22/09/2013

Inteligência espiritual: Todos temos um "Ponto de Deus" no cérebro

:   No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava a pessoa ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. Hoje, novas descobertas apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era também no mundo dos negócios


08/09/2013

Abharta kirtan. Babanam Kevalam

A HUMANIDADE ESTÁ NO LIMIAR DE UMA NOVA ERA



            Na fase primordial da civilização humana, há cerca de um milhão de anos, quando os seres humanos mal haviam se desenvolvido aqui na Terra, os seus cérebros eram pequenos e suas células nervosas tinham capacidade muito limitada para pensar e expressar idéias. Mas agora, os seres humanos são criaturas desenvolvidas; os seus cérebros tiveram um aumento considerável em tamanho, e suas células nervosas estão mais desenvolvidas e podem elaborar mais pensamentos.
            Os seres humanos dessa fase primordial da existência eram quase como animais; havia pouca diferença entre os primatas, os proto-primatas e os humanos. A civilização humana estava na sua fase embrionária; não havia nenhuma vida sócio-econômico-cultural e dificilmente havia qualquer vida espiritual.
            O tempo passou. A humanidade passou por muitas transmutações. As ideias humanas também passaram por mudanças que resultaram no desenvolvimento das células humanas – células protoplásmicas no âmbito físico e células nervosas no campo da intelectualidade. Algumas pessoas se destacaram e se tornaram líderes da sociedade, daí se iniciou a veneração pelos heróis. Esta foi a primeira fase, a fase rudimentar da vida sócio-econômico-cultural humana. Uma grande aceleração da espiritualidade ocorreu e os valores humanos aumentaram. Esta foi uma nova era na existência humana. Mal havia vida econômica, mas havia um pouco de vida social e cultural.
             As metamorfoses continuaram. Era após era se passaram, e muitos eventos marcaram época, alguns muito importantes outros não. O conjunto de todos esses eventos se tornou a história da humanidade pré-histórica.
            Então, finalmente, nessa primeira fase da pré-história, a era da intelectualidade se iniciou. Nessa era certamente havia muito mais extravagâncias intelectuais. Os dogmas tomaram o espaço da simplicidade; e, em nome de tantas fés, crenças e cultos, muitos dogma conduziram a vida social. Esses cultos, crenças e fés não contribuíram para elevar o progresso coletivo dos seres humanos – na verdade, eles prejudicaram a nossa sociedade coletivamente, não apenas em um ponto determinado da Terra mas por todo o mundo. Estes dogmas eram a via principal da vida humana e a maioria da sociedade estava motivada por eles. Aqueles que se guiavam pela racionalidade e resistiam a esses dogmas, eram tratados como pessoas indesejáveis.
            Mas, após essa fase, esses dogmas rapidamente foram substituídos pela racionalidade. Os seres humano com seus cérebros e células nervosas desenvolvidas começaram a sentir que não deviam trabalhar somente para uma tribo, um clã ou uma nação, em particular, mas que deviam trabalhar para a humanidade do cosmo inteiro.
            Porém, mesmo essa visão expandida não será o suficiente para nos fazer merecedores desta forma humana. Na presente era, devemos uma vez mais pensar no que fazer. A humanidade constitui o ápice da existência? Não, não, não, certamente não. O universo não consiste apenas de seres humanos; outras criaturas, outros animais e as plantas também possuem o direito de viver. Portanto, o nosso universo não é o universo dos seres humanos apenas, mas o universo de todos – de todas as entidades criadas, tanto animadas como inanimadas.
            A humanidade está, agora, no limiar de uma nova era. Esta nossa era é a era do neo-humanismo – a humanidade que provê o elixir da vida para cada um e para todos. Nós somos para todos, e com todos os recursos da existência, temos que construir uma sociedade humana, uma sociedade neo-humanista. Portanto, não devemos perder nosso tempo – deve existir máxima utilização de todas as potencialidades humanas. Se nos atrasarmos no cumprimento de nossas obrigações, as nuvens negras da destruição completa subjugará a nossa existência. Devemos estar conscientes disso; e não devemos perder nem mesmo um único momento de nossa valiosa existência.
            Tantos eventos históricos, tantos eventos para entrarem nos anais da história estão por ser criados por nós – devemos assumir esta grande responsabilidade pelas eras futuras. Dogmas, nunca mais; dogma nunca mais – esta é a era do neo-humanismo.
            Os sentimentos de toda humanidade são os mesmos; as expectativas de uma vida digna são as mesmas para todos. As exigências e as necessidades de todos os seres humanos são as mesmas, e assim a humanidade é uma entidade singular — é una e indivisível. Portanto, devemos manter equilíbrio entre os diferentes seres humanos por um desenvolvimento global, sem discriminação de casta, crença ou nacionalidade. Não deve existir nenhuma escassez de água e alimento no mundo. Ainda existem muitos lugares onde há água em abundância, e onde a produção de alimentos pode ser aumentada. Logo, todos esses potenciais podem ser distribuídos por todo o mundo. Em nenhum lugar do mundo as pessoas devem morrer de fome. Nós somos para todos os outros – e todas as coisas são para todas as pessoas.
           Quantos evangelhos da paz, quantos textos e sermões já foram pregados. Mas, os assim-chamados “apóstolos da paz” não foram sinceros em sua missão. Não queremos mais sermões – queremos algo prático para o benefício de toda a raça humana, e, como resultado da elevação de todos os seres humanos, todas as entidades animadas e inanimadas também serão elevadas. Logo, o que é necessário agora é a elevação da mente humana e do espírito humano. Não necessitamos de mais dogmas – necessitamos cada vez mais de racionalidade, de movermo-nos para o objetivo final, Parama Purusá, o Desideratum Supremo, o núcleo universal do cosmos.
            Muitas ondas vibratórias já foram emanadas do Núcleo da ordem cosmológica. Cada existência tem o seu próprio comprimento de onda e ritmo peculiar; porém quando o movimento é na direção da Entidade Suprema, todos os diferentes ritmos se tornam um. Tantas cores existem se movendo, com tantos comprimentos de onda – mas quando elas forem até a Etapa Final Suprema, e todos os ritmos forem unificados, haverá a unidade completa. Não haverá nenhuma heterogeneidade; todas as coisas se tornarão homogêneas na etapa final de nossa marcha universal.
            Portanto, somente o neo-humanismo pode salvar o nosso universo, somente ele pode salvar a existência humana. Assim, devemos agora, cantar as canções do neo-humanismo. Devemos esquecer todos os erros do passado. Temos um futuro radiante – a luz carmim desse futuro está irrompendo pelo horizonte escuro do presente. Devemos dar-lhe as boas-vindas – não há outra alternativa a não ser essa.
            Quando estivermos predispostos à alegria, deveremos distribuí-la por todo o universo – que todos os corações em todo o universo criado dancem em êxtase. Este é o objetivo do momento presente: nós somos para todos, nós somos para o progresso neo-humanista de todo o universo.
           
P.R.SARKAR - (Abhimata, 5/103 – Ranchi/Índia, 26/05/1984)

25/08/2013

Noite de Todas As Almas - All Souls Night - Loreena McKennitt - Lyrics

                                                    

All Souls Night

Bonfires dot the rolling hillsides
Figures dance around and around
To drums that pulse out echoes of darkness
Moving to the pagan sound.
Somewhere in a hidden memory
Images float before my eyes
Of fragrant nights of straw and of bonfires
And dancing till the next sunrise.
CHORUS
I can see lights in the distance
Trembling in the dark cloak of night
Candles and lanterns are dancing, dancing
A waltz on All Souls Night.
Figures of cornstalks bend in the shadows
Held up tall as the flames leap high
The green knight holds the holly bush
To mark where the old year passes by.
CHORUS
I can see lights in the distance
Trembling in the dark cloak of night
Candles and lanterns are dancing, dancing
A waltz on All Souls Night.
Bonfires dot the rolling hillsides
Figures dance around and around
To drums that pulse out echoes of darkness
Moving to the pagan sound.
Standing on the bridge that crosses
The river that goes out to the sea
The wind is full of a thousand voices
They pass by the bridge and me.
CHORUS
I can see lights in the distance
Trembling in the dark cloak of night
Candles and lanterns are dancing, dancing
A waltz on All Souls Night.
CHORUS
I can see lights in the distance
Trembling in the dark cloak of night
Candles and lanterns are dancing, dancing
A waltz on All Souls Night.

Noite de Todas As Almas

A Noite de todas as almas
Fogueiras pontuam as encostas onduladas.
Espectros dançam ao redor e ao redor.
Tambores pulsam para longe os ecos da escuridão,
Movimentando ao som pagão.
Em algum lugar dentro de uma memória oculta,
Imagens flutuam diante dos meus olhos.
Das perfumadas noites das palhas e das fogueiras
E dançando até o próximo nascer do Sol
Eu posso ver luzes na distância,
Tremulantes no manto escuro da noite.
Velas e lanternas estão dançando, dançando,
Uma valsa pela Noite de Todas as Almas.
Figuras de talos de trigo curvam-se nas sombras
Sustentando-se bem alto como as enormes chamas a pulsarem
O cavaleiro verde adentra a mata sagrada
Para indicar por onde o ano velho vai nos deixar.
Eu posso ver luzes na distância,
tremulantes no manto escuro da noite.
Velas e lanternas estão dançando, dançando,
uma valsa pela noite de todas as almas.
Fogueiras pontuam as encostas onduladas.
Espectros dançam ao redor e ao redor.
Tambores pulsam para longe os ecos da escuridão,
E movimentando ao som pagão.
Na ponte por onde passa
O rio que vai-se embora para o mar.
O vento está saturado de milhares de vozes.
Elas caminham próximas à ponte e a mim.
Eu posso ver luzes na distância,
tremulantes no manto escuro da noite.
Velas e lanternas estão dançando, dançando,
uma valsa pela noite de todas as almas.

LOREENA McKENNITT - Dante's Prayer - Oração de Dante


                                                        

Dante's Prayer

When the dark wood fell before me
And all the paths were overgrown
When the priests of pride say there is no other way
I tilled the sorrows of stone
I did not believe because I could not see
Though you came to me in the night
When the dawn seemed forever lost
You showed me your love in the light of the stars
Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me
Then the mountain rose before me
By the deep well of desire
From the fountain of forgiveness
Beyond the ice and fire
Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me
Though we share this humble path, alone
How fragile is the heart
Oh give these clay feet wings to fly
To touch the face of the stars
Breathe life into this feeble heart
Lift this mortal veil of fear
Take these crumbled hopes, etched with tears
We'll rise above these earthly cares
Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me
Please remember me

Oração de Dante

[Oração de Dante]
Quando a floresta escura caiu diante de mim
E todos os caminhos estavam encobertos
Quando padres do orgulho dizem não haver outro caminho
Eu cultivo a tristeza de pedra
Eu não acreditei porque não podia ver
Embora você tenha vindo a mim durante a noite
Quando a aurora parecia para sempre perdida
Você mostrou-me o seu amor na luz das estrelas
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim
Então a montanha elevou-se diante de mim
Pelo vão profundo de desejo
Da fonte de perdão
Além do gelo e do fogo
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim
Embora nós partilhemos este humilde caminho, sozinhos
Quão frágil é o coração
Oh! Dê a estes pés de barro asas para voar
Para tocar a face das estrelas
respire vida dentro deste fraco coração
Levante este véu mortal de medo
Pegue estas esperanças despedaçadas, gravadas com lágrimas
Nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos
Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim
Por favor, lembre-se de mim

10/07/2013

A ESPIRITUALIDADE PERFEITA E O NEO-HUMANISMO



            O tópico do discurso de hoje é A espiritualidade perfeita e o neo-humanismo. O espírito interno do caminho da Sádhaná é expresso no verso abaixo:

            Yacchet Va’un Manasi Pra’jinas’

Tad Yacchet Jina’nama’tmani

Jina’nama’tmani Mahati Niyacchate

Tad Yacchet Cha’ntamatmani

A fase completa do culto divino está dividida em diferentes subfases. Na primeira fase, a pessoa retrai sua mente do mundo físico externo e se estabelece no domínio do “eu-objetivado” (Citta[1]), isto é, no sentimento do “eu” objetivado (o “eu” objetivado externo-interno e não o “eu” objetivado intro-externo). E, sob tais circunstâncias, o que acontece? Certamente ela estabelece controle total ou parcial sobre o mundo físico, ficando assim na posição de poder ajudar o mundo nessa área, senão totalmente por certo parcialmente. Porém, quando a mente é guiada por certos dogmas, ela não pode ter uma idéia clara do mundo físico. Assim chegará o dia em que ela falhará no cumprimento de sua obrigação na esfera do movimento extro-interno.


Da mesma forma, na segunda fase, o “eu-objetivado”, os sentimentos do eu-objetivado da mente são retraídos da esfera da ação e estabelecidos no sentimento puro do “eu-realizador” (Ahamtattva). Sob tais circunstâncias, é natural que as pessoas sintam todas as agonias e sofrimentos, todos os prazeres e alegrias da mente humana e ajudem o mundo de acordo com as necessidades – ajudem o mundo inteiro, não apenas o mundo vivo, mas também o inanimado, tornando-se assim legados para toda a sociedade humana. Quer dizer, a sua abordagem deve ser neo-humanista. Porém, se a mente não estiver pura, se estiver influenciada por dogmas, então, certamente, mesmo que as pessoas sejam aspirantes espirituais, não poderão se tornar um legado para a sociedade humana. Mesmo que façam Sádhaná 20 horas por dia, podem estar certos de que a Sádhaná delas não será a do caminho correto, porque o seu caminho não será o do neo-humanismo. Será um caminho imperfeito – um caminho dividido pelos dogmas.

E a terceira fase é quando o ego (Ahamtattva) se une ao sentimento do “eu” puro (Mahatattva). Aqui a pessoa experimenta o encanto não somente de todas as mentes humanas, mas o encanto de todas as criaturas vivas – na verdade, o encanto da vida em todo o universo.



              Pra’na’n’h Yatha’tmano’bhiist’ah
             Bhu’ta’na’m Api te Tatha’
    A’tmaopamyena Bhu’ta’na’m
      Dayam’ Kurvanti Sa'dhavah.



“Da mesma forma que a vida de uma pessoa é preciosa para ela, a vida das outras criaturas é igualmente preciosa para elas. Aqueles que percebem esta verdade são os verdadeiros Sádhakas.”



Nesta fase da Sádhaná, os Sádhakas adquirem a consciência de que os seres vivos são semelhantes a eles. Participando da dor e da alegria de todos os seres vivos, eles ajudam todas as criaturas.

E vocês sabem, este charme da vida não está associado apenas à flora e à fauna, mas também a todas as entidades, mesmo os objetos inanimados – o ouro, o ferro, a água e todas as coisas – porque todas essas coisas vivem neste universo, tudo está dançando no ritmo de Parama Purusá.

Mas onde essa mentalidade está ausente, quando as pessoas são guiadas mais por Ahamtattva (ego), elas dizem “Eu faço, eu dou. Isto foi feito por mim, aquilo foi feito por mim etc.” No final, isto culminará no sentimento puro do eu (Mahatattva), o qual não é afetado por nenhum senso de ego ou vaidade. Mas, embora as pessoas neste estágio estejam se movendo no caminho da Sádhaná, mesmo assim ainda existe alguma imperfeição nelas. Suas mentes não inspiram e nem sensibilizam as mentes dos outros. Elas não despertam sentimentos de sublimação do “eu” nos outros, porque estão muito preocupadas consigo mesmas. A sua abordagem é defeituosa; o seu caminho não é o caminho do neo-humanismo.

Quando os aspirantes espirituais entrarem na fase final e se tornarem um com Parama Purusá, por certo não permanecerá nenhuma dualidade neles. Eles irão para Ele, todas as coisas virão d’Ele, permanecerão n’Ele e retornarão a Ele. Não haverá qualquer dualidade para eles. Todas as coisas serão deles, e eles serão de todos os seres.

Assim, sob tais circunstâncias, as pessoas não podem afirmar: “Eu sou o mensageiro de Deus, e o que eu digo é a verdade. Aqueles que me seguem são abençoados e os outros são amaldiçoados.” Aqueles que pensam assim não são guiados pelo espírito do universalismo, e, deve-se compreender que eles nunca alcançarão o Objetivo Supremo da vida. Eles não são nem apóstolos, nem profetas, nem almas realizadas. Eles mesmos estão seguindo um caminho imperfeito – não um caminho do neo-humanismo – e explicam as coisas de uma forma errada para os outros. Até agora, as pessoas os têm obedecido por medo, mas, na realidade, eles apenas as confundem.

Agora, a questão final é que aqueles que estão estabelecidos no Conhecimento Cósmico, no Principio Cognitivo Cósmico, certamente fazem alguma coisa pelo universo, tanto através de seus atos como de seus pensamentos. Aqueles que nada fazem estão distantes dessa Posição Suprema ou a perderão no último momento, exatamente antes de alcançarem a salvação.

Porém, aqueles que de fato alcançaram a salvação, a emancipação final, devem se estabelecer no neo-humanismo no momento exato de sua união com Parama Purusá – nem que seja por alguns momentos. De outra forma, será impossível para eles se estabelecerem na espiritualidade perfeita e alcançarem Parama Purusá. O neo-humanismo é a última palavra para alcançar Parama Purusá.

Aqueles que não aceitaram o neo-humanismo desde o princípio – que só o aceitaram no estágio final – também seguiam um caminho imperfeito. Talvez, pessoalmente, eles não tenham perdido nada, mas certamente houve perda coletiva para toda a humanidade, pois o mundo foi privado de seus serviços. Se eles realmente tivessem aceito o neo-humanismo desde o primeiro passo de seu movimento espiritual, então, as árvores, as plantas e os animais e as outras criaturas – todo o mundo animado e inanimado teriam sido muito beneficiados. Mas como eles não aceitaram isso na sua jornada inicial, o mundo saiu perdendo.

E aqueles que declaram estar estabelecidos na espiritualidade pura, na espiritualidade perfeita, mas não mostram nenhum reflexo do neo-humanismo ao lidar com o mundo material – aqueles que têm as suas mentes tomadas por tendências que propiciam a divisão, que querem manter uma comunidade separada da outra e criar confusão na mente dos outros, em nome das escrituras – é preciso que fique bem claro que, o quer que tenha sido dito sobre essas pessoas, não é verdadeiro. Se o caminho que alguém segue não é verdadeiro, então, é impossível chegar ao objetivo. O neo-humanismo é o único caminho – os seres humanos terão que aceitá-lo mais dia, menos dia.

P.R.Sarkar (S.S. Parte XVI – D.M.C., Ánanda Nagar, 01/01/1983)



[1] N.T.: A mente humana possui três estados: 1) o estado mais denso é Citta¸ ou placa mental, que é onde se formam as imagens captadas pelos sentidos; 2) Ahamttava, ou ego, representa o sentimento de “eu faço” – é parte que julga o que é ouvido, visto ou sentido, determinando se é bom ou ruim e se aquilo deve ser desejado ou evitado; 3) Boddhi, ou Mahattatva, é o sentimento de “eu existo” – a parte que leva a pessoa a se questionar se sua existência está relacionada como Cosmo, com o Todo. Além desses, existe Atma, ou alma, que é a contraparte da Consciência Cósmica no indivíduo, dando uma razão divina para sua existência.

Quem sou eu ?