphere] ae

13. sváhá [performing noble actions] o

14. namah [surrender to the Supreme] ao

15. vis'a [repulsive expression] am'

16. amrta [sweet expression] ah

* Each animal is controlled by one dominant characteristic and specializes in producing a distinctive sound. Seven acoustic roots of the vishuddha cakra correspond to the sounds produced by particular animals. -Eds.

From below the left ear to the lower point of the right ear is the sidereal plexus -- the naks'attra man'd'ala. The controlling point of the naks'attra man'd'ala is just in the centre. Generally positive microvita come in contact with the human body through this plexus.

There are so many celestial bodies, and they all have direct contact with the glands and sub-glands in the human body by throwing out reflected or refracted light. But the maximum influence on animate and inanimate objects comes from the sun, which is the nearest and biggest star to this earth. The sun's influence, according to the ancient yogis and Tantrics [those who practise spiritual meditation], is generally via the eighteen light waves which influence the sidereal and lunar plexi. That is, the seven colours of the spectrum (VIBGYOR -- violet, indigo, blue, green, yellow, orange and red), plus ultraviolet and infrared, have an internal and external influence. So, 7 + 2 = 9; 9 + 9 = 18. Out of these eighteen, two light waves do not come directly from the sun but from the moon; sixteen come directly from the sun. Each has an acoustic root.

Wherever there is any entity, any movement, any functional activity, there is sound, and that sound is called the acoustic root. Each and every expression has got its acoustic root. The acoustic root for all celestial bodies is the sound ha. Ha is the acoustic root for eternal space. The controlling sound is ha. The influence of these light waves on the navel and below is ks'a -- the last letter of the Sanskrit alphabet.

Microvita use these inferences as their media. Friend as well as foe microvita come through sixteen sounds to the vishuddha cakra and control the human body positively as well as negatively. The controlling sound of this cakra is ha. There are sixteen sub-glands surrounding the vishuddha cakra.

The lunar plexus, or ájiná cakra:

1. apará [mundane knowledge] ks'a

2. pará [spiritual knowledge] ha

The area between the two end points of the eyes is the area of the lunar plexus. The collective influence in the upper portion of the human body and the lower portion below the [navel] is effected by the reflected light of the moon. The right side of the lunar plexus [from the viewpoint of the spiritual aspirant] concerns the external influences of the moon below the navel, and its acoustic root is ks'a. The left side concerns the external influences or the reflected light from the moon in the upper portion of the body, and its acoustic root is ha. The acoustic root of the moon [that is, the ájiná cakra] is t'ha. It is the controlling point of the moon -- the controlling point of ha and ks'a. The area of the lunar plexus is also called the shashi man'd'ala. [The god of the] sun is "Apollo" in Latin, and the word for "moon" is luna. "Monday" is the short form of "Moon-day".

All the planets, meteors, stars, etc., of all of the solar systems, not only of our solar system, affect the individual by their direct reflected and refracted light. It is beyond the capacity of astrology or astronomy to calculate this effect on the individual. Astrology only deals with the planets of our solar system and their effects on the glands and sub-glands. But this theory relates to all the effects of all the celestial bodies on the human glands and sub-glands -- not only the celestial bodies of this solar system, but of all other existing solar systems, stars, planets, satellites, meteorites, nebulae and galaxies. So this theory is beyond the scope of astrology and astronomy. Astrology and astronomy consider only a bit of the effect of the planets on fate, fortune, etc., but this theory considers the effect not only of the direct rays, but also of the indirect reflected and refracted rays, on the glands and sub-glands. It is quite impossible for astrology and astronomy to calculate all these effects on the glands and sub-glands. Hence, this is a completely new science.

P.R. SARKAR (10-12 January 1989, Calcutta)

22/12/2007

OS FANTAMAS SÃO ALUCINAÇÕES?

Os fantasmas seriam sempre alucinações? O que é uma alucinação? No caso das alucinações não existe uma deficiência ótica, o defeito está na ocularidade – isto é, a visão ocular é influenciada por diferentes ondas mentais. Essas alucinações podem ser de dois tipos: positiva e negativa. Na alucinação positiva, não há nenhum defeito físico no aparelho ocular. Ao invés disso, a visão da pessoa é afetada pelas ondas mentais que querem ver algo diferente.

E o que é uma alucinação negativa? Neste caso também não há defeito no aparelho ocular, mas devido à pressão excessiva das ondas mentais – o que nós chamamos de “auto-sugestão” – a visão ocular se torna negativa; isto é, as ondas mentais não querem ver algo que está realmente presente no aparelho ocular.


Muitas pessoas instruídas opinam que as aparições chamadas de fantasmas são alucinações positivas e que às vezes as pessoas são também iludidas por alucinações negativas. Elas dizem que neste caso o aparelho ocular – os nervos óticos – as está iludindo, mas na verdade a principal função aqui é exercida pelas ondas mentais, não por qualquer órgão físico, ou células psíquicas, ou células psicofísicas (ectoplasma).

Diz-se o seguinte: Abhibháván’ át cittán’usr’s’t’apretadarshanam. [A aparição de um fantasma é criada por cittá nu (matéria-prima mental) quando se tem um pensamento concentrado.] Abhibhávan’a significa “sugestão celular” – aquilo que afeta não somente a mente, mas também as células nervosas, de forma que, devido ao funcionamento deficiente das células nervosas, a pessoa vê algo que não está presente, ou não enxerga algo que está fisicamente presente. A sugestão celular pode ser de dois tipos: auto-sugestão e sugestão externa. A auto-sugestão acontece dentro da mente da própria pessoa, na mente individual, ao passo que a sugestão externa é a propagação da sugestão mental de uma outra pessoa, de uma mente forte. Quando uma mente mais fraca é fortemente influenciada por uma mente forte, a pessoa não vê o que existe ou vê o que não existe.

Você sabe que, filosoficamente, o que quer que vejamos neste universo, podemos dizer que é uma alucinação positiva criada pela Consciência Suprema (Parama Purus’a). O que quer que Ele pense é visto pelas células nervosas da mente individual. A diferença entre o mundo prático e os fantasmas é que no caso dos fantasmas a sugestão vem da mente individual; o pensamento da própria pessoa é projetado externamente.

Mas quando as pessoas vêem os assim-chamados fantasmas e aparições, estas expressões seriam sempre alucinações positivas? Não, não são. O que quer que observemos neste mundo físico é constituído dos cinco fatores fundamentais (sólido, líquido, luminoso, aéreo e etéreo), criados de tal maneira que funcionam automaticamente. Sua capacidade inerente para a ação é obtida deste mundo físico, sob a inspiração da Consciência Suprema.

Podem existir alguns seres que não necessitem de comida e bebida. Qualquer entidade composta dos fatores sólido e líquido certamente necessitará de comida e bebida, porque a comida é composta principalmente do fator sólido, e a bebida é composta principalmente do fator líquido. Mas se alguma entidade for composta somente dos outros três fatores – luminoso, aéreo e etéreo – sem qualquer elemento sólido ou liquido, essa entidade será chamada de “corpo luminoso”.

Através das células nervosas, a mente opera o corpo físico: criando vibrações tais como cheiro, forma, tato, sabor etc., as células nervosas recebem tanmatras (essências ‘inferenciais’) ou as projetam externamente. Mas os corpos luminosos não têm nervos, porque as células e as fibras nervosas são constituídas de matéria física; assim, esses corpos luminosos não podem atuar apropriadamente. Eles podem somente, a partir da auto-sugestão, criar uma vibração interior e experimentar algum tipo de sentimento.
Esses corpos luminosos não são fantasmas ou aparições; eles não têm nenhuma relação com essas aparições. Nem estão relacionados com a auto-sugestão ou com a sugestão externa. Sob certas circunstâncias, se ocorrer de alguém ver esse tipo de corpo luminoso, a pessoa pode pensar que estaria vendo um fantasma. Mas na verdade não existe fantasma – seria somente um corpo luminoso. Não é possível ver corpos luminosos em plena luz do dia; pode ser possível vê-los durante a escuridão da noite; mas, ainda assim, não em qualquer lugar.

É dito que existem sete tipos de corpos luminosos: yaks’a, siddha, gandharva, kinnara, vidyádhara, prakrtiliina e videhaliina. Eles são classificados de acordo com suas características psicológicas.

Vamos supor que exista uma pessoa espiritualmente elevada que freqüentemente esteja pensando na Consciência Suprema, mas que tenha ambição de ficar rico. Ele ou ela, entretanto, não expressa isso abertamente ao Ser Supremo, nem mesmo pensa sobre isto diretamente. Ele ou ela pensa indiretamente, ”Oh, já que eu sou um devoto da Consciência Suprema, Ela certamente me concederá uma enorme riqueza e me tornará imensamente rico”. Aqueles que abrigam este tipo de desejo encoberto, renascem como yaks’as. Então, algumas vezes nos referimos à “riqueza dos yaks’as”.
Eu darei algumas explicações sobre os siddhas um pouco mais adiante.
O terceiro tipo é vidyádhara. Aqueles que se sentem envaidecidos por seu conhecimento e pensam internamente que o Supremo deveria lhes conceder uma enorme riqueza de conhecimento, ainda que não supliquem isto expressamente ao Supremo – este tipo de pessoa renasce como vidyádhara. Vidyádhara é também um corpo luminoso.

O próximo é gandharva . Aqueles que têm grande talento para a música sublime (as pessoas deveriam cultivar a música o máximo que puderem para dar prazer à Consciência Suprema) e mentalmente pensam, ”Oh, Parama Purus’a, eu gostaria de conhecer a ciência da música, e não a Vós”, – renascem como gandharvas. (Em sânscrito, a ciência da música é chamada de gándharva vidya). Eles também são corpos luminosos, não são fantasmas. Também não são visíveis à luz do dia, e como os outros corpos luminosos são invisíveis.

O próximo é kinnara. Aqueles que são vaidosos por sua beleza física ou aqueles que oram para o Ser Supremo conceder-lhes cada vez mais beleza física, renascem como kinnaras. Eles também são corpos luminosos.
Vamos então aos siddhas. Aqueles seres humanos que estão praticando sádhaná, que têm grande amor por Parama Purus’a, mas que no fundo de seus corações são orgulhosos de seus poderes ocultos ou oram para que Parama Purus’a lhes conceda mais poderes ocultos – essas pessoas, depois da morte, renascem como siddhas. De todas as categorias de corpos luminosos, os siddhas são os mais elevados. Eles freqüentemente ajudam os sádhakas em sua sádhaná.

Todos esses corpos luminosos são coletivamente chamados de devayoni. Além desses citados anteriormente, existem ainda videhaliina e prakrtiliina. Aqueles que erradamente adoram Parama Purus’a na forma de imagens de barro, ferro ou outras substâncias materiais são finalmente transformados em prakrtiliina.

O próximo é videhaliina: aqueles que se esforçam para obter poderes ocultos e pensam, “eu obterei poderes ocultos tão elevados que serei capaz de me mover de um lugar para outro.” Todos estes são corpos luminosos; eles não são fantasmas, nem são alucinações positivas ou negativas.

Assim os fantasmas não são alucinações positivas, ou alucinações negativas, ou siddhas ou devayonis. E então, existem tais aparições chamadas de fantasmas? Não existem fantasmas, exatamente, mas existe algo parecido.

Após a morte, quando a mente se dissocia do corpo, a acumulação de sam’skáras não exauridos ou de “reações acumuladas” permanece, embora o corpo com os cinco fatores fundamentais não exista mais. Então, a mente não pode funcionar, mas ela permanece na forma potencial. Agora, em algumas circunstâncias, se o ectoplasma de uma pessoa viva é associado com aquela mente potencial desencarnada, então aquela mente desencarnada obtém um corpo mental temporariamente, por um período de tempo muito curto. Então aquele corpo mental pode começar a funcionar com a ajuda das células e fibras nervosas daquela pessoa viva, mas somente por poucos minutos.
Como isso é chamado? Não é nem uma alucinação positiva, nem uma alucinação negativa, nem tampouco um corpo luminoso (devayoni). Então, o que é isso? As células ectoplásmicas de uma pessoa viva se tornam o corpo mental de uma pessoa morta por alguns minutos, até que – após alguns minutos – aquele corpo mental morra de novo. Este corpo mental eu chamarei de pres’itamánas – “mente recriada”.

Algumas pessoas podem prestar bons trabalhos ou ter bons trabalhos realizados com a ajuda desses pres’ita mánas, mas somente aqueles que têm perfeito controle sobre suas mentes e sobre as células e fibras nervosas dos seus corpos podem fazer isso.
As pessoas más podem praticar ações maléficas com a ajuda desses pres’ita mánas. Elas podem arremessar pedras nas casas dos outros, sacudir ossos ou virar mesas e cadeiras – todas essas coisas podem ser realizadas somente por alguns minutos.
Verificamos então que o que chamamos de “fantasma” nem sempre é uma alucinação positiva ou negativa, nem sempre é um siddha ou um pres’ita mánas. Na verdade, não podemos provar a existência de um pres’ita mánas ou siddha, e até onde podemos falar de uma alucinação positiva, ela não tem qualquer existência real. Se você vê uma alucinação positiva, isto ocorre devido a alguma doença mental.
Se qualquer coisa dessa natureza (um pres’ita mánas ou um corpo luminoso) aparecer diante de você, existe somente um remédio para dissolvê-lo: Fazer kiirtan ou entoar uma canção devocional. Faça kiirtan por um minuto ou repita seu Guru Mantra, que aquele “fantasma” instantaneamente sumirá na atmosfera. Assim, sob nenhuma circunstância você deveria sentir medo.

P. R. SARKAR - 15 de Maio de 1982, Calcutá - A Few Problems Solved - Part 5


ARE GHOSTS HALLUCINATIONS?

Are ghosts always hallucinations? What is an hallucination? In the case of hallucinations, there is no defect in optics, the defect is in ocularity -- that is, the ocular vision is influenced by different thought-waves. These hallucinations may be of two types, positive and negative. In a positive hallucination, there is no physical defect in the ocular vision. Rather, one's vision is affected by the thought-waves which want to see something different.

And what is a negative hallucination? Here also there is no defect in the ocular vision, but due to excessive pressure of the thought-waves -- we say "auto-suggestion" -- the ocular vision becomes negative; that is, the thought-waves do not want to see something which is actually present in the ocular vision.

Many scholars are of the opinion that so-called ghosts are positive hallucinations, and sometimes people are also misguided by negative hallucinations. They say that in this case the ocular vision -- the optic nerves -- is deceiving them, but actually the main role here is played by the thought-waves, not by any physical organ, or psychic cells, or psycho-physical cells (ectoplasm).

It is said, Abhibhávan'át cittán'usrs't'apretadarshanam ["The sight of ghosts is created by the cittán'u (mind-stuff) in concentrated thought"]. Abhibhávan'a means "cellular suggestion" -- that which affects not only the mind but also the nerve cells, so that due to the defective functioning of the nerve cells one sees something which is not present, or does not see something which is actually physically present. Cellular suggestion is of two types: auto-suggestion and outer-suggestion. Auto-suggestion takes place within the jurisdiction of one's own mind, in the individual mind, whereas outer-suggestion is the transmission of suggestion from another's mind, from another, stronger, mind. When a weaker mind is greatly influenced by a stronger mind, as a result something is not seen or nothing is seen.

You know, philosophically, whatever we see in this universe is, we may say, a positive hallucination created by the Supreme Consciousness (Parama Purus'a). Whatever He thinks is seen by the nerve cells of the individual mind. The difference between this practical world and ghosts is that in the case of ghosts the suggestion comes from the individual mind; one's own thought is projected outside.

But when people see so-called ghosts and apparitions, are they always positive hallucinations? No, they are not. Whatever we observe in this physical world is made of the five fundamental factors (solid, liquid, luminous, aerial and ethereal), created in such a way that it automatically functions. Its inherent capacity for action is derived from this physical world under the inspiration of the Supreme Consciousness.

There may be some entities that do not require food and drink. Any entity composed of solid and liquid factors will certainly require food and drink, because food is mainly composed of the solid factor, and drink is mainly composed of the liquid factor. But if any entity is composed only of the other three factors -- luminous, aerial, and ethereal -- without any solid or liquid, then that entity is called a "luminous body".

By means of nerve cells, the mind operates the physical body: by creating vibrations such as smell, form, touch, taste, etc., the nerve cells either receive tanmátras (inferential essences) or projects them externally. But luminous bodies have no nerves, because nerve cells and nerve fibres are all physical; thus they cannot function properly. Only, as in auto-suggestion, they may create a vibration within, and experience some type of feeling.

These luminous bodies are not ghosts or apparitions; they have nothing to do with them. Neither are they related to auto-suggestion or outer-suggestion. Under some circumstances, if someone happens to see this kind of luminous body, one may think one is seeing a ghost. But actually there is no ghost at all -- it is only a luminous body. It is not possible to see luminous bodies in broad daylight; it may be possible during the darkness of night, but then not everywhere.

It is said that there are seven kinds of luminous bodies: yaks'a, siddha, gandharva, kinnara, vidyádhara, Prakrtiliina and videhaliina. They are categorized according to their respective psychologies.

Suppose there is a very elevated person who often ideates on the Supreme Consciousness, but who has some greed for wealth. He or she does not, however, express it openly to the Supreme, nor does he or she even think of it directly. He or she thinks indirectly, "Oh, since I am a devotee of the Supreme Consciousness, He will certainly give me enormous wealth and make me immensely rich." Those who harbour this sort of covert desire are reborn as yaks'as. Thus sometimes we refer to "the wealth of the yaks'as".

I will explain something about siddhas a bit later.

The third is vidyádhara. Those who have vanity of knowledge, although they do not expressly beseech this from the Supreme, but rather think inwardly that the Supreme should bestow an enormous wealth of knowledge upon them -- this type of person is reborn as vidyádhara. Vidyádhara is also a luminous body.

The next is gandharva. Those who have a great talent for higher music (people should cultivate music to the maximum to give pleasure to the Supreme Consciousness) and mentally think, "Oh, Parama Purus'a, I want knowledge of the science of music, not You" -- they are reborn as gandharvas. (In Sanskrit the science of music is called gándharva vidyá.) They are also luminous bodies; they are not ghosts at all. They are also not visible in daylight, just as other luminous bodies are invisible.

The next is kinnara. Those who are vain about their physical beauty, or those who pray to the Supreme to give them more and more physical charm, are reborn as kinnaras. They are also luminous bodies.


Then siddha. Those human beings who are doing sádhaná, who have great love for Parama Purus'a, but in their heart of hearts are proud of their occult powers or pray to Parama Purus'a to grant them still more occult powers -- these people after death are reborn as siddhas. Of all the categories of luminous bodies, the siddhas are the most elevated. They often help sádhakas in their sádhaná.

All these luminous bodies are collectively called devayoni. Besides the above, there are videhaliina and Prakrtiliina. Those who wrongly worship Parama Purus'a in the form of clay, iron or other material substances, are ultimately transformed into Prakrtiliina.

The next is videhaliina: those who run after occult powers and think, "I will attain such great occult power that with it, I will move from place to place." These are all luminous bodies; they are not ghosts, nor are they positive or negative hallucinations.

Thus ghosts are not positive hallucinations, or negative hallucinations, or siddhas or devayonis. Then is there any such things as ghosts? Not exactly ghosts, but there is something like that.

After death, when the mind dissociates from the body, the accumulation of unfulfilled sam'skáras or reactive momenta remains, although the body with the five fundamental factors no longer exists. Thus, the mind cannot function, but it remains in potential form. Now, in some circumstances, if the ectoplasm of a living person is associated with that disembodied potential mind, then that disembodied mind gets a mental body temporarily, for a very short time. Then that mental body can start functioning with the help of the nerve cells and nerve fibres of that living person, but only for a few minutes.

What is this called? It is neither a positive hallucination or a negative hallucination, nor is it a luminous body (devayoni). Then what is it? A living person's ectoplasmic cells become the mental body of a dead person for a few minutes until -- after a few minutes -- that mental body again dies. This mental body I will call pres'itamánas -- "re-created mind."

Some people may do good works or get good works done with the help of these pres'itamánas, but only those who have perfect control over their minds and over the nerve cells and nerve fibres of their bodies can do this.

Those who are bad people can do evil deeds with the help of these pres'itamánas. They can hurl stones into others' houses, throw bones, or overturn tables and cots -- all these things can be done for only a few minutes.

So we see that what we call a "ghost" is not always a positive or a negative hallucination, nor is it always a siddha or a pres'itamánas. In fact, we cannot prove the existence of a pres'itamánas or siddha, and insofar as positive hallucination is concerned, it does not have any actual existence at all. If you see a positive hallucination, it is a mental disease.

If anything of this sort (pres'itamánas or luminous body) comes before you, there is only one remedy to remove it: that is, do kiirtana or devotional chanting. Do kiirtana for one minute or repeat your guru mantra, and that "ghost" will instantly vanish into thin air. So under no circumstances should you be afraid.

P. R. SARKAR - 15 May 1982 RU, Calcutta - A Few Problems Solved Part 5

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