18/01/2011
07/01/2011
06/01/2011
04/01/2011
AHIM’S’A

Ahim’s’a Manová Kayaeh Sarvabhútánáma Piid’namahim’s’a.
Ahim’s’a significa não ferir ou prejudicar alguém por pensamento, palavra ou ação. Este termo é mal interpretado por muitos. Alguns supostos sábios, de fato, definem a palavra Ahim’s’a de tal maneira que seria impossível viver, não somente na sociedade, como também em florestas, montanhas e cavernas, se alguém aderisse à sua definição estritamente. Por essa interpretação da palavra Ahim’s’a, não só é proibido matar, como também não é permitida a luta para se defender. Ao lavrar a terra pode-se causar a morte de inumeráveis insetos e criaturas do subsolo, portanto, o uso do arado não seria permitido. Alega-se que aqueles que querem levar uma vida religiosa não devem usar eles próprios o arado, mas empregar pessoas de classes inferiores para fazer este serviço, salvaguardando-se assim do pecado de destruir vidas. Segundo eles, deveria ser derramado açúcar nos abrigos de formigas, não importando se os seres humanos tenham ou não alimentos; os pobres deveriam deixar que os mosquitos, inimigos natos dos seres humanos, se alimentassem do sangue de seus corpos. Esta não é a definição de Ahim’s’a, mas sim uma grande confusão. É contrária ao verdadeiro Dharma. É contra as verdadeiras leis da existência. Até mesmo o processo de respirar envolve a morte de inumeráveis micróbios; eles são seres vivos, e para salvá-los seria necessário parar de respirar. A prescrição de medicamentos aos doentes deveria ser suspensa, porque os remédios poderiam causar a destruição das bactérias causadoras de doenças. Se Ahim’s’a
fosse interpretado desta forma, onde tais intérpretes poderiam viver? Dever-se-ia suspender a filtragem da água contaminada, porque isto causaria a morte de microrganismos. Na era pós-védica este tipo de Ahim’s’a foi praticado na Índia por muito tempo e, como resultado, a vida dos cidadãos comuns tornou-se verdadeiramente insuportável. O povo sentia medo da religião dominada pela suposta Ahim’s’a e era forçado a aceitar crenças ateístas, abandonando o caminho de Dharma. Desprovidos de qualquer código de conduta e com o propósito de dar preferência primordial a seus motivos egoístas, estes ateus tornaram-se um fardo para a sociedade e para o mundo; e aqueles que quiseram manter em vigor as religiões influenciadas por essa interpretação de Ahim’s’a tornaram suas intenções inviáveis e enfraquecidas. Na presente época, existe a necessidade urgente de refletir sobre esses fatos históricos sob um novo ponto de vista.
A era pós-védica foi seguida por outra, em que foi propagada outra definição da palavra Ahim’s’a. De acordo com esta definição, Him´s´a significa causar dor aos seres vivos. Logo, a matança de animais a alimentação também deve ser considerada Him’s’a, pois os animais não oferecem a própria vida de espontânea vontade para essa causa.
Recentemente foi dada outra interpretação a esta palavra. Assemelha-se à segunda definição mencionada acima, porém falta a esta a simplicidade ou sinceridade daquela. Conforme esta interpretação, Ahim’s’a quer dizer a não-violência ou não usar a força. Possivelmente, nesta interpretação é que o significado de Ahim’s’a foi mais distorcido. Em todas as ações da vida, sejam pequenas ou grandes, a mente individual progride pelo triunfo sobre as tendências contrárias. A vida se desenvolve por meio da força. Se esta força não é devidamente explorada, a vida pode tornar-se absolutamente enfadonha. Nenhum homem sensato faria isto, porque seria contrário aos fundamentos básicos da natureza humana. Os campeões da não-violência (assim-chamada Ahim’s’a) devem usar de hipocrisia e falsidade quando pretendem praticar este culto por qualquer outro intento. Se o povo de um país conquista outro pela força bruta, a população da nação conquistada deve usar a força para reconquistar a liberdade. Este uso da força pode ser brutal ou sutil, e como resultado tanto o corpo quanto a mente dos conquistadores podem ser feridos. Uma vez que se faz uso da força, não se pode chamar a isto de não-violência. É não-violência o ato de ferir um homem, não pelas mãos, mas por meios indiretos? O movimento para boicotar uma nação é não-violência? Por isso, digo que aqueles que interpretam não-violência e Ahim’s’a como sinônimos devem recorrer à hipocrisia, repetidamente, para justificar suas ações. O exército e a polícia são necessários para a administração de um país. Se estas organizações não usassem a força, mesmo em casos necessários, sua existência não teria sentido. A marca desta suposta Ahim’s’a, ou não-violência, aplicada sobre uma bala não a tornará não-violenta.
Aqueles que não estão adequadamente equipados para reagir aos propagadores do mal deveriam fazer todos os esforços para adquirir força e fazer seu uso adequado. Na falta dos requisitos para resistir às forças maléficas, e também na ausência de um esforço para consegui-los, a atitude em prol da não-violência somente para não admitir a própria fraqueza frente ao opositor pode servir a um propósito político, porém não garante a santidade da retidão.
O significado da palavra Ahim’s’a na esfera da Sádhaná já foi dado. De acordo com seu significado correto, as pessoas devem guiar cuidadosamente sua própria conduta para assegurar-se de que seus pensamentos ou ações não causem dor ou injustiça a alguém. Qualquer pensamento ou ação com a intenção de prejudicar alguém é Him’s’a. A manutenção da vida implica a destruição de certas formas de vidas inferiores, seja intencionalmente ou não. O processo de respirar mata milhares de células protoplásmicas. Quer se saiba, ou não, a cada ação essas células vivas morrem naturalmente ou são destruídas. O uso de remédios profiláticos significa a destruição de milhões de germes patológicos. Os insetos destruidores da lavoura — parasitas, mosquitos, percevejos, aranhas etc. — são mortos de várias formas. Isto é necessário para se manter a vida. Estes atos não são praticados com a intenção de causar dor. Logo, não podem ser classificados como Him’s’a. Devem ser feitos em legítima defesa. Como resultado dos choques e das coesões na estrutura física e do esforço para manter a unidade estrutural, a cada momento, um processo de formação e deformação está se realizando.
O arroz é obtido do arroz com casca. Não há vida no arroz com casca? O arroz com casca pode germinar e se reproduzir. Para manter seu corpo físico, você beneficia o arroz tirando-lhe a casca, matando-o assim. Você tem a intenção de ferir algum ser quando prepara o arroz? Daí se deduz que uma vida depende de outras formas de vida para manter sua existência. Aqui não há a questão de Him’s’a ou Ahim’s’a. Se isto fosse concebido como Him’s’a, os meios de subsistência da vida ficariam limitados a tijolos, areia e pedras. Mesmo a respiração deveria ser proibida, em outras palavras, o ser humano deveria suicidar-se.
É, porém, muito importante lembrar duas coisas a respeito dos alimentos. Primeiramente, na medida do possível, os alimentos devem ser selecionados dentre aqueles seres que têm consciência muito pouco desenvolvida, isto é, se os vegetais estiverem disponíveis, os animais não devem ser abatidos. Em segundo lugar, antes de abater um animal, com consciência desenvolvida ou subdesenvolvida, deve-se considerar se é possível viver uma vida saudável sem sacrificar tal animal. O corpo humano é constituído de inumeráveis células vivas. Estas células se desenvolvem e crescem com o auxílio de entidades vivas similares. A natureza das células vivas será formada de acordo com o tipo de alimentos ingerido. Em última análise, todos esses aspectos afetarão a mente. Se as células do corpo humano se desenvolvem a partir de alimentos podres e malcheirosos ou da carne de animais, nas quais predominam as tendências inferiores, é natural que a mente seja inclinada ao que há de mais baixo. O hábito de comer qualquer coisa disponível, sem fazer a devida ponderação, não pode ser apoiado de modo algum, mesmo que não se questione sobre Him’s’a ou Ahim’s’a. Você não deve ter como princípio fazer o que bem entende. Pense antes de agir. Para a subsistência, deve-se adotar um princípio no que diz respeito à alimentação. Do contrário, pode-se ir de encontro ao código de Aparigraha. O significado de Aparigraha será explicado mais adiante.
Him’s’a e o uso da força não são a mesma coisa. Às vezes o uso da força pode resultar em Him’s’a, mesmo que não haja a intenção de causar dor. Quando a pressão das circunstâncias obriga alguns indivíduos a usarem a força contra outros indivíduos (resultando em Him’s’a), aqueles indivíduos são chamados de Átatáyii, em sânscrito.
Ks’etradárá Aháriica Shastradhárii Dhanápaháh
Agnidaragadashcaeva S’ad’ete Hyayátátáyianah.
Qualquer pessoa que, pelo uso da força bruta, queira se apossar de sua propriedade, raptar sua esposa, chegar armado para matá-lo, tomar suas riquezas, incendiar casas, matar com venenos, é chamado de A’tatáyii.
Se qualquer pessoa ou nação quiser dominar, total ou parcialmente, outra nação, o uso da força física contra essa força invasora não será contrário ao princípio de Ahim’s’a. Ao invés disso, por uma interpretação errada da palavra Ahim’s’a ou por interpretar Him’s’a e “força bruta” como coisas idênticas, o homem comum poderá perder seus bens e a felicidade e sofrerá tantas outras penúrias, devido às circunstâncias.
Comumente, as pessoas em vez de procurarem esclarecer aqueles que se deixam levar por superstições, ferem os sentimentos dessas pessoas com sua atitude. Um exame minucioso da história mostra que os inimigos da idolatria têm, por diversas vezes, destruído belíssimos templos que eram exemplares únicos da arquitetura. Eles destruíram belas imagens que representavam a expressão da arte escultural. Todos estes atos são de natureza extremamente violenta, porque causam severo sofrimento aos idólatras e, consequentemente, estes adoradores de ídolos adotam uma postura obstinada em favor dos ídolos, mesmos que estejam plenamente convictos de que a idolatria é coisa fútil. Como resultado disso, o progresso espiritual, não só dos idólatras, mas também de toda a sociedade é postergado. É importante observar que, mesmo num país onde todos, sem exceção, tenham abandonado a idolatria, ainda assim os aspirantes que seguem os princípios de Brahmacarya [ver explicação adiante] deveriam preservar estas imagens cuidadosamente num museu, por respeito à escultura e ao senso estético. Eles não destruiriam essas belas obras, de modo algum. Destruir uma obra de arte resulta também na destruição do senso de admiração pela beleza sutil, e isto, de maneira alguma, é decente.
Enquanto a mente estiver apegada a símbolos religiosos ou sectários, ou submissa a rituais supersticiosos, ela permanecerá absorvida por objetos densos. Qualquer método rude de prevenção contra essas superstições sectárias causará reação na mente, e isso impedirá a Sádhaná. Por isso, o melhor caminho é ajudar essas pessoas a desenvolverem suas mentes por meio de Brahma Bhavana (ideação cósmica) e, só assim, elas serão capazes de abandonar a superstição facilmente.
O princípio de Ahim’s’a, um dos aspectos de Brahma Sádhaná, deve ter sido entendido claramente agora. Vamos também ponderar se o ato de punir uma criança por parte dos pais equivale a Him’s’a ou Ahim’s’a. Não, não é Him’s’a, porque não há intenção de causar mal ou dor de modo algum. O propósito da punição não é fazer a criança chorar, e sim corrigi-la. Quer seja aplicada em um ladrão, um cavalheiro, um amigo, ou qualquer pessoa, a ação com o verdadeiro espírito de retificação não pode ser denominada Him’s’a, não importa quão áspera ela possa parecer.
Deve ser esclarecido que na vida cotidiana não é difícil seguir o caminho da verdadeira Ahim’s’a.
Mesmo que haja vegetais em abundância nos países quentes, cedemos à tentação de comer carne. Porém, quando um médico tiver que prescrever a um paciente convalescente uma dieta que inclua a carne como alimento indispensável ao restabelecimento, este fato não deve ser tomado nem como Him’s’a nem como gula, porque não se tem em vista abater o animal, nem para causar-lhe dano nem para satisfazer uma tendência à gula. Nos países frios, as pessoas comem carne, vestem peles de animais e cozinham com gorduras animais porque as circunstâncias impõem tais comportamentos.
É uma característica do homem combater seu agressor. Veja o Ramayana, grande poema épico. Ele descreve que Shrii Rama, com todo o seu poder, travou uma guerra contra Ravana, o qual tinha raptado sua esposa. A ação de Rama não foi, de modo algum, de encontro aos princípios de Ahim’s’a, pois ele invadiu Lanka não com desejo de conquistar um território ou de causar qualquer dano.
Veja o Mahabharata. Mahapurusa Shrii Krs’n’a tinha insistido junto aos Pândavas para levantarem as armas contra os Kaoravas, que eram os agressores (Átátayii) que tinham se apossado de terras à força. Ninguém ousaria acusar a encarnação do amor, Shriiman Mahaprabhu, um dos grandes revolucionários no mundo social e espiritual, de usar meios associados a Him’s’a; porém ele também se lançou como um leão sobre o tirano Kázi (juiz). Se Him’s’a e o “uso da força” fossem sinônimos, certamente, Mahaprabhu, a encarnação da misericórdia, não teria agido assim.
O uso da força contra um agressor é um ato de bravura e a desistência do uso dessa força é covardia. Porém, a pessoa fraca deve avaliar sua força antes de empreender um violento combate contra um agressor forte, caso contrário, se não tiver adquirido a força necessária, a injustiça triunfará temporariamente. Na história, este erro foi chamado de a “loucura dos Rajputs”. Os Rajputs sempre avançavam, com coragem, contra os invasores de Mughal. Sem dúvida, eles combateram vigorosamente, porém, enfrentaram o inimigo sem avaliar suas próprias forças. Eles sofriam intrigas e dissensões internas, por isso, sempre perderam as batalhas e morreram heroicamente. Portanto, é necessário adquirir a força adequada antes de declarar guerra a um agressor. Perdoar o agressor sem ter corrigido sua natureza é encorajar a injustiça. Se você achar que o agressor está propenso a destruí-lo, quer você use força ou não, será melhor estar preparado para morrer lutando com todas as forças, sem esperar para adquirir forças suficientes.
Um Guia para a Conduta Humana - Shrii Shrii Ánandamúrti
27/12/2010
Ananda Vanii 2011 - MENSAGEM DE BEM-AVENTURANÇA/ANO NOVO DE 2011

Ananda Vanii
(New Year's Day - 2011)
Dharma is related to conduct. I will only tell you : Be firmly established in Yama and Niyama. Do sadhana regularly and make the propagation of dharma the vow of your life. You will see that both you and all virtuous people will attain victory. As long as you live on this earth, keep discharging your responsibilities, and also bring others to the path of discharging their responsibilities. This is your duty. Remember, a great vow, a mission, lies before you. You have come to this world to fulfil that mission. Victory will surely be yours.
Shrii Shrii Anandamurtijii
( Selected from "Ananda Vacanamrtam" 26th Part )- (English)
Ananda Vanii
(Día de Año Nuevo - 2011)
Dharma está relacionado con la conducta. Yo sólo te diré: ¡Establécete firmemente en Yama y Niyama! Practica la sadhana regularmente y convierte la propagación del dharma en el voto de tu vida. Veras que tú y todas las personas virtuosas lograran la victoria. Mientras vivas en esta tierra, mantente en el desempeño de tus responsabilidades, y también trae a otros al camino para que logren llevar a cabo sus responsabilidades. Este es tu deber. Recuerda, una gran promesa, una misión, se encuentra delante de ti. Has venido a este mundo para cumplir esa misión. La victoria sin duda será tuya.
Shrii Shrii Anandamurtijii
(Seleccionada de "Ananda Vacanamrtam" Parte 26) - ( Spanish )

Ananda Vanii
(Ano Novo - 2011)
O dharma (natureza humana sutil) está associado à conduta. Devo apenas dizer isto: estabeleça-se firmemente em Yama e Niyama (Princípios Éticos). Faça sadhana (prática espiritual) com regularidade e faça da propagação do dharma um compromisso de sua vida. Você verá que não apenas você como também todas as outras pessoas virtuosas chegarão à vitória. Enquanto viver nesta Terra, mantenha-se firme no cumprimento de suas responsabilidades, e também inspire outros a cumprirem suas respectivas responsabilidades. Essa é a sua tarefa. Lembre-se: uma grande promessa, uma missão, apresenta-se diante de você. Você veio a este mundo para cumprir essa missão. Certamente, a vitória estará com vocês.
Shrii Shrii Anandamurti
(trecho extraído de "Ananda Vacanamrtam" - Parte 26 ) - ( Portuguese)
Ananda Vanii
New years day -2011
Le Dharma est relié à la conduite. Je vais seulement vous dire : soyez fermement établis dans le Yama et le Niyama. Faites votre Sadhana régulièrement et faites de la propagation du Dharma le voeu de votre vie. Vous verrez que vous et tous les gens vertueux allez atteindre la victoire. Tant que vous vivez sur cete Terre, continuez d'accomplir vos responsanilités, mais aussi amenez les autres vers le chemin de l'accomplissememt de leurs responsabilités, c'est votre devoir. Rappelez-vous, un grand voeu, une mission, s'étend devant vous. Vous êtes venu dans ce monde pour accomplir cette mission. La victoire sera assurément la votre.
Shrii Shrii Anandamurti - ( French)
Ananda Vanii
(Capodanno 2011)
Dharma è legato alla condotta. Vi dico soltanto: "siate fermamente diligenti in Yama e Niyama. Fate Sadhana regolarmente e rendete la propagazione del Dharma la promessa della vostra vita. Vedrete che sia voi che tutte le persone virtuose otterranno la vittoria. Finché vivrete su questa Terra prendetevi le vostre responsabilità e portate anche gli altri su questa strada di farsi carico delle proprie responsabilità. Questo è il vostro dovere. Ricordate, un grande impegno, una grande missione è di fronte a voi. Siete venuti su questa Terra per compiere questa missione. La vittoria sarà sicuramente vostra.
Shrii Shrii Anandamurti
(Selezionato da "Ananda Vacanamrtam" Parte 26) - Italiano
Ananda Vanii
( Neujahr`s Tag - 2011 )
Dharma steht mit dem Verhalten in Verbindung. Ich sage dir nur: Sei fest in Yama und Niyama etabliert. Tue regelmäßig Sadhana und mache die Verbreitung von Dharma zum Gelübde deines Lebens. Du wirst sehen, dass beide du und alle tugendhaften Leute siegreich sein werden. Erfülle deine Verantwortung solange du auf dieser Erde lebst und bringe andere auf den Weg ihre Verantwortung zu erfüllen. Dies ist deine Pflicht. Erinnere dich, ein großes Gelübde, ein Auftrag liegt vor dir. Du bist auf die Welt gekommen, um diesen Auftrag zu erfüllen. Du wirst sicher siegreich sein.
Shrii Shrii Anandamurtijii
( zitiert aus "Ananda Vacanamrtam" Teil 26 ) - ( German)
喜悅訊息
(2011年元旦日)
「法性」(Dharma)是與行為緊密相連的。我將只告訴你們:堅實地將自身建立在「外在行為控制」(Yama) 與「內在行為控制」(Niyama) 上;規律地做你的「靈性鍛鍊」(Sa’dhana’);並且使「法性推廣」成為你生命的誓約。你們將會看到你們和所有有美德的人皆將獲得勝利。
只要你們還活在這世界上,就要持續地履行你們的責任,並且帶領其他人行走在履行其責任的道路上。這是你們的職責。記住:一個偉大的誓約、一個使命就在你的面前,你來到這個世界是為了圓滿那個使命。勝利將必然是你們的。
-- 師利 師利 阿南達慕提
(節錄自「喜悅甘露集」卷二十六) - (中文Chinese)
Ananda Vanii
New years day -2011
Dharma adalah berhubungan dengan tindakan. Saya hanya akan memberitahumu : Teguhlah dalam melakukan Yama dan Niyama. Lakukan sadhana secara teratur dan buatlah darma meresap dan menjadi sumpah dalam hidupmu. Kalian akan melihat bahwa kalian dan semua orang bijak akan mencapai kemenangan. Selama kalian tinggal di bumi ini, terus menjalankan tanggung jawab kalian, dan juga membawa orang lain ke jalan dimana mereka melaksanakan tanggung jawab mereka sendiri. Ini adalah tugas kalian. Ingatlah, sebuah sumpah yang besar, sebuah misi, terletak di depan kalian. Kalian telah datang ke dunia ini untuk memenuhi misi tersebut. Kemenangan pasti akan menjadi milik kalian.
Shrii Shrii Anandamurti
(Dipilih dari "Ananda Vacanamrtam" Bagian 26) - ( Indonesian)
Ananda Vanii
Bagong Taon 2011
Ang Dharma ay may kaugnayan sa ugali. Sasabihin ko lamang sa iyo: Maging
matatag sa Yama at Niyama. Mag sadhana lagi at gawin ang pagpapalaganap ng
Dharma ang maging panata ng iyong buhay. Makikita mo na ikaw, siya at ang
lahat ng mga taong banal ay makakamit ang tagumpay. Habang nabubuhay ka sa
lupang ito, pananatilihin ang pagtupad ng iyong mga pananagutan, at dalhin
din ang iba sa tamang landas ng pagtupad ng kanilang mga pananagutan. Ito
ang iyong tungkulin. Tandaan, ang isang dakilang panata, ang isang misyon,
ay nakasalalay sa iyong mga kamay. Ikaw ay dumating sa mundong ito upang
tuparin ang misyon na ito. Tagumpay ay tiyak na magiging iyo.
Shrii Shrii Anandamurti
(Pinili mula sa "Ananda Vacanamrtam" 26 na bahagi) - ( Tagalog)
19/12/2010
16/12/2010
09/12/2010
05/12/2010
A Missão de Vocês
Shrii Prabhat Ranjan Sarkar
Dezembro de 1966.
Os seres humanos não são capazes de propagarem uma grande ideologia somente com seu conhecimento, seus intelectos ou através de suas posições sociais. A conduta humana torna-se purificada através de práticas intuicionais [1]. Não é necessário que a pessoa provenha de uma família assim-chamada distinta, ou que ela tenha completado um estudo universitário. Em vez disso, esses fatores podem criar uma falsa vaidade na mente da pessoa, que ao final irá colocar-se como obstáculo no caminho da reforma da sua própria conduta.
Neste nosso universo, duas forças estão operando lado a lado: a sutil e a estática. Algumas vezes a força sutil domina, e em outros momentos, a força estática domina. Não há espaço para um pacto entre essas forças. Os seres humanos terão de marchar adiante em meio à batalha incessante entre essas forças opositoras. Na sociedade, por um lado vemos as hordas de elementos antissociais, e por outro lado, percebemos um sentimento de frustração entre os moralistas [2]. Esses moralistas desenvolveram, assim, uma tendência a saírem da sociedade. Com mais riqueza e força, os elementos antissociais estão em um posição vantajosa, e os moralistas parecem ser os culpados. Esse estado de coisas não é nem desejável, nem apropriado, e não se deve permitir que continue.

Portanto, o dever de vocês é triplo.
[1] O seu primeiro dever é seguir a moralidade e fazer práticas intuicionais. Sem isso, vocês não conseguirão ter determinação mental.
[2] O seu próximo dever é unir os moralistas do mundo – pois, de outro modo, o Dharma não sobreviverá. As massas exploradas que não seguem Yama e Niyama – os princípios morais fundamentais – não têm capacidade para lutar contra o seu próprio sentimento de frustração. Portanto, é necessário unir os moralistas. Esse será o verdadeiro Dharma de vocês. Vocês se tornarão grandes fazendo isso, porque a ideação no Grande torna uma pessoa grande.
[3] E no terceiro estágio, vocês terão de lutar impiedosamente contra o pecado, onde quer que ele esteja enraizado neste mundo.
Você precisam propagar essa missão de porta em porta. Nenhum partido político, ou nenhuma instituição assim-chamada religiosa, poderão trazer a salvação. Louvar Deus em concertos com tambores e címbalos tampouco irá trazer a salvação, porque isto não fará com que os pecadores se curvem. Para conter o ataque maciço dos imoralistas hoje em dia, armas são mais necessárias do que tambores e címbalos.[4]
Não é possível lutar contra o pecado enquanto houver alguma fraqueza na mente de vocês. Nessa luta, o objetivo de vocês não é o pecado ou o pecador: o objetivo de vocês é a Consciência Suprema. Qualquer coisa que se interponha no caminho rumo a isso terá de ser removida sem piedade. Quando nuvens se adensam em torno da estrela polar e a cobrem, o dever de vocês é remover as nuvens e seguir a estrela polar sem se importar em olhar aonde as nuvens foram parar.[5] Se vocês sempre pensarem no seu inimigo, as suas mentes irão adotar as más qualidades do seu objeto de ideação – mas se o Ser Supremo for a meta de vocês, as suas mentes serão metamorfoseadas no próprio Ser Supremo.
Lembrem-se: vocês têm que servir a humanidade. Vocês têm que dedicar-se à causa da humanidade como um todo. A vida de vocês é valiosa; o tempo de vocês é ainda muito mais valioso. Vocês não deveriam desperdiçar nenhum momento. A tarefa é gloriosa. A tarefa é nova. Levem uma vida de guerreiros e lutem constantemente contra todos os males. Vocês serão vitoriosos. Portanto, marchem avante!
* * *
Título Original: “Your Mission”
Tradução: Mahesh – Florianópolis: 30 de novembro; 04 de dezembro de 2010.
Fonte: Edição Eletrônica das Obras de P. R. Sarkar – versão 7.5 (em inglês).
Publicado em:
Prout in a Nutshell Volume 4 Part 18 [uma compilação]
Supreme Expression Volume 2 [uma compilação]
(Obras ainda não publicadas no Brasil.)
[1] Práticas intuicionais (também denominadas coletivamente de sádhaná) são aquelas que propiciam o desenvolvimento da intuição de cada indivíduo – ou, dito de outra forma mais ampla, o seu desenvolvimento espiritual; subentende-se pelo termo “práticas” que isto se dá através de uma abordagem prática e sistemática. A meditação, ou um sistema de meditação, são exemplos disso.
[2] “Moralistas” são, neste contexto, aquelas pessoas que seguem princípios éticos universais (sintetizados na forma dos dez princípios de Yama e Niyama) – ou, também, que estão comprometidas com o seu dharma (e portanto empenhadas em desenvolvê-lo).
[3] Esta é uma referência indireta à batalha de Kurukshetra no Mahabharata, em que o exército dos cinco pandavas (liderados por Krishna) derrotou o exército dos cem kaoravas.
[4] Vendo os horrores de guerras motivadas por interesses escusos e justificadas com mentiras, muitas pessoas que buscam a paz acabam pregando a não-violência como alternativa à violência irracional. A personalidade de Mahatma Gandhi e o movimento liderado por ele aparecem como exemplos ou mesmo ícones desse suposto método de resolução de injustiças sociais. O autor procurou expôr e demonstrar, argumentando abundantemente, as falhas dessa abordagem.
[5] Um exemplo disso – com uma boa dose de imaginação, ou exercício de futurologia – pode ser o esforço para se implementar ou construir uma democracia econômica. A descentralização econômica que inevitavelmente acompanhará esse esforço necessariamente implicará na redução e eventual eliminação do poder econômico dos grandes capitalistas, pois tenderá a solapar a concentração ou centralização econômica na qual o poder deles se baseia. Naturalmente eles irão sentir isso, e tenderão a buscar as causas dessa oposição e lutar para eliminá-las, para prolongarem seu poder. Nisto eles poderão enfrentar dificuldades e, caso não tenham sucesso, podemos supor que sofrerão com suas perdas. Mas que razão temos para nos preocupar com a perda das suas fortunas acumuladas, e dos seus impérios econômicos, e de toda a rede de dominação social que encabeçam, quando comparamos o sofrimento dessas pessoas com o das pessoas que sofrem por não terem o que comer, ou onde morar?
02/12/2010
Karpat́a a Karśú
Discurso de Shrii Shrii Anandamurti
25 de Janeiro de 1986, Calcutá
Kali
Kal + i = kali. O significado etimológico da palavra é “aquilo que é principalmente som” – mais conversa do que ação.Mukhena máritaḿ jagat. O significado coloquial da palavra kali é “a quarta yuga, ou yuga final, do kalpa”. O outro significado etimológico da palavra kali é “mover-se ao mesmo tempo em que se mede” – ou seja, é aquela época em que as pessoas medem e compreendem tudo, fazendo as coisas cuidadosamente, devido à magnanimidade das suas mentes.

Na opinião de muitas pessoas, existem quatro yugas em uma kalpa: satya, tretá, dvápara e kali. Na satya yuga tem-se jiňána-bhakti-karma [conhecimento, devoção e ação] – uma harmonia auspiciosa entre esses três aspectos. Ao mesmo tempo, na Satya yuga tem-se a predominância de sádhaná [prática espiritual]. As pessoas aceitam a renúncia pelo propósito da sádhaná; elas praticam austeridades. Por essa razão, a Satya yuga também é chamada de Krta yuga [krta significa “realizado, feito”].
Uttiśt́han tretá bhavati, krtam' sampadyate caran'.
“Na Tretá yuga tem-se a predominância da devoção; contudo, as austeridades da jiňána-karma sádhaná também são praticadas.”
Na Dvápara yuga tem-se a predominância da ação; contudo, as austeridades da jiňána-bhakti sádhaná também são praticadas.
Na Kali yuga tem-se a predominância da conversa. Na Kali yuga os seres vivos têm vida curta – eles desperdiçam seu curto tempo de vida em conversas supérfluas e em artifícios verbais.
Kalpa
Kalp + ac = kalpa. O significado etimológico da palavra kalpa é “o estado da imaginação”; coloquialmente kalpa significa:
1) A medição mental da motividade da ação, ou divisão do tempo.
2) O nome coletivo de Kali, Dvápara, Tretá e Satya Yugas. O término de um ciclo das quatro yugas é chamado de kalpánta. De acordo com a crença popular, se uma pessoa possui devoção, então ela irá obter a liberação nesta mesma kalpánta, independentemente de ela ter ou não quaisquer outras qualidades. Uma pessoa devota normalmente tem paciência e, portanto, não mistura outras coisas com a sua devoção. Ela permanece absorta na sua devoção, com a crença de que, se não hoje, então na kalpánta ela irá obter a liberação.
* * *
Tradução: Mahesh, Florianópolis, 20 de janeiro de 2010.
Publicado em: The Electronic Edition of the Works of P. R. Sarkar – versão 7 (EE7)
Shabda Cayaniká Part 3 [ainda não publicado em português]
Na Kali Yuga, a Força está em um Coletivo Organizado
Discurso de Shrii Shrii Anandamurti
30 de Dezembro de 1978, Patna
Diz-se que Saḿghe shaktih Kalao Yuge. [O significado disto é que] Na Kali Yuga, quer dizer, na assim-chamada “Era de Ferro”, a força real está em um coletivo [1] organizado. Isto equivale a dizer que as pessoas deveriam viver unidas.
Por quê?
No início da história humana, na assim chamada “Era de Ouro” ou Satya Yuga – no alvorecer da civilização humana –, as pessoas aceitaram o dharma [2] com sinceridade completa. Atingir o átman ou alma era o único objetivo querido dessas pessoas antigas. Eles iriam viver pelo átman delas e morrer pelo átman delas. Com relação ao direito de se fazer práticas espirituais, elas não iriam discriminar ninguém, nem mesmo amigos ou inimigos. Elas tinham tolerância com qualquer pessoa. Elas iriam até mesmo dar oportunidades especiais para seus inimigos declarados, para que aprendessem práticas espirituais. Com relação a isto, elas jamais perderam o seu espírito coletivo.

Contudo, com a passagem do tempo, as diferenças de opinião entre os membros da sociedade aumentou. Vocês todos sabem que entre as pessoas educadas são comuns diferenças de opinião.
Shrutayo vibhinnáh smrtayo vibhinnáh
Naekamuniryasya mataḿ na bhinnam
Dharmasaya tattvaḿ nihitaḿ guháyám
Mahájano jena datah sa panthá.
[As escrituras variam, os códigos sociais diferem. Cada sábio tem uma opinião diferente. A essência do dharma está nas profundezas da mente. A pessoa realizada segue o caminho verdadeiro.]
Devido a essas diferenças, houve ainda mais degeneração e a humanidade entrou na Dvápara Yuga: a assim-chamada “Era de Cobre”. As pessoas ficaram mais focadas no corpo. À menor provocação, elas aniquilariam seus inimigos. É evidente que criaturas focadas no corpo são mais degeneradas do que criaturas focadas na mente.
Então veio Kali Yuga, a era atual. As pessoas desta era são focadas na comidas, e são grosseiramente materialistas. Comer é uma parte tão importante das suas vidas que, se houver falta de comida, elas pensam que certamente irão morrer. A existência delas é tão dependente de comida que elas ficam frágeis e perdem a vitalidade delas para continuar fazendo práticas espirituais vigorosas.
Vocês não deveriam depender tanto de comida. É por isso que eu prescrevi o jejum quatro dias por mês para algumas pessoas, e dois dias por mês para outras, e pessoalmente eu demonstrei, ao jejuar por cinco anos e oito meses de uma só vez, que se as pessoas tentarem, elas podem ficar sem comida. Se a dependência de uma pessoa em relação à comida diminuir, ela vai adquirir mais liberdade em algum aspecto particular da vida.
Na Kali Yuga, como eu disse, as pessoas estão obcecadas demais com comida e com outros objetos materiais. É por isso que se disse: Saḿghe shaktih kalao yuge.
É impossível resolver sozinho os problemas agudos de alimentação, cuidados médicos, habitação e educação com os quais nós nos confrontamos hoje em dia. Isto requer um esforço coletivo, organizado, seguindo o espírito de devábhágaḿ yathá púrve[nos dias antigos, os deuses costumavam compartilhar seu alimento].[3] Tendo este objetivo em vista, eu formulei uma filosofia sócio-econômica.[4] Quanto mais cedo vocês forem capazes de implementar coletivamente essa filosofia, melhor será para a sociedade. Ao mesmo tempo vocês devem sempre lembrar-se de manterem controle sobre a comida. Não dependam tanto de comida.
Pessoalmente eu não acredito que nessa divisão de tempo em Satya, Tretá, Dvápara e Kali Yugas, ainda que eu admita que há alguma verdade no seu espírito subjacente.[5] Vocês devem sempre lembrar-se que Kali Yuga – quando as pessoas estão continuamente obcecadas por comida – também é uma fase transitória e será seguida por uma nova Satya Yuga, quando as pessoas novamente ficarem mais focadas na alma. A Satya Yuga irá começar assim que vocês implementarem a ideologia sócio-econômica. Através dos seus esforços coletivos, que Satya Yuga seja estabelecida nesta terra poeirenta o quanto antes. Que vocês sejam vitoriosos!
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Tradução: Mahesh, Florianópolis, 13 de janeiro de 2010.
Publicado em: The Electronic Edition of the Works of P. R. Sarkar – versão 7 (EE7)
Ánanda Vacanámrtam Part 7 [ainda não publicado em português]
[1] O autor usa o termo body, que pode significar “corpo”, ou também ter o sentido de “grupo”, “conjunto de partes” ou “coletivo”. Pelo contexto, fica claro que este segundo sentido é especialmente visado pelo autor.
[2] Dharma significa, aproximadamente, a natureza humana, implicando também o objetivo visado com o desenvolvimento ou prática dessa natureza.
[3] O autor cita um trecho do mantra “Samgacchadvam”, normalmente entoado nos encontros de dharmachakra.
[4] O autor refere-se à Teoria da Utilização Progressiva (PROUT), que foi apresentada como uma parte – o quinto e último capítulo – de seu tratado filosófico Ananda Sutram.
[5] Isto significa que as fases temporais das várias yugas não correspondem a fases históricas de desenvolvimento da humanidade. A este respeito, o autor propôs a teoria dos ciclos sociais – uma teoria sobre a dinâmica dos coletivos humanos, apresentada como uma parte de sua teoria PROUT (especificamente os primeiros 7 princípios, dentre os 16 princípios de PROUT). Por outro lado, em outras ocasiões o autor deu à divisão das yugas um sentido mais individual e psicológico – eventualmente também com um sentido mais coletivo.
