12/02/2010

DJ Bhakta - Baba Nam Kevalam [mind, body & soul mix]

DJ Bhakta - Baba Nam Kevalam [mind, body & soul mix]: "Namaskar'a. Thanks to modern technolgy, also a non-musician like me can express himself through music. This is a special gift, I suppose. This one is my first kiirtan mix and it came out on may 2008, during an ekadashi day. I was in Bologna (Italy) and I used 2 cd players, one mixer and an efx generator (especially) for delay. Hoping that it will make you dance and chant siddhamantra in His Divine flow, always in a Lalita Marmika style, obviously (^__^) I embrace all of you dear bros & sisters all around the world. All around the universe, indeed. Param'piita Baba ki, jay!
@."

17/01/2010

RUDRA - O SER SUPREMO

Todos os seres vivos pertencem à família do Ser Supremo, Rudra. Onde há um Pai Supremo, como pode haver diferentes castas e credos? Vocês são todos iguais; nenhum é inferior e nenhum é superior. Aqueles que criam distinções são inimigos da sociedade humana. Fundamentalmente, vocês são todos um e, apenas aparentemente, vocês são muitos. Rudra é a substancia final de todos os seres.
Porque chamar o Ser Supremo de Rudra? A palavra Rudra em sânscrito significa “choro”. Mas o Ser Supremo não faz apenas todos chorarem, Ele também faz rir! Em ambas as circunstâncias, ou seja, de extrema dor e prazer, há lágrimas nos olhos. Na dor, as lágrimas vêm do meio dos olhos, no prazer vêm do canto dos olhos. A mãe chora quando sua filha vai para a casa dos sogros. No caso ela chora de dor, no outro de alegria. Se os seres vivos estivessem sempre no mesmo estado, haveria extrema monotonia e ninguém gostaria de continuar a viver. Se num drama soubermos o fim logo no começo, não haverá interesse na peça. Precisamos de suspense, altos e baixos, grandes surpresas no último momento para manter a vida interessante. Deus, isto é, Rudra é um dramaturgo de primeira classe. Ele mantém a vida flutuando entre dois extremos de prazer e dor; assim sua Liila, seu jogo, prossegue.

Nós rezamos a Rudra da seguinte maneira: "Oh Senhor! Leva-me do transitório para o Eterno! Todas as formas são momentâneas; apenas Deus é imutável, sat, verdade. Portanto, leva-me do asat, o transitório, para Sat, a Verdade.
“Oh Senhor! Guia-nos da escuridão para a Luz”! Escuridão, aqui, significa Máyá ou ignorância que cria confusão sobre realidade. Quando esta máyá é removida, a alma individual se torna Alma Universal.
“Oh Senhor! Leva-me de uma morte para uma Vida! Morte simplismente significa mudança. Neste universo criado tudo mudará e tudo está mudando. Assim, tudo, todos os seres estão sujeitos a morte. Salva-me deste reino da morte e faze-me um imutável absoluto, que é a própria imortalidade.”
“Oh Senhor Rudra, Tu estás manifesto em todas as coisas e formas, quero sentir tua presença em meu coração!”
Os Sadhakas (aspirantes espirituais) conseguirão este sentimento com um pequeno esforço. Vocês completarão sua missão aqui nesta vida, para que todos nós possamos começar outra missão em alguns outros planetas!
Rudra é Guru (aquele que tira da escuridão) pai e professor, tudo reunindo num só.
Rudra é descrito como tendo cinco faces. O que isto significa? Rudra é um, mas tem cinco tipos de funções administrativas. Todos tem sua tarefa. O Ser supremo também, tendo se manifestado na relatividade, tem Suas tarefas. Ele trabalha arduamente por seus seres mundanos, que são seus filhos.
A face extrema direita é chamada Dak'sineshvara. Seu papel é dizer aos seres humanos, “Por favor, meu filho, não faça isto – eu sofrerei se você fizer isto”. Isso é um aviso gentil para prevenir um mal.
A face da extrema esquerda é chamada Vámdev. Ela diz: “Porque você fez isso? Eu o esmagarei”. Efetivamente , Ela pune e destrói.
A face seguinte da estrema direita, é o Iishana. É uma censura meiga e não ameaçadora. Ela diz:”Não faça isso, você pode ser punido por isso.”
A face seguinte da extrema esquerda, é Kálágni. Ela ameaça, severamente, mas não pune na realidade.
No meio está a face da extrema serenidade e beleza. É chamada Kályán Sundaram. Suponha que haja uma criança de 3 a 4 meses. Os pais olham para ela com grande afeição. Não hás desejo algum de punir. Esta face central de Rudra é Sua natureza permanente. É a qualidade de graça e beleza que é a única característica e propriedade de Rudra que permanece. Mudanças para a direita ou para a esquerda são devidas apenas a requisitos administrativos.
Os devotos rogam a Rudra: “Oh Senhor, olhe carinhosamente para mim, com sua face de extrema direita, para que eu possa me prevenir contra o mal e assim evitar o castigo!”
Mas Deus é um e sempre cheio de graça e carinho. O conceito de Deus e demônio coexistentes não é lógico nem prático. Não pode haver dois poderes rivais lutando contra a superioridade. Os aspectos destrutivos de Deus são também devidos a Sua extrema bondade em relação a sua criação.Quando uma camisa esta rasgada e você a troca por uma nova, não é um ato de crueldade. Deus criou este universo, o mantém e vai destruindo suas partes inúteis ou trocando-as por novas. Rudra, sendo o poder rival deste Universo, também tem responsabilidade de proteger, manter e controlá-lo. Poder e responsabilidade deviam ir de mãos dadas.
Quando Ele encontra uma determinada estrutura, incapaz de executar bem sua parte, Ele se despoja dela por outra. É como o organizador de um show de marionetes, trocando um de seus bonecos. Assim, em Seu aspecto de destruidor, também Deus não deve ser temido. Ele deve ser apenas amado.
Não haverá nenhuma destruição final desta criação. Mas suponha que isto fosse acontecer; mesmo então, seres humanos não precisariam temer, pois eles permaneceriam no regaço de Rudra, mesmo naquele estado. Assim, ninguém deve se sentir amedrontado. A palavra “medo “ deveria ser removida do dicionário da humanidade.
Não pense que porque você é pequeno ou porque não recebeu educação, Deus não o atenderá. Ele concede a mesma medida de cuidado ao maior elefante assim como à menor formiga. Para Ele, ambos são um e iguais: Seus filhos. Se ninguém mais pensa em você, não se preocupe, Rudra pensará em você.
Quanto mais você penetra em sua mente, mais próximo você esta de Rudra. Finalmente, quando sua mente se absorve em suas origens, você é um com Rudra, você tem possibilidades imensas; o Ser Supremo, o Poder Supremo está acessível a você. Então porque temer quem quer que seja?
A parte mais doce de Liila - o jogo de Deus – é que Ele está escondido em todos e todos estão a Sua procura. Ele quer que Seus filhos o procurem e brinca de esconde esconde com eles. Isto acontece de forma que eles possam executar certas funções essenciais no processo.Isso dá interesse e prazer a ambos, Criador e Criatura.
Assim, todos as coisas são idênticas. Não há distinção devida a sexo, idade ou qualquer coisa. Homens e mulheres, jovens e velhos, todos são atores com diferentes papeis no drama deste universo. Suas formas diferem, mas sua substância e seu propósito são únicos. Deus é masculino , feminino, criança, jovem e velho.

Deus tem Suas faces em todas as direções. Nada pode se esconder Dele. Ele tanto vê nossas ações internas como externas. Não odeie os que são pequenos. Você não tem o direito de odiar ninguém.
Não tenha medo da natureza também. O trovão e o turbilhão dos oceanos escondem Sua doce música dentro de seus aparentes sons medonhos. Não tema ninguém e não odeie ninguém. Todos são Um. Esta forma Universal de Deus, Unidade em tudo – você estará apto a ver na própria vida. Lute, vá em frente fazendo sadhana intensivamente, você terá sucesso.
Movimento é vida.Quando este é em direção a Deus – o Sutil, o Todo em Um - é progresso, de outra forma é degradação. No momento em que nasce um homem, ele começa sua jornada. O fim de sua jornada é a morte. A distância entre eles é a vida. É uma distancia pequena. Não perca tempo. Cada minuto o aproxima mais da sepultura. Não há tempo a perder. A missão da vida – ser um com Deus – tem que ser cumprida aqui e agora.
A mente também se move e muda, mas não tem relação com este corpo e sua sepultura. Os corpos são abandonados sucessivamente, mas a mente permanece sempre a mesma unidade contínua.
Toda a criação está dançando ao redor de paramapurus'a, saiba-se disso ou não. Os passos e a direção desta dança são de acordo com a natureza de cada um. Os que estão se degradando estão dançando para longe D'Ele. As outros estão se expandindo e se movendo em direção a Ele. Esta dança é o ciclo de Brahma (Brahmacakra).
Toda a mente é dominada por algum desejo particular. Alguns rogam a Deus:”Por favor, faze passar minha dor de estomago”. Outros dizem: “Se minhas filhas se casarem, eu deixarei este mundo e irei para Ti.” Deus sorri ante estas súplicas em silêncio, como se o gargalhar abertamente embaraçasse Seus filhos.
Todo o corpo e toda a mente são estruturados de acordo com seu desejo dominante. Você pode reconhecer um homem bom por sua fisionomia. Pessoas com o mesmo desejo dominante facilmente se tornam amigas, mesmo que ela pertençam a diferentes partes do mundo.
Esta dança dos indivíduos de acordo com seus desejos é rasaliila, ou brinquedo das ondas no Oceano de Deus. Como um bote sobe e desce em uma onde, assim os seres humanos também sobem e descem nas ondas cósmicas de seus desejos. Enquanto o indivíduo se considera separado do Senhor, esta dança dual continua. Quando o indivíduo conhece o Ser supremo, o ritmo muda e se torna suave e gracioso.
Mas vir a conhece-Lo é só possível através de Sua graça. Conhecimento intelectual não o levará Para Deus. O devoto sempre vencerá quando houver um conflito com um erudito. As escrituras são como o creme que é batido pelos estudiosos – enquanto eles analisam a manteiga e o soro do leite, a manteiga é comida pelos devotos e apenas o soro do leite rançoso é deixado para os estudiosos.
Como conseguir esta amabilidade, esta graça de Deus? Você tem que arrebatá-la D'Ele, assim como uma criança pequena que chora amargamente arrebata o amor e a atenção de sua mãe, ainda que ela, inicialmente, não queira deixar a cozinha para ir ter com a criança.
Mas os devotos sempre imploram a Deus. Eles justificam Suas ações. Eles dizem: "estamos fazendo nossa sadhana não para ter prazer, mas para agradar o Senhor.” Ele se sente feliz quando vê Sua criação esforçando-se para encontrá-Lo.
A graça de Deus está sempre chovendo sobre nós, mas nós conservamos os guarda-chuvas de nossos egos abertos e, assim, não nos encharcamos nela. Os devotos, entretanto, furam este ego, entregam-se a Ele e assim conseguem sua graça.
Já que todos os seres vieram de Rudra, Ele também é seu Objetivo final; fundir-se com Deus é tão natural como nascer. Os sádhakas certamente o conseguirão. Prossigam fazendo sua parte. Eu farei a minha e os ajudarei a se estabelecerem no Supremo. Eu vim a Terra por este motivo.
Se alguém quiser lhes colocar um complexo de inferioridade, não sejam afetados. Vocês são filhos de Deus; não são inferiores a ninguém. Esforcem-se para encontrá-Lo e o sucesso certamente será seu.
A vitória é sua. Vocês são os queridos de Deus. Avancem e atinjam o Objetivo.

A Graça de Bábá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

04/01/2010

Chakras - Parte 3

Chakras - Parte 2

Chakras - Parte 1

PLEXOS E MICROVITA

O mundo está se movendo rapidamente da fisicalidade para intelectualidade. Certamente chegará o dia em que a intelectualidade será transformada em espiritualidade. Assim como a era intelectual está se aproximando rapidamente, a era espiritual também surgirá num futuro muito próximo.

Existem três tipos de seres. Primeiramente, temos os seres físicos, como os cachorros. Se você chamar um cachorro por um nome ofensivo, ele permanecerá indiferente. Em segundo lugar estão os seres psíquicos, tais como os seres humanos. Se você insultar uma pessoa ela ficará zangada, podendo até mesmo vir a chorar ou cometer suicídio. O terceiro tipo diz respeito aos seres espirituais. Chegará o dia em que haverá também muitos seres espirituais nesta Terra.

Para o progresso espiritual, as práticas são essenciais, e nas práticas espirituais o papel dos cakras (plexos) é imenso. Na verdade, os aspectos mais importantes da prática espiritual são cakra shodhana e cakra niyantran’a [purificação e controle dos cakras, respectivamente].

O que é um cakra? É uma agrupamento de glândulas e subglândulas, sendo que a localização dessas glândulas e subglândulas difere de animal para animal. Nos seres humanos, os cakras estão situados nos pontos de interseção de id’á, sus’umná e pingalá [canais psicoespirituais]. Na mente humana, vários pensamentos estão emergindo e se dissolvendo constantemente. Por trás destes fenômenos psíquicos existem os vrttis sedimentados [propensões] que estão primariamente relacionados com os sam’skáras inatos [reações mentais acumuladas] dos seres humanos. As propensões são formadas de acordo com os sam’skáras inatos da pessoa, e a expressão e o controle dessas propensões dependem dos vários cakras. As cinqüenta propensões principais da mente humana são expressas internamente ou externamente através da expressão vibracional desses cakras. Essas vibrações fazem com que os hormônios sejam secretados pelas glândulas, e a expressão, natural ou antinatural, das propensões depende do grau de secreção, normal ou anormal, dos hormônios. Enquanto houver propensões para serem expressas, nós dizemos que a mente humana estará viva, porque a mente existe enquanto existirem propensões. Quando as propensões forem destruídas, a mente humana perderá a sua existência.

Os nomes dos diferentes plexos no corpo humano e suas correspondentes mandalas estão descritos a seguir:

Plexo Terreno (múládhára cakra) – bhaoma mandala
Plexo Fluídico (svádhis’t’hána cakra) – tarala mandala
Plexo Ígneo (man’ipura cakra) – agni mandala
Plexo Solar (anáhata cakra) – saora mandala
Plexo Sideral (vishuddha cakra) – naks’attra mandala
Plexo Lunar (ájiná cakra) – shashi mandala/candra mandala (*)

*N.E.: Com exceção da lista de propensões descritas adiante, as informações deste capítulo foram extraídas das notas compiladas do autor, denominadas "Seminar Training Classes", de 10-12 Janeiro-1989. Entretanto, a nomenclatura dos plexos (cakras) e das madalas que consta na referida lista e em todo o capítulo segue as informações encontradas nos discursos Biopsicologia e Sob a proteção do Guru.

A palavra sânscrita man’d’ala (no português, escreve-se mandala) significa círculo. A glândula tireóide é chamada Brhaspati Granthi, em sânscrito. A palavra latina equivalente para Brhaspati é “Júpiter”. “Hormônio” é granthirasa em sânscrito; a glândula paratireóide é Brhaspati Upagranthi; a glândula pituitária é Maháyoginii Granthi; e a glândula pineal é Sahasrára Granthi.

Os cakras contêm várias glândulas e subglândulas, ou seja, os pontos de localização das diferentes propensões, cada uma com sua própria raiz acústica.

O plexo terreno ou Múládhára Cakra:

1. Dharma [desejo psicoespiritual) va
2. Artha [desejo psíquico] sha
3. Káma [desejo físico] s’a
4. Moks’a [desejo espiritual] sa

O plexo fluídico ou svádhis't'hána cakra:

1. Avajiná [desprezo pelos outros] ba
2. Múrcchá [torpor mental, falta de bom senso] bha
3. Prashraya [auto-indulgência] ma
4. Avishvása [falta de confiança] ya
5. Sarvanásha [desânimo] ra
6. Kruratá [crueldade] la

O plexo ígneo ou man’ipura cakra:
1.Lajjá [timidez, vergonha] d’a
2.Pishunatá [tendência sádica] d’ha
3.Iirs’á [inveja] n’a
4.Sus’upti [estaticidade, inércia] ta
5.Vis’áda [melancolia] tha
6.Kas’áya [irritação, mau humor] da
7.Trs’n’á [ânsia de adquirir] dha
8.Moha [atração cega, paixão] na
9.Ghrn’á [ódio, repulsa] pa
10.Bhaya [medo] pha

No plexo ígneo ou man’ipura cakra existe acumulação máxima de calor. Este é o ponto que abriga calor, sendo conhecido como agnyáshaya em sânscrito. Também é conhecido como maháshayá, que significa “abrigo da grandeza”, porque este é o centro do corpo. O plexo ígneo ou agni mandala contém dez glândulas e subglândulas do man’ipura cakra. A área da mandala é maior do que a do cakra.

Quando uma pessoa morre e é cremada, ocorre com certa freqüência o fato de o umbigo não ser completamente incinerado. Por isso, é uma prática comum na Índia as pessoas atirarem os restos mortais num rio. A temperatura para incinerar a região do umbigo é maior do que a temperatura gerada por uma pira funerária comum. O umbigo só será completamente destruído se o corpo for mantido no fogo por um longo período de tempo e se for cremado com enorme calor.

O plexo solar ou anáhata cakra:

1. Áshá [esperança] ka
2. Cintá [preocupação] kha
3. Ces’t’á [esforço, empenho] ga
4. Mamatá [amor, desprendimento] gha
5. Dambha [arrogância, vaidade] una
6. Viveka [discernimento, consciência] ca
7. Vikalatá [embotamento mental pelo medo] cha
8. Aham’kára [ego] ja
9. Lolatá [avareza] jha
10. Kapat’atá, [hipocrisia] ina
11. Vitarka [argumentação extrema e exagerada] t’a
12. Anutápa [arrependimento] t’ha

O anáhata cakra está contido na saora mandala e está conectado com o sistema respiratório. Quando uma pessoa sofre de falta de esperança, ela pode até mesmo sentir uma dor no peito; isto ocorre no plexo solar e nenhuma outra parte do corpo.

Os corpos celestiais são objetos brilhantes no céu. Estrelas, naks’attras, planetas, satélites, meteoros, cometas, nebulosas e galáxias são todos corpos celestiais. Naks’attras são também estrelas, distantes muitos anos-luz de nosso sistema solar. Naks’a significa “cintilação”; aquilo que nos ajuda com sua potencialidade de cintilação é chamado de naks’attra. As naks’attras influenciam o plexo solar do corpo humano, mas não influenciam todos os corpos.

A luz original das estrelas, a luz refletida e refratada de planetas, satélites e meteoros, e a luz das galáxias e nebulosas refletem em todas a glândulas e sub-glândulas do corpo, especialmente no anáhata cakra. A placa refletora do anáhata cakra é um pouco maior do que o próprio anáhata cakra. Essa área mais extensa, que contém o anáhata cakra, é chamada de “plexo solar”, o “plexo de Apolo”, o saora mandala.

Não somente a luz é refletida ou refratada aqui, mas também os microvita, que se movem juntamente com os raios luminosos, afetam o corpo e as doze subglândulas deste cakra. Os microvita positivos e negativos se movem por meio desses mecanismos. Quais são os meios que os microvita utilizam para a se movimentar, para se manter, para se fixar, para sobreviver? Tanmátras – inferências e idéias.

O plexo solar está situado um pouco acima do plexo ígneo, então, os microvita positivos são mais dominantes aqui do que os microvita negativos. O plexo ígneo é mutatório; e o plexo solar, sutil. Então, onde se localiza o estático? É abaixo do plexo ígneo – nos plexos terreno e fluídico. Pessoas com boa índole, os aspirantes espirituais [sádhakas], absorvem mais microvita positivos do que pessoas não-espirituais, então, todas as suas propensões se movem com vitalidade positiva. Por conseguinte, num sádhaka espiritual, todas as propensões positivas do anáhata cakra são positivamente fortalecidas. Isto se denomina maximização psicopanorâmica sutil. Se uma pessoa se move em direção à matéria densa, haverá minimização psícopanorâmica estática. Quando este conhecimento for adquirido por um amplo número de pessoas neste mundo, juntas elas absorverão mais microvita positivos. Fazendo assim, elas se beneficiarão individualmente, e ao mesmo tempo o mundo inteiro também será beneficiado.

Muitas estrelas, planetas e corpos celestiais estão influenciando o seu plexo solar. Você não pode permanecer alheio a essa influência que ocorre no seu plexo solar. Ninguém pode viver em solidão. Os ermitãos, que viviam em cavernas nos Himalaias nas eras antigas e medievais, deveriam ter vivido socialmente e servido à sociedade. Eles falharam em fazê-lo porque foram guiados por um tipo de dogma enganador.

As pessoas deveriam praticar um culto espiritual para fortalecer os microvita positivos e enfraquecer a influência dos microvita negativos. Os habilitantes da Alemanha, chamados sharmaniya bhumi em sânscrito, também costumavam praticar esse culto espiritual. O termo germânico para “sol” é “sonne”.

Quando lágrimas surgem nos olhos pela graça espiritual e pela bem-aventurança espiritual resultante de muita prática espiritual, isto é chamado de ánandáshru, em sânscrito. Quando as lágrimas são lágrimas de luto e privação, isto é chamado shokáshru.

O plexo sideral ou vishuddha cakra:

1. S’ad’aja [som do pavão] a
2. Rs’abha [som do boi] á
3.Gándhára [som da cabra] i
4. Madhyama [som do veado] ii
5. Paincama [som do cuco] u
6. Dhaevata [som do burro] ú
7. Nis’áda [som do elefante]* r
8. Onm [raiz acústica da criação, preservação, dissolução] rr
9. Hummm [som da Kula Kun’d’alinii subindo] lr
10. Phat’ [prática, isto é, colocar em prática uma teoria] lrr
11. Vaos’at’ [expressão do conhecimento mundano] e
12. Vas’at’ [bem-estar na esfera sutil] ae
13. Sváhá [realizar ações nobres] o
14. Namah [entrega ao Supremo] ao
15. Vis’a [expressão repulsiva] am’
16. Amrta [expressão suave] ah

*Cada animal é controlado por uma característica dominante e se especializa em produzir um som distinto. Sete das raízes acústicas do Vishuddha Cakra correspondem aos sons produzidos por certos animais.

Do ponto abaixo da orelha esquerda até a parte inferior da orelha direita localiza-se o plexo sideral – a naks’attra mandala. O ponto controlador da naks’atra mandala está exatamente no centro. Geralmente, os microvita positivos entram em contato com o corpo humano através desse plexo.

Existem muitos corpos celestiais, e todos eles têm contato direto com as glândulas e subglândulas no corpo humano, projetando sua luz, que é refletida ou refratada. Mas a influência máxima sobre os objetos animados e inanimados vem do sol, que é a estrela maior e mais próxima da Terra. A influência do sol, de acordo com os antigos iogues e tântricos [aqueles que praticam meditação espiritual] ocorre geralmente através das dezoito ondas luminosas que influenciam os plexos sideral e lunar. Isto é, as sete cores do espectro solar (VIAVALV – violeta, índigo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) mais os raios ultravioleta e infravermelho exercem influência interna e externa. Assim, 7 + 2 = 9; 9 + 9 = 18. Dessas dezoito, duas ondas luminosas não vêm diretamente do sol, mas da lua; e as outras dezesseis vêm diretamente do sol. Cada uma tem sua própria raiz acústica.

Onde quer que exista qualquer entidade, qualquer movimento, qualquer atividade funcional, existe som, e este som é chamado de raiz acústica. Toda e qualquer expressão tem sua própria raiz acústica. A raiz acústica para todos os corpos celestes é o som ha. Ha é a raiz acústica para o espaço eterno. O som controlador é ha. A influência dessas ondas luminosas a partir do umbigo para baixo é ks’a – a última letra do alfabeto sânscrito.

Os microvitas usam essas inferências como mídia. Tanto os microvita amigos, quanto os microvita inimigos chegam através de dezesseis sons ao Vishuddha Cakra e controlam o corpo humano, tanto positiva quanto negativamente. O som controlador deste cakra é ha. Existem dezesseis subglândulas ao redor do Vishuddha Cakra.

O plexo lunar ou Ájiná Cakra:

1. Apará [conhecimento mundano] Ks’a
2. Pará [conhecimento espiritual] Ha

A área entre as extremidades dos olhos é a área do plexo lunar. A influência coletiva na parte superior do corpo humano e na área abaixo do umbigo é afetada pela luz refletida da lua. O lado direito do plexo lunar [do ponto de vista do aspirante espiritual] está relacionado com a influência externa da lua abaixo do umbigo, e sua raiz acústica é ks’a. O lado esquerdo está relacionado com as influências externas ou com a luz refletida da lua na parte superior do corpo, e sua raiz acústica é há. A raiz acústica da lua [ou seja, o Ájiná Cakra] é t’ha. É o ponto controlador da lua – o ponto controlador de há e k’sa. A área do plexo lunar é também chamada de shashi mandala. O deus do sol é “Apollo” em latim, e a palavra para lua é “luna”. Monday (segunda-feira, em inglês) é a forma compacta de “moon (lua) + day (dia)”.

Todos os planetas, meteoros, estrelas etc., de todos os sistemas solares, não somente de nosso sistema solar, afetam o indivíduo devido à luz diretamente refletida e refratada. Está além do âmbito da astrologia ou da astronomia calcular esse efeito no indivíduo. A astrologia lida somente com os planetas de nosso sistema solar e seus efeitos sobre as glândulas e as subglândulas. Mas esta teoria envolve todos os efeitos de todos os corpos celestiais sobre as glândulas e as subglândulas – não somente os corpos celestiais deste sistema solar, mas de todos os outros sistemas solares existentes, estrelas, planetas satélites, meteoros, nebulosas e galáxias. Então, esta teoria está além do alcance da astrologia e da astronomia. A astrologia e a astronomia consideram somente uma parte do efeito dos planetas sobre o destino, a sorte etc., mas esta teoria considera o efeito não somente dos raios diretos, mas também dos raios indiretos refletidos e refratados sobre as glândulas e as subglândulas. É quase impossível para a astrologia e a astronomia calcularem todos esses efeitos sobre as glândulas e as subglândulas. Portanto, esta é uma ciência completamente nova.



10 de janeiro de 1989, Calcutá. P. R. Sarkar

26/12/2009

DEUS ESTÁ COM VOCÊ

Vocês todos sabem que Paramapurus'a é o que há de mais íntimo em vocês. Ele está tão perto que nada pode estar mais perto. Assim como Paramapurus'a está em todo lugar, Ele está também no ponto mais distante de você. Se você sente que Ele está longe de você, Ele fica tão distante que você nem pode medir a distância.
Se você sabe que Paramapurus'a é grande e vasto, Ele aparece tão imenso e enorme que você ficará espantado. Ele aparecerá tão resplandecente que seus olhos fecharão ante Seu olhar. Ele é o Criador deste universo revelado. Mas Ele está também no menor átomo deste universo. Se Ele não fosse tão pequeno, tão sutil, como Ele penetraria numa coisa tão pequena como um átomo? Ele aparece para você de acordo com seus sentimentos em relação a Ele. Se você é sutil, Ele está mais perto de você; se você é materializado, Ele está mais longe de você. Você sente se Paramapurusa está na índia ou na América? Ele está tão próximo, como em seus sentimentos e tão longe como num país distante. Quando você pensa que Ele está próximo Ele está mais perto do que aqui. Ele está tão perto que é difícil medir a distância. Você vai procurando-O nas cavernas do Himalaia e perambula aqui e ali, e Ele não está em lugar algum. Mas quando você se conscientiza de Sua presença, você descobre que Ele estava junto de você durante sua procura. Ele estava localizado em seu coração.

Ele compartilha suas alegrias e dores. Ele está com você em qualquer situação. Jamais Ele deixa você, mesmo quando todos os outros o abandonaram.
Todo ser Vivo é imortal. Você nasceu na eternidade e você está se movendo na imortalidade. Conseqüentemente, não há necessidade de ficar com medo, desesperado ou triste, em condição alguma.
Nunca pense que sua vida se tornou inútil. Está em suas mãos fazer sua vida ser útil ou desperdiçá-la. Se você está consciente de que Paramapurusa está sempre com você, de que Ele é a maior entidade e de que não ha nenhuma outra entidade que ame tão ternamente, você não terá motivos para sentir que sua vida se tornou inútil.
O que importa é a utilização da energia e não a possessão de uma capacidade não utilizada. Muitas pessoas têm complexo de inferioridade de diferentes tipos; elas pensam que não são instruídas. Como realizarão sua meta de vida?
É errado que presumir que por ler volumosos livros ou por proferir belas conferencias, pode-se alcançar Paramapurus'a. Nenhuma erudição, nem mesmo aptidão literária é necessária para se encontrar Deus. O futuro daqueles que não têm instrução também é brilhante.
O relacionamento de Deus com os homens é um relacionamento familiar. Quando os pais alimentam os filhos, não dão quatro fatias de pão ao filho que é Mestre em Artes e apenas uma ao filho seguinte, que está iniciando os estudos. Para os pais, todos os filhos são iguais. Similarmente, para Deus, todas as pessoas são iguais, quando Ele Sá o alimento espiritual. Realmente, o amor dos pais não depende do grau de instrução dos filhos, mas do apego dos filhos aos pais.
Os eruditos ou intelectuais têm uma desvantagem. Eles lêem teorias e filosofias diferentes e essas coisas criam conflito em suas mentes. Não são capazes de decidir se esta ou aquela filosofia é correta. Os não letrados, por outro lado, estão em melhor situação; andam pelo caminho espiritual com firmeza, impertubáveis pelas idéias conflitantes. O intelecto é incapaz de entender Paramapurus'a. Afinal, o intelecto é apenas uma criação do processo de pratisaincara (evolução), no qual a consciência se reconverte em mente, etc. a partir dos cinco fatores fundamentais dos quais ela havia se convertido anteriormente. Essa coisa criada -intelecto- portanto, não pode compreender seu Criador, o Ser Supremo. Os marionetes podem realizar qualquer jogo que o mestre queira que realizem, mas não podem controlar o homem que as manipula.
Da mesma forma, não se alcança a realização de Deus pelo simples ato de escutar. Algumas pessoas gostam de participar de muitas assembléias espirituais, mas o que ouvem entra por um ouvido e sai pelo outro e não leva à salvação. Entretanto, com relação ao Kiirtan e á lembrança de Deus é diferente. Neste campo, quer vocês pratiquem com fé e devoção, quer com aversão, de qualquer maneira os resultados são encorajadores. Mesmo quando vocês pensam em Deus como um inimigo, vocês estão envolvidos por Ele. De fato, nossa mente é mais ativa pela raiva e pelo ódio. Quando discutimos com alguém, continuamos pensando que na próxima vez que encontrarmos esta pessoa diremos isto e aquilo, etc. portanto, Deus será realizado se vocês O amarem ou se O odiarem. Rávana (o inimigo do Deus-rei-mitologico, Rama) estava pensando constantemente em Rama como seu inimigo e conseqüentemente, também alcançou a salvação através de Suas mãos. Mas a mera escuta das escrituras ou de palestras não conduzirá ao resultado desejado.
Outro ponto a lembrar é que a realização de Deus vem apenas para aqueles que Ele agraciou com sua compaixão. Vocês não devem sentir que já fizeram muito e que Deus lhes deve inundar com Sua Graça. Pelo contrário, vocês deveriam sentir que compete ao Senhor agraciar-lhes ou não. “Este meu corpo trabalhará como uma maquina até que Tu me agracies com amor”; este deveria ser seu sentimento. Se vocês se orgulham de suas ações, esse orgulho permanecerá como objetivo e a graça de Deus não virá. Para Ele todos são iguais. O virtuoso, o ladrão, o forte, o fraco, todos são indistinguíveis. Para a sociedade, as diferenças têm importância, mas não para Deus. Sua graça está chovendo sobre todos, mas, se você carrega um guarda-chuva de ego acima de sua cabeça, como irá se encharcar de Sua Graça? Cada um tem o direito de entrar no reino da Consciência Pura (Brahma loka); este é o direito inato de todos os homens. Ele é amável para com todos, em todos os momentos de suas vidas. Cada pessoa tem apenas que perceber essa amabilidade através da remoção de seu ego.

“Aquele que mendiga isso ou aquilo de Deus não é um devoto, porque quer serviço Dele. Devoto é aquele que pede a Deus para utilizar-se de seus serviços a Seus pés. Devoção é serviço a Deus.”

Por mais pecador que um indivíduo seja, no momento em que ele se entrega ao Senhor ele se torna um devoto - sua salvação está garantida. A pessoa a quem você está tentando alcançar, Paramapurus'a, é seu próprio Ser Interior. Seu relacionamento com Ele não é externo nem pode ser definido pelas cortes, leis ou sociedade. É um relacionamento familiar. O desejo de encontrar Deus não é um assunto unilateral. É algo recíproco. Você dá um passo em direção a Ele e Ele dará vinte em sua direção.
Quando uma criança começa andar, ela o faz a pedido ou insistência do pai. Tenta andar, mas cai. Então o pai avança e a carrega no colo. Assim também, Deus. Faça os menores esforços e Ele o levantará e o carregará em Seu colo. Seu relacionamento com Deus é pessoal. Ninguém pode romper este relacionamento. É parte de seu ser, seu direito de nascença.
Há um verso famoso nos Upanisáds (escrituras espirituais) que diz que não se pode alcançar Paramapurus'a, a menos que seja forte e cheio de energia. A palavra bala significa a força espiritual que funciona na base de um ser vivo. Na linguagem popular, todavia, bala significa “capacidade”. Depende da extensão em que o indivíduo faça uso de sua energia espiritual, psíquica e física. Uma pessoa pode ter uma grande capacidade, mas enquanto não a utilizar, esta não será útil para a realização de Deus. Bala, portanto, depende da extensão do uso da capacidade individual.
Quando a ponte divina foi construída por Ráma para cruzar o oceano, Hanumán, o macaco gigante, trouxe montanhas, mas o esquilo trouxe somente pequenos seixos. Ambos eram igualmente fortes e cheios de energia, pois cada um estava trabalhando com toda a sua capacidade. Assim, até mesmo um homem comparativamente mais fraco pode tornar-se balván (forte) utilizando a pequena energia que tem. Qualquer energia que você tenha, utilize-a para sádhana e serviço e você será, então, o balván, capaz de alcançar Paramapurus'a. Nenhum de vocês precisa, portanto, se desesperar. Todos têm os recursos necessários para alcançar o Todo Poderoso.
A utilização da energia deve ser na direção correta. Se você tem que se dirigir para o Leste e você começa a ir para o Oeste, essa ação será considerada insana. A Ánanda Márga tem o meio correto através de abordagem subjetiva e do ajustamento objetivo. Enquanto os seguidores de Ánanda Márga mantém seus olhos firmes no Absoluto, não ignoram esse mundo relativo. Eles trabalham para a auto-realização e para a melhoria social e, assim, a utilização de sua energia nunca é em vão. Quando o esforço for correto e sua utilização adequada, vocês certamente atingirão a meta. Eu não quero que vocês esperem vida após vida para alcançar sua meta. Vocês devem realizar sua meta nesta vida. Porque vocês deveriam perder um precioso momento desta vida? Portanto, não temam! O sucesso é seu. Continuem fazendo o esforço correto!
O objetivo primário de todo aspirante espiritual não é, ele próprio, desfrutar o néctar da devoção, mas distribuí-lo ao seu redor. Ele fica ávido por dividir com os outros a bem aventurança que desfruta.
Antigamente, havia um determinado devoto que costumava ir de um lugar para outros distribuindo bem aventurança da devoção. Seu nome era Nárada. Uma vez, ele perguntou a Paramapurus'a: “Senhor, todos os eruditos e filósofos dizem que Tu és onisciente, mas as pessoas não sentem Tua presença em todo o lugar. Qual é o local, portanto, em que Tua presença pode ser mais sentida? Qual é o local que Tu consideras o mais querido?”
O Senhor respondeu:” É verdade que estou em todos os lugares; não há ação, pensamentos ou sentimento em que Eu não esteja presente. Todas as ações têm lugares ante Meus olhos, dentro de Minha mente. Nada pode ser feito ou pensado com a intenção de esconder de Mim. Ainda assim, eu não vivo no sétimo céu como se pensa. As mentes que estão livres de estreiteza e limitações são os locais mais queridos para Mim. O verdadeiro significado da palavra Yoga é unificar. Mas aqueles que fazem ásana, pránáyáma, etc, sem devoção, estão cultivando no deserto. Sem água da devoção, seus esforços não têm sucesso. Eu não estou no coração de tais yogis secos.
O significado da palavra bhakti é atração pelo Supremo. Quando a atração é por alguma coisa limitada é chamada asakthi; quando a atração é pelo Supremo é devoção, bhakti. Não há acordo, nenhum ponto de encontro, entre asakthi e bhakti, entre a atração pelo Supremo e a atração pelos objetos do mundo. Em asakthi o sentimento é de que vou conseguir determinado objeto. Em bhakti, o sentimento é de que eu me uno a Ele. Onde não há desejo, aí mora o Senhor. O Senhor e o desejo pelo mundo não podem coexistir, como o sol e a noite.
Para os devotos, todos os outros prazeres são insípidos. São comida sem sal. Assim, o Senhor diz: “ onde meus devotos cantam Meus louvores e fazem kiirtan, para lá Eu vou – não posso evitar que isto aconteça.”
Uma pessoa é erudita, outra é rica. Elas podem ou não ser devotas. A única coisa necessária ao devoto é o amor ao Senhor. Quando todos os sentimentos, toda dedicação, são dirigidos a Ele, isto é devoção. O único requisito é o coração sincero. Se seu coração é puro, você não precisa de mais nada.
Nada se ganha por se tornar um homem de conhecimento (jináni); isto tem utilidade apenas enquanto ainda não há devoção. Quando você come algo saboroso, o papel sobre o qual você colocou esta comida é o conhecimento (jinána). A comida em si mesma é a ação (Karma) e o sabor da comida é a devoção (bhakti). Se você saboreou a comida, o papel usado para envolvê-la (jinána, conhecimento) tem que ser jogado na lata de lixo. Somente isto é sabedoria. Seja sábio!

Deus é o controlador da força vital que mantém os organismos vivos. Ele é o amigo que nos salva das mandíbulas das calamidades pelo toque afetuoso e delicado. Ele existe em toda a parte. Está presente ao nosso redor, às vezes como expressão sonora, às vezes como pensamento ou emoção, e, ainda, às vezes como entidades individuais. Não há lugar nenhum no universo onde sua Entidade não esteja manifesto. O que nós aparentemente consideramos ser um vazio está também pleno de Sua Entidade.Ele está até mesmo onde o intelecto humano não pode alcançar, e vai até além do limite da imaginação. No mundo planetário é Sua glória que brilha como o sol. A coluna vertebral do sistema nervoso, o louvor aos ancestrais mortos, a verdade dos sábios, o controlador, o amigo, o sol – tudo isto são entidades separadas? Não, tudo é Ele, tudo e´Ele.

“ O centro vital ou o núcleo de todas as idéias e emoções é Ele – a Alma Suprema, a Alma das almas. Concentre-se no Eu característico. Você veio ao campo
da sádhana para entrar no reino da luz, além das margens da escuridão. Que a sua
jornada para o empíreo seja gloriosa e triunfante.
Boa viagem para você!”

A Graça de Bábá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

05/12/2009

PODERES OCULTOS OU PARAMAPURUS'A

Qual é a meta da vida humana? O homem deve amar o quê? Paramapurus'a (Consciência Suprema) ou os poderes ocultos? Se alguém adquire poderes ocultos, pode fazer tantas coisas! No terceiro estágio da sádhana* o sádhaka consegue alguns poderes ocultos. Suponha que depois de obtê-los esteja tão envolvido com eles que queira exibi-los. O que acontecerá? Ele terá uma queda. Não se encontrará em lugar algum. Não continuará a ser um sádhaka. Assim, nesse estágio, o terceiro estágio, ele terá que ser muito, muito cauteloso. E mesmo com os poderes ocultos, deverá dizer: “Quero Paramapurus'a, não os poderes ocultos”. Vocês entendem?
A mãe está cozinhando e seu pequeno bebê está ali, chorando...ma,ma,ma! O que a mãe fará nesse momento? Dará um brinquedo àquele pequeno bebê e começará novamente a cozinhar. Mas o bebê é muito inteligente e diz: "NÃO! Eu não quero este brinquedo, quero você!" Então, o que fará a mãe? Terá que fazer assim ( Baba imita a mãe afagando o bebê em seus braços). É a mãe, e não o brinquedo, que o bebê inteligente quer.
Da mesma forma, o poder oculto é exatamente como um brinquedo. Se Paramapurus'a lhe der um brinquedo, o que você deve dizer? Você deve exclamar: "OH, ah! muito bom, muito bom!”? Não. Você deve dizer: “Eu não quero isto, eu quero a Ti!” O que você deve dizer? “Eu não quero o brinquedo, quero o fabricante do brinquedo!” Portanto, você vê que o terceiro estágio de um sádhaka é um estágio importante. Você deve escolher entre os poderes ocultos e Paramapurus'a.
O que você fará nesse caso (conversando com um discípulo americano), nesse terceiro estágio da sadhana? Você escolherá poderes ocultos e as pessoas dirão: “Oh! Fulano é um homem sobrenatural. Fulano, você é um grande yogui. Você tem tanto poder. Você fará assim? Não, não, você quer Paramapurus'a. E você...? E você...? (perguntando a vários discípulos.) Você não quer poderes ocultos? Não, você não quer poderes ocultos. Isso está certo. “Eu não quero poderes ocultos, eu quero o Senhor dos poderes ocultos!”
Quando um sádhaka quer poderes ocultos de Paramapurus'a, ele pode ou não conseguir poderes ocultos, mas é certo que ele não conseguirá Paramapurus'a, porque ele não quis Paramapurus'a. ...Ele quis poderes ocultos, assim ele pode ou não conseguir poderes ocultos, mas ele não conseguirá Paramapurus'a. Seja muito escrupuloso com relação a isso.
(Aqui, Babá fez uma pausa por um minuto e olhou muito vagarosamente e intencionalmente para todos na sala. Havia absoluto silencio.)
Vocês entendem? Vijay Kumar, levante-se. Você quer poderes ocultos? Você não quer poderes ocultos? Então, você não é um rapaz “inteligente” se não quer poderes ocultos! Você não quer ser inteligente assim, eh? Medite nos poderes ocultos e veja se você está conseguindo alguma...o que devo dizer...Ánandam (bem aventurança) ou não. Ahhh! Agora medite em Paramapurus'a – não o pertubem, por favor...medite em Paramapurus'a (a cabeça de Vijay se elevou) . Certamente você está conseguindo Ánandam (bem aventurança). (A cabeça de Vijay subiu mais alto, suas costas se arquearam). Tente ficar com Paramapurus'a. Vá mais e mais fundo...(as mãos de Vijay se levantaram até altura dos ombros, depois mais e mais alto, esticadas e tremendo enquanto Bábá conversava)...mais e mais fundo...mais e mais fundo...(Vijay gemendo) ...mais e mais fundo...(o gemido de Vijay se torna mais intenso)... ESTEJA COM PARAMAPURUS'A... vá mais e mais fundo! (Vijay suspirou e caiu de costas em samádhi (transe de êxtase) no colo do outro discípulo.
Não o pertubem. Ele queria Paramapurus'a. Assim...se você quer conseguir poderes ocultos, vá mais e mais para fora. Se você quer Paramapurus'a, vá para o intimo, sempre mais e mais fundo.
Você deveria sempre se lembrar disso. Não procure poderes ocultos, busque Paramapurus'a. Poderes ocultos, como todos os poderes, são transitórios, temporários e não permanentes por natureza. Assim que você morrer, os poderes ocultos lhe serão tirados. Mas Paramapurus'a permanecerá com você, mesmo nesse momento, pois essa propriedade é de natureza permanente.
Poder oculto é também um poder comum. O público em geral não possui esse poder comum, é por isso que eles pensam ser um poder sobrenatural. O ouro é também um metal ordinário, mas, porque ele é um pouco raro, torna-se caro: caso contrário, as máquinas, as espadas, os tratores seriam manufaturados com esse material? Ouro, e não ferro.
É exatamente assim. O poder oculto é também um poder ordinário; mas, porque ele é um pouco raro, o povo diz que ele é sobrenatural. Não há nada sobrenatural nesse mundo – tudo é natural.
Vocês querem poderes ocultos, meus filhos? Ou vocês querem ser “tolos” como aquele (apontando para Vijay, ainda em estado de êxtase, no chão)?
* Primeiro estágio: dificuldade; Segundo estágio: experiência de bem aventurança;
Terceiro estágio: obtenção de poderes ocultos ; Quarto estágio: iluminação.
A Graça de Bábá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

08/11/2009

DEUS

Para um homem de inteligência média, água e gelo são duas entidades diferentes, mas aquele que conhece um pouco da verdade sabe que gelo é apenas a forma condensada da água. Similarmente, onde o homem médio vê uma grande diferença entre o pote e o oleiro, o conhecedor de Deus vê apenas unidade entre eles. Deus e o mundo são duas entidades diferentes ou são indivisíveis? Uma é verdade e a outra falsa? A diferença entre as duas é verdade ou ilusão? Tais perguntas ou maneira de pensar jamais surgem na mente de uma pessoa com visão Cósmica. Se o mundo e Deus são duas entidades distintas ou se uma não é diferente da outra – tais pensamentos estão errados em si. O conhecedor de Deus sente que o mundo é, de fato , Sua própria manifestação. Sabe que tudo é Ele. Você sabe como é esta diferença de uma perspectiva Cósmica? Não mais que a diferença entre homem e ser humano, entre mar e oceano. Do ponto de vista de um sádhaka a distinção não existe.
Deus é como uma pessoa cujo sobrenome é Smith. O filho o chama de “pai”, pois vê nele uma manifestação paternal; seu pai o chama de “filho”, pois vê nele uma manifestação filial; o estudante o chama de “senhor”, pois vê nele a manifestação de um mestre; e o homem comum o chama de “Ei, cartola!” pois vê sua cartola como a coisa mais importante. Mas todos esses tratamentos como “pai”, “senhor”ou “Ei, cartola!” são muitas pessoas diferentes? Na realidade isto é o resultado de se ver a mesma pessoa sob diferentes ângulos.

Deus é o Senhor dos objetos criados; Ele é o controlador de todos eles. Esse mesmo Deus dos objetos move-se no útero como embrião e quando nasce, o evento, na verdade, deveria ser chamado de nascimento de Deus, porque todas as criações nada mais são que manifestações do próprio Deus.
Há uma lua, mas seus reflexos, caindo em incontáveis poças de água, parecem incontáveis luas. Nenhuma lua nova nasce. A mesma lua está sendo refletida ou está nascendo em muitos receptáculos. Da mesma forma, o único e mesmo Deus está se manifestando como ilimitadas entidades unitárias em incontáveis receptáculos mentais.
A união de um sádhaka com Deus tem sido expressa com um exemplo excelente. Um rio, não levando em conta seu nome e identidade, é absorvido pelo oceano e dali em diante não pode manter sua própria existência exceto como oceano. Assim também, um sádhaka, depois de fundir-se com Deus, não pode mais pensar em si mesmo senão como Deus. Vendo o rio Ganges podemos dizer que é a água do Ganges. Podemos distinguir a água do Rio Yamuna, ou a água do Rio Sarasvati, mas, uma vez que elas entram no oceano, não podemos separá-las, nem distinguir uma da outra. Apesar disso, elas estão lá. Ambas perderam suas respectivas entidades-nominais na entidade do oceano.
Quando um conhecedor da Verdade se funde ao Ser Supremo, seu pequeno senso de existência se perde e, alcançando unidade com a Entidade Suprema, ele mesmo se torna Supremo. As práticas espirituais são o meio para a expansão da alma, não para sua aniquilação; portanto, sámadhi não significa suicídio, mas auto-transcendência. Quem conheceu Deus torna-se o próprio Deus, pois a entidade unitária toma a mesma forma de seu objeto de ideação. Quem tem Deus como objeto de sua ideação torna-se o próprio Deus.
Se uma boneca de sal for medir a profundidade do oceano, certamente se dissolverá e se tornará o próprio oceano. Da mesma forma, se o conhecedor de Deus for sondar Deus, ele se une ao oceano de Deus e torna-se o próprio Deus. Esteja constantemente absorvido no pensamento de Deus e você também se tornará Deus.

A graça de BáBá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

25/10/2009

MANDHÚVIDYA: O DOCE CONHECIMENTO

O conhecimento de Deus não pode ser conseguido tão somente através da leitura de livros. É necessário ardor e prática espiritual, isto é, o indivíduo tem que prosseguir seu caminho tendo Brahma como seu destino. Se todas as tendências são inclinadas para Ele, elas irão se tornando cada vez mais e mais sutis e finalmente se fundirão com Ele. Quando não há tendências, não há mente. Você irá alem do acesso da mente. Você se libertará dos sentimentos de prazer e da dor e finalmente atingirá o Ser Supremo.
O individuo tem que avançar com completo empenho, conservando a mente escrupulosamente afastada dos vícios. Jamais deixe a pureza de sua mente ser poluída de modo algum.
Depois de praticar isto por algum tempo, você perceberá que a mesma mente que sustentava suas tendências vis tornou-se sua maior amiga. Todos os propósitos são servidos por sua mente. Deixe-a ter a inspiração constante de sua Alma. A Verdade Absoluta se revelará em você automaticamente.

A vida é uma sádhana espiritual,
e o resultado deve ser oferecido
no altar do Todo Poderoso.

Os que adotam o caminho reverso são realmente ignorantes, pois, dedicando-se a um propósito materialista, transformam sua mente gradualmente em materialidade. Pela degeneração gradual, seu conteúdo mental atinge um estado em que nem merecem ser chamados de seres humanos. Assim, não se dediquem a objetivos materialistas. Não permitam serem conduzidos além de si mesmos por impulsos e tendências. As tendências extrovertidas e a dedicação a objetivos materialistas são impedimentos certos à realização do Ser.

Mas, na vida mundana, os objetivos finitos são indispensáveis. A preservação da existência não é possível se apenas o caminho do shreya (ganho espiritual) for seguido. Quando está claro que apenas shreya é necessário para o progresso espiritual supremo do individuo, somente shreya deve ser procurada e não preya (ganho material).

Então, surge a questão: como o aspirante manterá sua existência durante o período de práticas espirituais, quando ele não pode ser aconselhado a procurar qualquer tipo de preya? Ele terá que lidar com preya, de tal forma que ela não possa se tornar a causa de suas limitações ou de extroversão de tendências, mas, ao contrário, o leve à introversão das tendências e, daí, para Mukti (libertação). Esta tarefa é conhecida como madhúvidya (doce conhecimento).


Madhúvidya lhe ensina que você pode se empenhar para conseguir Mukti mesmo enquanto você estiver envolvido na vida mundana, sabendo, é claro, que antes de lidar com qualquer objeto de gratificação, você o receba com sentimento Cósmico. Enquanto alimenta seu filho, você deve contemplar que não está alimentando seu filho, mas sim, a manifestação de Brahma na forma de seu filho. Quando ara sua terra, deve contemplar que está servindo à manifestação de Brahma na forma de sua terra. Se seguir mandhúvidya corretamente, você pode conservar-se longe dos grilhões das ações mesmo que você esteja fazendo as ações. Esta mandhúvidya vai penetrar em seu interior e exterior com êxtase da bem aventurança de Brahma. Esta bem aventurança irá aliviar permanentemente todas as suas aflições. Então, Avidya (a força condutora à materialidade) não pode vir com suas mandíbulas ferozes abertas para devorá-lo. A glória da Entidade Benigma Única brilhará em sua direção, vinda de cada um do todos os objetos.
A Graça de Bábá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

05/10/2009

PARAMAPURUS'A - Consciência Suprema


O que é Purus'a? Aquele que permanece imóvel é Purus'a. Ele não exerce nenhuma atividade. Quem é o Operador ? Prakrti, o Princípio Operativo (Energia Criativa de Deus). Paramapurus'a é o Princípio Cognitivo, a Entidade Testemunha. Purus'a está a par de tudo que é feito por uma entidade. O que quer que a mente individual execute é conhecida pela Alma unitária no mesmo momento; isto é, o que quer que sua mente faça é conhecido imediatamente por seu Átma, sua Alma. Qualquer ação, vício ou virtude, que é executado por sua mente, cria uma impressão na Alma unitária, e as impressões das ações na Alma unitária são imediatamente transportadas para a Alma Cósmica.

Qualquer que seja a ação que a Mente Cósmica faça, não é realmente uma ação, porque tudo é interno. Mas o que quer que a mente unitária faça tanto é interno como externo. Por exemplo, se surge um desejo de roubar em sua mente, ele pode ser interno enquanto você não o transforma em ação. Mas qual quer coisa que a Mente Cósmica faça é interno, totalmente dentro de Sua arena mental; não há nada externo para Ela – tudo está dentro. O que quer que Ela faça, Ela faz dentro de si mesma. Sem seu conhecimento Ela rouba sua mente, sua alma. Numa linda manhã, você descobrirá que perdeu a mente. Sua mente não existe, pois Ela o roubou, e você começa a dançar exatamente como um lunático. De que maneira Ela conseguiu roubá-la é um mistério para você.
Portanto, Ela executa tudo dentro de si mesma – tudo está dentro, nada está fora. Suponha que seu patrão chegue; você o cumprimentará e dirá: “Por favor, entre, sente-se e coma alguma coisa.” Você o bajula, mas, por dentro, você diz:“Que pertubação acabou de chegar! Quando ele irá embora?” Seu patrão não sabe disto. Assim, dois “eus” estão dentro de você – um executa a ação no mundo externo e o outro está dentro. Você está bem familiarizado com este “eu” íntimo, mas os outros não têm a informação correta sobre ele. Sádhana, portanto, tem como objetivo reunir os dois, o “eu’ interno e o “eu” externo, num único “eu”.
Duplicidade na personalidade de um mesmo indivíduo é uma doença. Quanto maior for a distância entre estes dois “eus’, mais você sofrerá tormentos psicológicos. Você deve lembrar-se que, nesta segunda metade do século XX, há uma grande distância entre o “eu’ interno e o “eu’ externo. E por causa da dificuldade de ajustamento destes dois ”eus” há um aumento do número de lunáticos. Esta é a maior doença do século XX.
“Ele está longe, muito longe daquele que pensa que Ele está distante; e Ele está muito próximo daquele que acha que Ele está perto. O homem que tem os olhos para ver, que O conheceu mesmo muito pouco, sabe que Ele habita em seu próprio senso de existência, no próprio desejo de seu coração, como radiância Suprema. Para procurá-Lo, para atingi-Lo, não é necessário correr de um lugar para outro.”
Mas com relação a Paramapurus'a não há dupla personalidade. Tudo é interno, o mundo inteiro é interno para Ele. O que é o mundo externo para você é interno para Ele. O que quer que você pense ou faça em sua mente é também interno para Ele. Ele penetra em seu mundo interno, em sua mente, e você não sabe que Ele entrou. Entretanto, Ele roubará sua mente e você não saberá.
Um homem também quer que Deus roube sua mente. Eu já lhe disse que um de Seus nomes é Makhanchora (ladrão de manteiga) um dos nomes do Senhor Krsna. Ele roubará o Átman (Alma)de um homem e sua mente não o saberá. Assim como a manteiga é a essência do leite, assim também o Átman é a essência do corpo. Ele rouba o Átman, portanto ele é makhanchora.
Geralmente, o homem diz a Deus para vir a ele, mas na realidade Deus já está com ele. O homem é simplesmente incapaz de vê-Lo. Quando Deus aparece, o sádhaka se entrega completamente, porém apenas com sua mente consciente. No canto mais interior de sua mente, ele sente que quando Deus aparece diante dele, ele irá certamente se entregar. Mas, quando ao mesmo tempo, ele pensará que tem sofrido muito de asma, e internamente pedirá a ajuda de Deus para sua cura. Deus, que está no canto mais interior de sua mente, sabe até mesmo disto.
Este mundo externo, este mundo expresso que você vê, está cheio de ação, cheio de ritmos. Este mundo de ação é tanto extroverso como introverso para você. Existe um mundo dentro de sua mente – esse seu mundo interno. E o mundo que você vê por fora é o mundo extroverso. Assim, esse mundo interno para você é composto de idéias e o mundo externo é composto de ação. Mas para Paramapurus'a não há nada semelhante a um mundo extroverso, tudo é introverso. E assim, para Ele, este mundo é imaginário, Sua projeção mental.

Suponha que você retratou Jodhpur (uma cidade da Índia) em sua mente. Isso é parte do mundo das idéias. Mas, quando você olha para fora, você descobre que está em Jairpur (outra cidade da Índia) e não em Jodhpur. Então, você percebe que Jodhpur de sua mente é apenas uma idéia e Jairpur é um fato. A mesma coisa ocorre no sonho. Enquanto você sonha você pensa que tudo é real, porque o mundo não existe ali. Para Paramapurus'a não há nada como o mundo extroverso, assim como o mundo interno imaginário que você pensa ser verdadeiro no sonho também não existe. Para Ele, o mundo existe em Sua ideação. Nada é extroverso, pelo contrário, tudo é introverso. Assim, este mundo é imaginário para Ele.
Deus é um mágico mestre que através de sua palavra mágica criou tudo e Se escondeu dentro de Sua criação. Se você quer realmente conhecer a criação, o truque do mágico – isto só pode ser feito quando você se junta a Ele e a Sua equipe.
Para Ele este mundo é feito de imagens e esses cosmos ideacional o tem como seu centro. Ele está no centro desse cosmos ideacional todo – abrangente. Ele tem que controlá-lo. Você já viu um pescador lançando sua rede num rio? O pescador lança a rede e tem que manejá-la também. Da mesma forma, Paramapurus'a fez o mundo ideacional que tão somente Ele tem de manejar e controlar. Ele controla o mundo ideacional através dos princípios de energias (gunas ),não diretamente. Por exemplo, o comandante ordena a seus soldados que capturem alguém. Então quem captura? São os soldados, o poder dos soldados. Vê-se que foi o soldado que capturou o homem. Mas o soldado faz isto apenas sob direção de seu comandante. Assim, Deus (Paramapurus'a) é exatamente igual ao Comandante e Prakrti (Princípio Operacional) ao soldado.
As vezes, o homem cria dinheiro em sua mente, e vendo o balanço bancário mental sente-se feliz. Às vezes, o homem se faz Primeiro Ministro e se sente feliz e, às vezes vê mentalmente seus inimigos serem surrados e fica contente. Tudo isto é feito apenas para satisfazer sua fome mental, para saciar sua sede mental. Por fim, vemos que o conteúdo mental de um individuo é transformados em objetos materiais; é tudo dirigido para prazer pessoal, para o prazer material. O fluxo mental do individuo é chamado vísayarasa (fluxo mundano) e o fluxo da Mente Cósmica é o Fluxo Supremo. Se acontecer de a mente individual, pelo menos uma vez, entrar em contato com o Fluxo Supremo, os prazeres materiais irão parecer secos e insípidos como vegetais sem sal. Mas os objetos materiais são necessários para manter a existência física. Por isso o sábio faz o fluxo individual absorver-se no Fluxo Supremo
O sábio transforma as ondas do fluxo mundano em ondas do Fluxo Supremo. Este é o único caminho da segurança.
Krsna (aquele que atrai esse mundo ideacional, Deus) é o núcleo do Fluxo Supremo do oceano de idéias, e as mentes individuais são como botes naquele grande oceano. De acordo com o subir e descer do Fluxo Supremo de Deus, as mentes individuais também sobem e descem, como o bote que sobe e desce nas ondas do oceano. Assim também, a mente humana, intencionalmente ou não , dança seguindo os ritmos e ondas criados por Deus. Isso ela tem que fazer – não há escolha.Se alguém diz que não vai dançar porque está envergonhado, está enganado. Na realidade ele dança; simplesmente não sabe que está dançando. Todos dançam no oceano do Fluxo Supremo; os seres vivos têm que dançar. Não há escapatória. Esta dança é a rasaliila de Krsna, o jogo do Fluxo Universal.
Tudo neste mundo de relatividade é casual. E Paramapurus'a? Ele está além do alcance da relatividade. Porque Ele faz o mundo dançar? Porque Ele fez o oceano do Fluxo Supremo? A resposta não pode ser encontrada no mundo da casualidade. Porque Deus fez as coisas assim, não se explica, pois Ele está além do campo da casualidade. Os sábios agirão para ajustar suas ondas às ondas de Seu jogo. Eles não procurarão saber porque Ele fez tal ação. Eles tentarão simplesmente conhece-Lo. Se você já O alcançou, então pergunte-Lhe: “Porque criaste este jogo?”
Se você não pode saber a causa de uma coisa insignificante como sua dança, como poderá saber a causa das ações de Deus? O individuo tem um cérebro e um crânio muito pequenos. Não lhe é possível conhecer as ações de Deus. Suponha que alguém seja um mestre em vinte matérias. Se for chamado repentinamente para comparecer a um exame de mestrado, não passará, terá que estudar outra vez, e só então estará capacitado a se candidatar ao exame. Isso prova que o individuo pode falhar em sua própria atividade. Portanto, como pode ele entender a causa do jogo de Deus? Não pode. A melhor maneira é amá-Lo, juntar-se ao Seu grupo. Se existe verdadeiro amor, certamente o Mágico mestre lhe fará entender tudo, porque, quanto mais os homens de Seu grupo souberem, tanto melhor para Ele.
Há um ritmo particular no Fluxo Supremo. Aquele que toma conhecimento disso não gosta mais do fluxo mundano e deixando-o naturalmente será absorvido pelo Fluxo Supremo. Então, o apego aos ritmos do fluxo mundano é diminuído e ele fica como os lunáticos. Dizem, corretamente, que Rádha (a grande devota do Senhor Krisna) ouvindo a música melodiosa da flauta de Krsna , começou a se portar anormalmente. Isso aconteceu devido ao repentino ajustamento do fluxo individual às ondas do Fluxo Supremo.
Um menino do campo, quando trazido a cidade, vai ao cinema. Então, ele não gostará mais das representações teatrais do campo. Ele dirá:” Aquelas peças são antiquadas. O cinema é muito melhor.” Não é assim? Da mesma forma, quando alguém entra em contato com as ondas do Fluxo Supremo, o encanto do fluxo mundano se desvanece.
Onde quer que haja vibração, há som. O som do Fluxo Supremo é a flauta de Krsna. O som do fluxo mundano é – “dinheiro, mais dinheiro – mais milho – mais vegetais – mais balanço bancário”. Você não ouve isso? O som da “Primeira Classe”, o som da “pensão depois da aposentadoria” são os nossos fluxos mundanos. O Som do Fluxo Supremo é a flauta de Krsna. Ouvindo-o, o homem não apreciará mais o som do fluxo mundano.
Todas as ações são controladas pelo Princípio da Energia (Prakrti) mas o princípio da energia é controlado por Paramapurus'a. Assim, somente Paramapurus'a deveria ser a totalidade da vida e o objetivo final dos seres humanos. Deve-se sempre ter em mente que o fluxo mundano dos indivíduos é circundado pelo Fluxo Supremo nas dez direções. Você nunca está longe de Deus. Ele está sempre com você, e de forma alguma você está sozinho. Já que sua atividade está dentro do Fluxo Supremo, o que quer que você pense, o que quer que você faça com seus órgãos, tudo é conhecido por Deus, e como Deus o conhece, torna-se o dever de Deus, como Entidade Testemunha, adverti-lo.

O que quer que você faça, Deus vê tudo. Para Ele, nenhuma parte de seu ser está fechada. Ele é a parte mais intima de seu ser. Hoje, eu estou muito ocupado e tenho que ir a uma festa, portanto , farei apenas três ou quatro minutos de sádhana. Ele sabe que você está colocando uma festa acima de sádhana. Ele ouve tanto as palavras que você pronuncia como as palavras que você pensa. Na realidade, Ele as ouve primeiro, antes que elas se tornam mentais. Portanto, Ele conhece plenamente tudo que se passa dentro, fora e abaixo da mente. Não tente esconder nada Dele – você não terá sucesso.

Eu já lhes disse, Deus é o Criador, o Operador. Ele fez o voto, de não puni-lo, mas de corrigi-lo. O que quer que Ele ache que é apropriado para você , Ele fará. E também correto é rezar para que Ele o faça de acordo com Sua vontade. Deus irá pensar bem de quem quer que tenha se colocado sob Sua proteção. Aquele que pensa em seu próprio bem por si mesmo não terá a ajuda de Deus. Deus dirá que ele está cuidando de si mesmo,e assim deve continuar a fazer. Mas, para aquele que se entregou totalmente a Deus, Deus terá uma responsabilidade especial. Diz se que Deus tem uma responsabilidade especial para com os devotos. É dever de Deus conservar o prestígio do devoto, e é dever do devoto deixar tudo com Ele. Qualquer energia que esteja trabalhando, seja no Fluxo Supremo, seja no fluxo mundano, está tudo sob Seu controle. Portanto, uma vez que você O tenha amado você não será fraco, nem estará desamparado nem sozinho. Você será vitorioso. Lembre-se Dele e marche em frente – a vitória será sua. Você não deve temer as forças mundanas. Quem desfruta a força maior de Deus terá sucesso com certeza. A vitória será certamente d'Ele.
VITÓRIA PARA TODOS!!!

A Graça de Bábá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

06/09/2009

BHAKTI - DEVOÇÃO

A palavra
Bhakti (devoção) significa veneração. Para que haja veneração, tanto a pessoa que venera como Ele, o que é venerado, devem estar presente. Por essa razão, enquanto houver diferença entre o devoto e Deus existirá a oportunidade de Bhakti sádhana.

Bhakti significa desejo intenso pelo Supremo. Então surge a questão se bhakti é natural ou antinatural para os seres vivos. Todas as coisas que vemos neste universo manifestado, sejam as conscientes, seja a matéria bruta, exercem atração umas sobre as outras. Esta atração é o dharma (natureza) do universo criado e, como conseqüência, a continuidade das projeções de pensamentos da Mente Cósmica é mantida. Portanto, eu digo que a atração é natural em tudo. É devido à atração mútua de miríades de corpos celestes que oscilam no espaço infinito que o equilíbrio é mantido no firmamento. Há um esforço para auto preservação. A abelha voa ao redor das flores em busca do mel apenas com o objetivo de preservar a existência. Pode ser notado que todos os seres buscam sempre o que lhes é mais duradouro e seguro e que pode assim lhes proporcionar uma segurança maior. As pessoas correm atrás do dinheiro unicamente porque acreditam que podem manter suas vidas sob sua proteção, isto é, que somente o dinheiro pode salvá-las. Mas não sabem que o dinheiro não pode dar nem estabilidade permanente nem uma proteção garantida. Durante o período de suas vidas, o dinheiro irá e virá muitas vezes. Algumas vezes, sua fascinação ofuscará seus olhos e outras, a sua falta os fará chorar, com fome.

Sem falar apenas do dinheiro, todos os objetos finitos têm essa característica. O que não é infinito não pode permanecer para sempre como objeto de seu prazer. Não pode ser seu refúgio permanente, já que a existência de todos esses objetos finitos é dependente de outros, determinada por limites de tempo, lugar e pessoa.

Se a extraordinária velocidade com que o homem extrovertido persegue objetos finitos for introvertida em direção ao Ser Supremo de sua vida, ele pode alcançar Brahma, ele pode realizar o Estado Supremo.

O devoto recita:

“Oh, Senhor, Todo Poderoso, que a atração que o homem ignorante mantém em direção aos objetos de sua mente se torne um eterno amor por Ti, através de Tua lembrança.”

Você compreende, por certo, que a bhakti pura não pode ser baseada em objetos finitos, já que estes causam extroversão de sentimentos. Mas, observo, tristemente, que muitos homens limitam seu amor e devoção aos objetos finitos. Qual é o resultado? Eles não alcançam a visão abrangente que o amor confere. Não compreendem que cada ínfimo átomo do vasto universo é uma manifestação criativa da própria Consciência Cósmica, Sua grandiosa expressão. Gastam milhões na criação de ídolos, mas ignoram as aflições da humanidade sofredora.

O mundo é um fenômeno mutável. Portanto, é imprudente apegar-se a qualquer objeto neste mundo instável. O próprio nome e a forma sofrerão mudança com a variação do tempo e do lugar. A criança se torna jovem, o jovem se torna velho, e o velho um cadáver. Mas, se homens sábios vêem todos os objetos do mundo como expressão única da Consciência Cósmica, então, ao verem a mudança no nome e na forma de um objeto em particular, não serão afetados nem por dor, nem por prazer. A Consciência Cósmica, para eles, permanecerá Consciência Cósmica e eles nada perderão.

Os métodos e tipos de bhakti Yoga são numerosos. Cada um adota o processo de bhakti sádhana de acordo com sua própria natureza.

DEVOÇÃO PRIMÁRIA (támasika bhakti):

Aqueles que buscam prazeres finitos ao invés de Bem–Aventurança Suprema e que estão sob a influência da violência, da arrogância e inveja, são sádhakas primários.

DEVOÇÃO MUTATIVA (rájasika bhakti): os que realizam as praticas espirituais com o objetivo de alcançar um objetivo finito em particular são chamados os sádhakas mutativos. Os sádhakas mutativos estão absorvidos na realização de seus objetivos egoístas, embora não prejudiquem os outros. Veneram o Senhor de modo materialista, com flores e adornos para obtenção de objetos mundanos, fama ou riqueza; eles desejam aqueles objetos e não o Senhor.

DEVOÇÃO SUTIL (sattvik bhakti): Os que exercem na sua prática com a prece:

“Ó senhor, que meu karma seja aniquilado. Emancipa-me do ciclo da vida e da morte”.
Os que exercem sua prática como um dever; e também os que exercem por temer que as pessoas possam censurá-los são classificados como sádhakas sutis. Visto que eles não procuram o Supremo, mesmo esta sattvika sádhana não pode ser considerada como uma sádhana Suprema, porque nenhum desses motivos controla as energias dos aspirantes e as dirige ao adorado, o Brahma Supremo. O objetivo do aspirante é canalizado numa direção diferente, ele busca uma meta inferior.

Estes três tipos de devoção, primária, mutativa e sutil são uma forma inferior de devoção.

DEVOÇÃO NÃO QUALIFICADA (nirguna bhakti) aqui, o aspirante não tem nenhum outro propósito; ele vai em direção ao Brahma Supremo conduzido apenas por seu próprio espírito. Se lhe perguntam porque O ama e se consagra a Ele, responde então:

“Porque O amo? Não sei. Eu O amo tão somente porque gosto de amá-Lo. Eu não deveria amá-Lo? Ele é a Vida de minha vida a Alma de minha alma.”

DEVOÇÃO COMPLETA (kevala bhakti): se o aspirante percebe desde o início a permanência da devoção não qualificada, perguntas como “o que eu já consegui?”, “que pretendo atingir?” etc. não lhe surgem na mente. Isto é a culminação do bhakti. Se existe a indivisibilidade do conhecimento com o objeto, então, existe uma e apenas uma entidade, e é por isso que tal devoção é chamada kevala bhakti. Kevala bhakti não é conseguida através de banhos, exercícios ou esforços. Aqueles que não foram abençoados pelo menos um pouco , com a graça Divina, não podem realizá-la.

Ao falar em bhakti o uso de palavra bháva (ideação espiritual) é indispensável. O que significa bháva? Bháva é aquilo através de que o conteúdo da mente (citta) é purificado e dominado pelo princípio sutil (sattvik), brilhante com os raios de sol do amor. Como resultado de bháva o homem dirige suas forças atrativas naturais ao adorado. Mas, aqui, o adorado não está fora dele: o adorado é a Vida de sua vida, a Mente de sua mente e o Mestre vital de toda a sua existência. Quando este sentimento de devoção pelo adorado desperta a introversão de suas tendências, ele é absorvido por essa bháva. Ele alcança o estado de auto-realização.

Quando há medo ou qualquer outra propensão grosseira na mente, não pode haver bhakti pura. A devoção gerada através do medo não é, de forma alguma, bhakti, mas sim um lamentável estado de crueza mental.

Alguns por medo do inferno e outros por medo da tortura e retribuição na próxima vida oram ao Senhor e, em particular, anseiam por salvação. Isto revela falta de conhecimento da verdade. Não se deve estimular esse complexo de inferioridade. Os que aceitam ou conhecem o Senhor como seu próprio Eu, não tem razão alguma para nutrir medo Dele. Esse movimento sem temor em direção ao Senhor é chamado amor.

Quando a mente atinge a serenidade Suprema, e quando se desenvolve um sentimento de afeição por todos os seres vivos, os sábios chamam isso, amor. O amor não pode ser desenvolvido por qualquer coisa desprezível ou finita. O amor e paixão são tendências mutuamente antagônicas.

O apego por uma coisa finita é uma expressão de energia extrovertida, enquanto a atração pelo Infinito é uma expressão de energia introvertida. É por isso que ambos não podem nunca coexistir. O aspirante terá, portanto, que transformar, habilmente, paixão em amor. Você ama seu filho? Não, não, você não ama seu filho. Você ama Brahma na forma de seu filho. Amando seu filho como um filho, você não pode amar o Senhor. Onde há sentimento de filho, não há o Senhor, e onde há o Senhor, não há o filho. Onde você existe, Ele não existe, e onde Ele existe, você não existe.

Agora, essa sádhana que é a sádhana para a união completa, para a unificação, começa com amor temeroso. O amor tem que existir. A menos que haja amor não pode haver unificação.. Assim, o amor tem que existir, mas ele começa com amor temeroso e termina com amor intrépido e o espaço entre amor temeroso e o amor intrépido é o espaço de sádhana. O que é sádhana? Sádhana é a transformação do amor temeroso em amor intrépido.”

Há três níveis de devotos: inferiores, intermediários e superiores. Aqueles que não têm conhecimento nem fervor, são devotos inferiores. Aqueles que têm reverência, mas não têm o conhecimento das shástras (escritura, filosofia), são do tipo intermediário de devotos. Aqueles versados nas shástras, competentes nas práticas de sádhana e de mente firme, são os devotos de grau mais alto. Kevala bhakti é conseguida apenas pelo mais alto grau de devotos. Apenas eles alcançam a evolução infinita de suas almas.

Portanto, ó devotos, lembrem-se do nome do Senhor, do contrário todos os seus esforços se reduzirão a zero. Sob todas as circunstâncias e em meio a todas as atividades, estabeleça a si mesmo firmemente no Seu nome. O dharma da infância é estudar e praticar Brahma sádhana; o dharma da juventude é ganhar dinheiro e praticar Brahma sádhana e o dharma da velhice, quando você se torna incapacitado para todas as atividades físicas, é apenas praticar Brahma sádhana.

Os verdadeiros devotos amam o mundo, a sociedade e tudo a seu redor, porque vêem todas as manifestações da engenhosa Prakrti (Energia Cósmica), repletas do sentimento do Espírito Universal único. Eles amam o finito como parte do Universal. Amam os prazeres do mundo como bem aventurança divina diversificados pelo tempo, lugar e pessoa. Eles mantém suas mentes absortas nas correntes eternas do fluxo divino. Somente tais aspirantes devotados são os verdadeiros desfrutadores, e seu objeto de satisfação é o Brahma Supremo.

Os aspirantes de bhakti entregam tudo de si a seu Adorado. Todas as coisas objetivas estão dentro da mente, daí, se a própria mente é entregue a Brahma, tudo automaticamente também o é.

O universo é o Teu lar, a própria Suprema Prakrti (Energia Cósmica) é Tua consorte. Ó Senhor, Tu de nada necessitas. Ó Senhor, que posso eu oferecer-Te? Ah! Sim! Eu me lembro de uma coisa. Teus verdadeiros devotos arrebataram Tua mente. Tu necessitas de uma coisa – Tua mente está perdida. Ó Senhor,eu Te ofereço minha mente. Agracia-me com tua aceitação.”

Quando a profundidade devocional chega, o amor também transborda cheio de sentimentos elevados. Apenas nesse estágio ocorrerá a sua realização final da Consciência Suprema. Onde “eu” está, “Ele” não está...onde “Ele” está “eu” não está. Lembre-se a devoção é o pré-requisito da sádhana. A maturidade da devoção é o amor, e a maturidade do amor é Ele.”
A Graça de Bábá - Shrii Shrii Ánandamúrtijii

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