14/02/2017
06/02/2017
VOLTANDO PARA CASA¹
Shrii Shrii Anandamurti, Allahabad,Índia, 28 de maio de 1967.
Em termos simples, o que temos a fazer é voltar para o lar de onde viemos. Todos nós viemos de Parama
Puruśa, a Entidade Suprema, e do práńa-kendra, o núcleo do universo – quer dizer, Puruśottama. Nós temos de
voltar para o mesmo lugar. É como o menino que brincou pelos campos o dia inteiro e agora que a noite está
chegando, volta para casa. Sádhana é o processo de voltar para casa. A criança brincou fora o dia todo. Quando
a noite se aproxima, ele pensa “O pai já deve ter voltado para casa. Eu também vou voltar para casa e sentar
perto dele”. Quando uma pessoa está cansada deste mundo e das coisas mundanas, ela anseia voltar para a
espiritualidade – quer dizer, para o seu lar.
E qual é a nossa morada permanente, a nossa casa? É Parama Puruśa paramáshrayah Shriinivásah. Aqui
shrii se refere à Faculdade Criativa Universal, ou Parama Prakrti. Portanto, voltar para casa é uma tarefa
simples. Não requer erudição, conhecimento ou capacidade intelectual – tampouco longas e tediosas palestras.
As escrituras nos dizem que há três pontos a serem lembrados para voltarmos para casa. São eles: shravana
[ouvir sobre o Supremo], manana [idear no Supremo] e nidi-dhyásana [meditar no Supremo com um fluxo
ininterrupto da mente].
Sabemos que a faculdade vibracional transforma ondas mais sutis em ondas mais densas na fase da criação.
Hari kathá [conversa devocional] proporciona vibrações mais sutis. Você deve permitir-se receber essas ondas
mais sutis. Já foi dito que as ondas sonoras são as mais sutis na sequência da expressão Cósmica. A importância
de Hari kathá no desenvolvimento espiritual é grande. Ouvir a respeito de Deus é muito mais importante do
que estudos sobre espiritualidade, uma vez que o som é mais sutil do que a forma visual. Portanto, sempre que
tiver oportunidade, ouça o nome Dele e fale-o para outras pessoas.
Quando você fala o nome Dele para outros, você também o ouve. Esse duplo desfrute ao recitar o nome
Dele é chamado de kiirtana. Bhajana, por outro lado, é quando você ouve sozinho o nome Dele². Você deve
fazer ambos: tanto bhajana quanto kiirtana. Isso é shravana. O efeito de shravana é que vibrações sonoras que
estão se movendo do denso para o sutil são colocadas em movimento contra o fluxo da faculdade vibracional,
no qual os sons mundanos se movem do sutil para o denso. Isso vai colocar um fluxo de sons em movimento
reverso, o que irá levar a pessoa até o ponto inicial da faculdade vibracional.
Eu já afirmei que o ponto inicial da faculdade vibracional e o ponto culminante da faculdade primordial são
um só e o mesmo. Vocês irão portanto atingir o ponto culminante da faculdade primordial. A fase vibracional é
chamada de bhava – também bhava ságara ou bhava párávára [oceano da criação]. A palavra bhava consequentemente designa o reino inteiro do princípio vibracional. Esta é a esfera dos envolvimentos
mundanos. O Caetanya ou Princípio Cognitivo dessa faculdade {vibracional} é chamado de Bhava, e a Shakti
ou Princípio Operativo dessa faculdade {vibracional} é chamada de Bhavánii Shakti. Essa é a amarra mundana.
Somente através de Hari kathá consegue-se atravessar esse oceano de bhava – o domínio inteiro da faculdade
vibracional.
Em seguida vem manana, isto é, pensar somente em Parama Puruśa e em mais ninguém. Se vier à sua
mente o pensamento de qualquer outra pessoa ou coisa, atribua a qualidade de Brahma a essa pessoa ou coisa.
Esse processo é manana; você aprende este processo por meio do Guru Mantra³. O efeito de manana será levar
você gradualmente do último ponto do princípio ou faculdade primordial até o ponto inicial da faculdade
primordial.
Nesse ponto você encontra a faculdade básica ou princípio básico. O princípio ou faculdade básica é um
ponto no triângulo não-equilibrado de forças. Ele está situado em um vértice específico do triângulo de forças.
Manana pode levar você até esse ponto. O que então resta é o ponto da qualidade de “eu” ⁴ , o ego. Agora temos
que remover essa qualidade de “eu”.
Todos os pesos, todas as confusões, todas as considerações de respeito e desrespeito, tudo está ligado ao
“eu”. Quando alguém discorda de você, você abre um processo judicial contra a pessoa. Por que você se dá a
esse trabalho? Somente para provar que você está certo. Todos os incômodos e frustrações são somente devido
ao ego individual. O fato é que mesmo depois de entregar tudo a Parama Puruśa, o seu arqui-inimigo – o “eu”
– ainda permanece. Porque você dirá: “Eu entreguei tudo a Deus”. “Eu”, “eu”, “eu” – meu amigo, entregue esse
“eu” a Deus. Somente assim a sua entrega será completa. Todos os problemas ocorrem por causa desse “eu”.
Ratnákarastava grhaḿ grhińii ca padmá
Deyaḿ kimapi bhavate Puruśottamáya
Ábhiiravámanayanápahrtamánasáya
Dattaḿ mana yadupate tvamidaḿ grháńa.
[A Tua morada está transbordando de pedras preciosas e jóias. A deusa da fortuna é a Tua guardiã. O
que posso Te oferecer, ó Senhor? Ah sim, existe uma coisa que Te falta, já que foi roubada pelos Teus
devotos: a Tua mente. Portanto ofereço minha mente a Ti. Por favor aceite-a.]
Depois da entrega desse “eu”, Parama Puruśa fica satisfeito, pois você chegou ao ponto central do
triângulo de forças⁵.
Realmente a única tarefa a ser feita é entregar tudo a Ele. Tudo o que você possui – seu corpo, seu nome,
fama, riqueza, tudo – você recebeu Dele. Então, o que você deve dar a Ele e como você fará isso? Até aqui você
só estava devolvendo a Deus coisas que já pertenciam a Ele. Agora o que você tem que dar a Ele é algo que seja
seu. Esse é o ponto crítico. Suponha que alguém lhe dê uma flor de presente e você lhe devolva a mesma flor. Isso não é certo. Por que não dar o seu “eu” a Ele, que de qualquer forma é a fonte de todos os seus problemas,
confusões e complicações? Não há nada mais precioso para você do que esse “eu”. Entregá-lo é a coisa mais
difícil. Portanto, no shloka acima o devoto exclama:
“Ó Senhor, este universo é a Tua morada. Ele está repleto de jóias preciosas. Tudo de valioso que existe
neste mundo pertence a Ti. Então, qual presente precioso eu poderei Te dar? Tu não tens desejo de nada. Qual é
o sentido em oferecer algo a alguém cuja casa está repleta de jóias preciosas? A toda-poderosa Prakrti é a Tua
própria esposa; ao Teu desejo Ela fará inúmeras jóias em um instante: aghat́ana ghat́ana pat́iiyasii Máyá [„a
habilidosa mão de Mayá, que consegue criar até mesmo coisas impossíveis de criar‟] – esse poder criativo está
sempre pronto para Te servir. Ó Senhor dos senhores, embora eu anseie por Te oferecer algo, não sei o que
poderia ser. Ainda que eu queira oferecer, Tu não tens desejo ou necessidade. Se nada Te falta, o que posso
oferecer? Se eu soubesse de algo que Tu não tens, eu iria oferecer isso a Ti.”
“Ó Senhor dos senhores, ouvimos dizer que Teus grandes devotos roubaram a Tua mente de Ti. O Senhor
se torna o escravo dos Seus devotos. Um devoto rouba o coração do Senhor – quase que à força. Isso é feito
abertamente, e não em segredo. Então, ó Senhor, tem uma coisa que Te falta: Tu não tens mente.”
O devoto diz: “Não Te desesperes, ó Senhor, eu estou Te oferecendo minha mente. Por favor a aceite.”
Essa oferenda da própria mente da pessoa ao Senhor é nididhyásana. O sentido intrínseco de nididhyásana
é que todas as propensões da mente devem ser concentradas em um ponto que será oferecido a Parama Puruśa.
Atualmente a mente humana consiste em cinqüenta propensões dominantes. Quando a estrutura humana
ficar mais complexa ao longo da evolução, certamente o número dessas propensões também aumentará. O
número desses vrttis não irá ficar em cinqüenta para sempre; ele irá aumentar. Similarmente, o número de
glândulas aumentará, e também o número de subglândulas. E não apenas haverá aumento no número de
propensões mentais: as propensões também sofrerão mudanças. O conceito de beleza também mudará com a
mudança de perspectiva da mente humana. Uma coruja poderá então parecer bonita e um pavão, feio.
Portanto, shravana capacita a pessoa a cruzar a faculdade vibracional. Manana permite que ela cruze a
faculdade primordial. E nididhyásana torna possível fundir-se na Entidade Suprema. Isso é a realização de
Deus. Assim, o ponto essencial é despertar o mantra, independentemente de a pessoa fazer coisas intelectuais
como ler e escrever ou não. O que é importante é ter shravana, manana e nididhyásana apropriados. Se a
pessoa fizer isso, ela não mais achará difícil aprender a fazer qualquer coisa. Mantra caetanya com certeza
conduzirá a mantra siddhi – à realização da meta suprema. O processo da sádhaná automaticamente irá
despertar a devoção.
Quando você entrar em contato íntimo com a Entidade Suprema, você verá que não possui riqueza maior
que a devoção. Todas as posses mundanas irão mostrar-se sem valor. Somente a devoção permite que você
entre em contato íntimo com Ele. Essa é a meta da vida humana. Esse é o verdadeiro progresso.
Você tem vagueado pelo labirinto por uma miríade de vidas.
Você tem avançado sempre em direção a esse
estágio. Consciente ou inconscientemente, você está sendo atraído para Ele. Esse é o ápice da vida. Enquanto
você não O tiver realizado, não haverá siddhi na sua vida.
¹Nota do Tradutor (N.T.): Tradução do trecho final do discurso “Mantra Caetanya”. A presente tradução consiste na expansão e revisão da tradução existente no capítulo “Voltando para o Lar” do livro A Graça do Senhor – Parte 1, publicado em português.
²Nota do Editor da versão em inglês (N.E.): Kiirtana, assim como bhajana, pode ser praticado individualmente, mas é preferível praticá-lo coletivamente.
³N.E.: Uma lição de meditação da Ananda Marga.
⁴N.T.: O termo em inglês é “I”-hood. Em outro discurso o autor identifica o ego com ahaḿtattva ou o eu agente (“eu faço”) – diferente do sentimento puro de “eu” (mahattattva, “eu sou”) e do eu objetivado (citta, “eu fiz”). 5 N.E.: Quer dizer, você progrediu do princípio básico em um dos vértices do triângulo até Puruśottama, no ponto central do triângulo.
********
Este texto é a tradução do trecho final do discurso “Mantra Caetanya”. A presente tradução consiste na expansão e
revisão do texto intitulado “Voltando para o Lar”, no livro A Graça do Senhor – Parte 1, publicado em português.
Tradução complementar e revisão: Mahesh, Petrópolis, 04 e 05/fev/2017.
Título do discurso integral: “Mantra Caetanya”
Fonte: Edição Eletrônica das Obras de P. R. Sarkar – versão 7.5 (em inglês).
Publicado em:
Ananda Marga Ideology and Way of Life in a Nutshell Part 11 [a compilation]
Bábá's Grace [a compilation] {contém apenas uma parte resumida e adaptada do discurso integral}
Discourses on Tantra Volume One [a compilation]
Subháśita Saḿgraha Part 10 [unpublished in English]
Supreme Expression Volume 1 [a compilation]
16/01/2017
15/12/2016
28/11/2016
27/08/2016
10/08/2016
28/05/2016
08/05/2016
28/04/2016
09/04/2016
26/03/2016
25/03/2016
05/02/2016
30/01/2016
Culture in Decline | Episode #1 "What Democracy?" by Peter Joseph
| "Cultura em Decline" com a 30 min., Bi-Monthly Web-Series criado e apresentado por Peter Joseph. Tal como acontece com todos os trabalhos de vídeo de Pedro, é parte de um projeto de distribuição de mídia livre que permite a distribuição aberta, sem fins lucrativos, de sua mídia de cinema em todo o mundo. Médio de visão central da série é o YouTube, através do "Cultura em Declínio" Channel Oficial. "A cultura em declínio" é uma expressão séria ainda satírico que desafia vários fenômenos culturais existentes hoje que a maioria da sociedade parecem tomar para concedido. Nada é considerado sagrado nesta Série exceto por um ponto de referência individual de lógica fundamental e razão - forçando o espectador a sair da caixa de "normalidade" e de considerar as nossas práticas sociais, sem bagagem e preconceitos tradicionais. Temas comuns incluem Política, Economia, Educação, Segurança, Religião, Vaidade, Governança, Mídia, Trabalho, Tecnologia e outras questões centradas em nossas vidas diárias. O episódio piloto da Cultura em declínio, "o que a democracia?" Foi recebido com grandes elogios de vários contra-cultura dos ícones, como comediante Joe Rogan, que afirmou:. "Peter Joseph é fazer as perguntas e propor as soluções possíveis que devemos ser exigentes com os líderes eleitos deste mundo louco Sua brilhante análise deste sistema ridículo nós ' está operando sob é uma das vozes mais importantes para a mudança nesta geração. "-Joe Rogan Suporte para" Cultura em declínio "é conseguido através da doação voluntária. Se você deseja apoiar este trabalho em curso e, portanto, os Torrents gratuitos e downloads, por favor clique aqui. |
http://www.cultureindecline.com/#order
15/01/2016
05/12/2015
26/11/2015
30/10/2015
O MICROCOSMO E SEU OBJETO DE IDEAÇÃO
Shrii Shrii Anandamurti, 12 de maio de 1979, Fiesch, Suíça.
O discurso de hoje é “O microcosmo e seu objeto de Ideação".
O microcosmo é uma conação macropsíquica [1] e, portanto, todas as atribuições do Macrocosmo,
todas as regras do Macrocosmo, também estão presentes no microcosmo, mas em forma de miniatura.
Por natureza, o microcosmo é uma... contraparte objetivada do Macrocosmo. E, por estar dentro do
âmbito infinito do Macrocosmo, ele continua movendo-se e movendo-se. O caminho é infinitamente
longo. O microcosmo vai continuar movendo-se até atingir aquela meta específica. Qual seria a meta?
Uma das regras psíquicas é que qualquer objeto toma a forma de sua meta, ou seja, ele é transmutado
em seu próprio objeto. Portanto, o objeto de ideação do microcosmo deve ser selecionado com muito
cuidado.
Agora vejamos: qual deve ser o melhor objeto de ideação?
Primeiramente, consideremos o caso do tempo, o Tempo Eterno.
O que é isto? Trata-se de uma medição psíquica da motividade da ação. Agora, será que ela
pode ser o objeto de ideação?
Ela não pode ser o objeto de ideação, porque a primeira coisa é que ela é uma medição psíquica.
Para ocorrer uma medição psíquica, deve haver um corpo psíquico, ou seja, um corpo psíquico
unitário. E se o corpo psíquico unitário mede o tempo, o tempo não pode ser a Entidade Suprema. Por
isso, ele não pode ser o objeto de ideação.
A segunda coisa é [...] que se trata de uma medição psíquica. [2] [...] Medição psíquica
significa mobilidade psíquica. E mobilidade psíquica significa uma mudança de lugar. A entidade que
requer uma mudança psíquica de lugar ou de espaço não pode ser a Entidade Suprema. Por esta razão
também, o Tempo Eterno não pode ser o objeto de ideação de vocês.
A terceira coisa é que esta medição depende da mobilidade ou motividade da ação. O que é
motividade ou mobilidade? Ela também baseia-se na mudança de lugar ou de espaço físicos. Para isso
se requer que este mundo físico seja criado, e depois que a medição da ação seja feita pelo corpo
psíquico do Macrocosmo.
Portanto, o fato é que a entidade cuja própria existência depende destes fatores físicos ou
psicofísicos não pode ser a Entidade Suprema. Então, vemos assim que o Tempo Eterno não é a nossa
meta; ele não é algo psíquico, e nem sequer é algo abstrato. É algo pior do que o abstrato. Portanto, ele
é algo mais grosseiro do que os seres humanos; ao invés disso, os seres humanos é que são os criadores
desta entidade. Portanto ela não é o nosso objeto de ideação; ela não pode ser o nosso objeto de
meditação; ela não pode ser o nosso objeto de adoração ou de exaltação.
Agora tomemos o caso da natureza.
Há algumas pessoas, ou houve algumas pessoas no passado que eram adoradoras da natureza, adorando árvores, adorando o céu, e assim por diante. Será que a natureza pode ser o objeto de ideação?
Não, certamente não. O que é a natureza? A natureza é o nome de um estilo particular segundo o qual o Princípio Operativo [3] funciona. Ela é simplesmente um estilo. Esse estilo não pode ser o objeto de meditação ou de ideação. E a segunda coisa é que, como a natureza não é nada mais do que um estilo, se esse estilo torna-se o objeto, então a própria entidade será convertida somente em um estilo – em um mero estilo. É uma idéia tola. Portanto, tais adoradores da natureza podem ser estudiosos eruditos, mas na verdade eles vivem no paraíso dos tolos. A natureza não pode ser o nosso objeto de ideação.
Terceiro, o Destino. Houve, e há, muitas pessoas que são fatalistas. Os adoradores do destino. “Fatalista” significa adorador do destino – adorador da sorte e do destino. Eles são piores que os adoradores da natureza. O que é o destino?
Não há nada chamado de destino neste universo. No que diz respeito à filosofia, não pode haver qualquer coisa chamada de destino. O que é o destino? Toda e cada pessoa terá que sujeitar-se à reação de suas ações anteriores. Quando a ação original é conhecida, dizemos que esta é a reação daquela ação. Suponha que o seu dedo entre em contato com o fogo. Você vai sentir dor, você vai ter que sofrer – mas, nessa hora, você irá dizer, ou você irá sentir, que foi porque o seu dedo entrou em contato com o fogo que você está sofrendo. Mas quando a reação ocorre [4] mais tarde e quando a ação original não é conhecida ou foi esquecida, ou quando a ação original aconteceu em uma vida passada, e você não sabe qual foi a ação original [5]– neste caso você diz que isto “é o destino, é o destino”. Mas na verdade não existe destino. O que você chama de destino na verdade é a reação de nossas ações passadas. Em sânscrito isto é chamado de samskára. Samskára. Em latim, momenta [6] reativos.
Então, a terceira coisa... Portanto, o destino não pode ser o objeto de ideação. Destino é simplesmente a reação da ação original. E quando não existir uma ação original, não pode haver qualquer reação. Então a reação é uma criação da própria ação de vocês. Se a reação é uma criação da própria ação de vocês, vocês são os criadores, vocês são os pais da reação. Então, como pode a reação ser o objeto de ideação de vocês?
Não. O ser humano não deve ser fatalista, o ser humano não deve ser adorador do destino, o ser humano deve ser firme. Você deve enfrentar firmemente todas as dificuldades, todas as conseqüências. Lembrem-se: vocês não devem ser fatalistas. Portanto, o destino não pode ser o objeto de meditação. Lute contra o destino.
Então, algumas pessoas dizem que esta Terra é uma criação do acaso. Este universo é uma criação do acaso. O acaso é a causa essencial desta criação. Então, o acaso é o deus, porque ele criou o mundo. E portanto o acaso deverá ser o objeto de ideação.
Esta também é uma idéia tola. O que é acaso ou acidente?
Não existe nada chamado de acidente – tudo é incidente. Quando uma ação é materializada num intervalo de tempo curto – num intervalo de tempo muito curto – ou quando a causa básica da ação não é conhecida por nós – nós apenas estamos vendo a reação, apenas estamos vendo o incidente – o aspecto causal do incidente não é conhecido por nós – ou quando o aspecto causal é traduzido em ação dentro de um intervalo de tempo muito curto, nós dizemos que isto é um acidente. Mas na verdade nada é acidente, tudo é incidente. Por causa da nossa futilidade, ou por causa da nossa falta de conhecimento, nós dizemos que é um acidente. Quando o aspecto causal, quando o fator causal é traduzido em ação dentro de um intervalo muito curto – digamos, alguns segundos –, nós dizemos que é um acidente. E quando ele é traduzido em ação lentamente, nós não dizemos que é um acidente; nós dizemos que é um incidente. Portanto, um acidente não é algo providencial; ou, o nosso acidente não é algo fora do âmbito de tempo, espaço e pessoa. Porque todo acidente ocorre – todos os acidentes ocorrem dentro do escopo de tempo, espaço e pessoa. A entidade que está dentro – não fora – da periferia de tempo, lugar e pessoa não pode ser a meta de vocês, não pode ser o objeto de ideação de vocês, não pode ser o objeto de meditação de vocês e não pode ser... o criador ou a fonte de exaltação de vocês.
Algumas pessoas dizem... que esses fatores quinqüelementais [7] dos quais este universo é feito...
Esses fatores quinqüelementais: o que são esses fatores? Eles não são nada além de uma forma condensada de energia.
E o que é energia?
Ela não é nada mais que uma forma condensada de estamina psíquica. Então, como podem esses fatores quinqüelementais deste mundo expresso ser o objeto de ideação? [8]
Eles não podem ser a meta de vocês; eles não podem guiar vocês no caminho da beatitude. Portanto, aqueles que são adoradores ou meditadores dos fatores quinqüelementais são pessoas malorientadas. Eles estão apenas desperdiçando a sua energia por nada.
Algumas pessoas são da opinião de que a Energia Cósmica [9] é a fonte original ou matriz causal do universo. Portanto, esta matriz causal deveria ser o objeto de ideação.
Mas o que é esta matriz causal?
Matriz causal... Essa Energia Cósmica não pode considerada como a matriz causal porque ela é uma força cega. A energia é uma força cega. A eletricidade é uma força cega. Ela é controlada pelo intelecto humano. Portanto, como a Energia Cósmica não tem apoio intelectual atrás de si, ela não pode ser a matriz causal. Porque em todos os lugares deste universo, vemos que todas as coisas seguem um estilo ordenado. Ou seja, existe algo intelectual por trás da Energia Cósmica. E é por isso que existe ordem em toda a parte. Existe sistema em toda a parte. Toda a criação tem uma ordem sistemática e por isso ela não pode ser criação de uma força cega ou de uma energia cega. Deve haver alguma força intelectual por trás dela. Portanto, a Energia Cósmica não pode ser tratada como a matriz causal, e não pode atribuir a ela... – não se pode atribuir nenhuma divindade a ela. Ela não pode receber a qualificação de matriz causal.
Algumas pessoas são da opinião de que existe a alma, de que existe um espírito em toda e cada estrutura e que esse espírito é a meta da nossa vida.
Vejam vocês, existem muitos espíritos e almas associados a muitos microcosmos. Mas eles têm que funcionar sob certas limitações. Eles não podem ir além da abrangência do microcosmo. Um objeto, ou melhor, uma entidade que tenha um alcance limitado como esse, tal como o espírito unitário ou a faculdade cognitiva unitária, não pode ser o objeto de ideação de vocês, não pode ser o Criador Supremo.
Então, quem é o objeto de ideação de vocês? Quem deve ser o objeto de ideação de vocês? Qual é o poder que criou vocês, que alimenta vocês e que põem vocês no Seu colo quando chega o momento apropriado?
Ele é a Força Cognitiva [10] por trás da Energia Cósmica. Ele controla a Energia Cósmica com o Seu poder intelectual e intuitivo. Ele é a Consciência Suprema. E na verdade Ele é a matriz causal, e Ele deveria ser o único objeto de ideação, o único objeto de meditação de vocês. E Ele é o Pai Supremo. [11] Não há outra alternativa a não ser mover-se ao longo do caminho Dele. Ele sabe tudo. Unam-se com Ele.
Agora, desde o exato início das suas vidas no passado distante até o ponto culminante de todos os seus movimentos e marchas, vocês estão com Ele, vocês estarão com Ele e... em nenhuma circunstância vocês estarão distantes Dele. Por isso, Ele é o único objeto de ideação – essa Consciência Suprema.
A raiz do significado do termo bábá é “o mais querido” ou “o mais próximo”. Como Ele é o Pai Supremo, a Consciência Suprema, Ele é Bábá de toda a criação. E como vocês são os seres criados, vocês são as amadas crianças Dele – vocês também são Bábá Dele – porque bábá significa “mais próximo e mais querido”.
Como ele é o único objeto de ideação de vocês, e como o nome Dele é a única... projeção da entidade microcósmica de vocês, a única projeção de pensamento, a única projeção introversiva – projeção introversiva e extroversiva [12] –, então o nome Dele deveria estar sempre... com vocês, nas suas mentes, nas suas línguas, nas suas cordas vocais, em todos os lugares.
E eu sinto, e eu também compreendo, e é por isso que eu digo: que quando os devotos Dele, as crianças Dele, cantam Bábá Nám Kevalam, Ele também canta Bábá Nám Kevalam.[13]
Há algumas pessoas, ou houve algumas pessoas no passado que eram adoradoras da natureza, adorando árvores, adorando o céu, e assim por diante. Será que a natureza pode ser o objeto de ideação?
Não, certamente não. O que é a natureza? A natureza é o nome de um estilo particular segundo o qual o Princípio Operativo [3] funciona. Ela é simplesmente um estilo. Esse estilo não pode ser o objeto de meditação ou de ideação. E a segunda coisa é que, como a natureza não é nada mais do que um estilo, se esse estilo torna-se o objeto, então a própria entidade será convertida somente em um estilo – em um mero estilo. É uma idéia tola. Portanto, tais adoradores da natureza podem ser estudiosos eruditos, mas na verdade eles vivem no paraíso dos tolos. A natureza não pode ser o nosso objeto de ideação.
Terceiro, o Destino. Houve, e há, muitas pessoas que são fatalistas. Os adoradores do destino. “Fatalista” significa adorador do destino – adorador da sorte e do destino. Eles são piores que os adoradores da natureza. O que é o destino?
Não há nada chamado de destino neste universo. No que diz respeito à filosofia, não pode haver qualquer coisa chamada de destino. O que é o destino? Toda e cada pessoa terá que sujeitar-se à reação de suas ações anteriores. Quando a ação original é conhecida, dizemos que esta é a reação daquela ação. Suponha que o seu dedo entre em contato com o fogo. Você vai sentir dor, você vai ter que sofrer – mas, nessa hora, você irá dizer, ou você irá sentir, que foi porque o seu dedo entrou em contato com o fogo que você está sofrendo. Mas quando a reação ocorre [4] mais tarde e quando a ação original não é conhecida ou foi esquecida, ou quando a ação original aconteceu em uma vida passada, e você não sabe qual foi a ação original [5]– neste caso você diz que isto “é o destino, é o destino”. Mas na verdade não existe destino. O que você chama de destino na verdade é a reação de nossas ações passadas. Em sânscrito isto é chamado de samskára. Samskára. Em latim, momenta [6] reativos.
Então, a terceira coisa... Portanto, o destino não pode ser o objeto de ideação. Destino é simplesmente a reação da ação original. E quando não existir uma ação original, não pode haver qualquer reação. Então a reação é uma criação da própria ação de vocês. Se a reação é uma criação da própria ação de vocês, vocês são os criadores, vocês são os pais da reação. Então, como pode a reação ser o objeto de ideação de vocês?
Não. O ser humano não deve ser fatalista, o ser humano não deve ser adorador do destino, o ser humano deve ser firme. Você deve enfrentar firmemente todas as dificuldades, todas as conseqüências. Lembrem-se: vocês não devem ser fatalistas. Portanto, o destino não pode ser o objeto de meditação. Lute contra o destino.
Então, algumas pessoas dizem que esta Terra é uma criação do acaso. Este universo é uma criação do acaso. O acaso é a causa essencial desta criação. Então, o acaso é o deus, porque ele criou o mundo. E portanto o acaso deverá ser o objeto de ideação.
Esta também é uma idéia tola. O que é acaso ou acidente?
Não existe nada chamado de acidente – tudo é incidente. Quando uma ação é materializada num intervalo de tempo curto – num intervalo de tempo muito curto – ou quando a causa básica da ação não é conhecida por nós – nós apenas estamos vendo a reação, apenas estamos vendo o incidente – o aspecto causal do incidente não é conhecido por nós – ou quando o aspecto causal é traduzido em ação dentro de um intervalo de tempo muito curto, nós dizemos que isto é um acidente. Mas na verdade nada é acidente, tudo é incidente. Por causa da nossa futilidade, ou por causa da nossa falta de conhecimento, nós dizemos que é um acidente. Quando o aspecto causal, quando o fator causal é traduzido em ação dentro de um intervalo muito curto – digamos, alguns segundos –, nós dizemos que é um acidente. E quando ele é traduzido em ação lentamente, nós não dizemos que é um acidente; nós dizemos que é um incidente. Portanto, um acidente não é algo providencial; ou, o nosso acidente não é algo fora do âmbito de tempo, espaço e pessoa. Porque todo acidente ocorre – todos os acidentes ocorrem dentro do escopo de tempo, espaço e pessoa. A entidade que está dentro – não fora – da periferia de tempo, lugar e pessoa não pode ser a meta de vocês, não pode ser o objeto de ideação de vocês, não pode ser o objeto de meditação de vocês e não pode ser... o criador ou a fonte de exaltação de vocês.
Algumas pessoas dizem... que esses fatores quinqüelementais [7] dos quais este universo é feito...
Esses fatores quinqüelementais: o que são esses fatores? Eles não são nada além de uma forma condensada de energia.
E o que é energia?
Ela não é nada mais que uma forma condensada de estamina psíquica. Então, como podem esses fatores quinqüelementais deste mundo expresso ser o objeto de ideação? [8]
Eles não podem ser a meta de vocês; eles não podem guiar vocês no caminho da beatitude. Portanto, aqueles que são adoradores ou meditadores dos fatores quinqüelementais são pessoas malorientadas. Eles estão apenas desperdiçando a sua energia por nada.
Algumas pessoas são da opinião de que a Energia Cósmica [9] é a fonte original ou matriz causal do universo. Portanto, esta matriz causal deveria ser o objeto de ideação.
Mas o que é esta matriz causal?
Matriz causal... Essa Energia Cósmica não pode considerada como a matriz causal porque ela é uma força cega. A energia é uma força cega. A eletricidade é uma força cega. Ela é controlada pelo intelecto humano. Portanto, como a Energia Cósmica não tem apoio intelectual atrás de si, ela não pode ser a matriz causal. Porque em todos os lugares deste universo, vemos que todas as coisas seguem um estilo ordenado. Ou seja, existe algo intelectual por trás da Energia Cósmica. E é por isso que existe ordem em toda a parte. Existe sistema em toda a parte. Toda a criação tem uma ordem sistemática e por isso ela não pode ser criação de uma força cega ou de uma energia cega. Deve haver alguma força intelectual por trás dela. Portanto, a Energia Cósmica não pode ser tratada como a matriz causal, e não pode atribuir a ela... – não se pode atribuir nenhuma divindade a ela. Ela não pode receber a qualificação de matriz causal.
Algumas pessoas são da opinião de que existe a alma, de que existe um espírito em toda e cada estrutura e que esse espírito é a meta da nossa vida.
Vejam vocês, existem muitos espíritos e almas associados a muitos microcosmos. Mas eles têm que funcionar sob certas limitações. Eles não podem ir além da abrangência do microcosmo. Um objeto, ou melhor, uma entidade que tenha um alcance limitado como esse, tal como o espírito unitário ou a faculdade cognitiva unitária, não pode ser o objeto de ideação de vocês, não pode ser o Criador Supremo.
Então, quem é o objeto de ideação de vocês? Quem deve ser o objeto de ideação de vocês? Qual é o poder que criou vocês, que alimenta vocês e que põem vocês no Seu colo quando chega o momento apropriado?
Ele é a Força Cognitiva [10] por trás da Energia Cósmica. Ele controla a Energia Cósmica com o Seu poder intelectual e intuitivo. Ele é a Consciência Suprema. E na verdade Ele é a matriz causal, e Ele deveria ser o único objeto de ideação, o único objeto de meditação de vocês. E Ele é o Pai Supremo. [11] Não há outra alternativa a não ser mover-se ao longo do caminho Dele. Ele sabe tudo. Unam-se com Ele.
Agora, desde o exato início das suas vidas no passado distante até o ponto culminante de todos os seus movimentos e marchas, vocês estão com Ele, vocês estarão com Ele e... em nenhuma circunstância vocês estarão distantes Dele. Por isso, Ele é o único objeto de ideação – essa Consciência Suprema.
A raiz do significado do termo bábá é “o mais querido” ou “o mais próximo”. Como Ele é o Pai Supremo, a Consciência Suprema, Ele é Bábá de toda a criação. E como vocês são os seres criados, vocês são as amadas crianças Dele – vocês também são Bábá Dele – porque bábá significa “mais próximo e mais querido”.
Como ele é o único objeto de ideação de vocês, e como o nome Dele é a única... projeção da entidade microcósmica de vocês, a única projeção de pensamento, a única projeção introversiva – projeção introversiva e extroversiva [12] –, então o nome Dele deveria estar sempre... com vocês, nas suas mentes, nas suas línguas, nas suas cordas vocais, em todos os lugares.
E eu sinto, e eu também compreendo, e é por isso que eu digo: que quando os devotos Dele, as crianças Dele, cantam Bábá Nám Kevalam, Ele também canta Bábá Nám Kevalam.[13]
Kalyáňamastu!!! [Que haja bem-estar.]
* * *
1
Nota do Tradutor (N.T.): Este é um aspecto da teoria cosmológica do autor. Tal afirmação equivale aproximadamente a dizer-se que
todos os seres ou entidades unitárias (microcosmos) existem dentro de uma Mente Cósmica (Macrocosmo). Ou seja, suas existências
dependem do funcionamento da Mente Cósmica – e mais: suas existências são propriamente pensamentos ou criações mentais
(conações) dessa Mente Cósmica, e não possuem nenhuma existência separada da mesma.
2
N.T.: Nesta altura, três frases do autor foram omitidas pois não estão completamente audíveis ou inteligíveis no áudio do discurso
original. O que foi possível transcrever é o seguinte (incluindo as frases imediatamente precedente e subsequente): “Second thing is:
[…] that it is psychic measurement. Who measures? It is a […]. Now, psychic measurement means psychic mobility.”
3
N.T.: Aqui o autor lança mão de outro aspecto de sua teoria cosmológica – a saber: o Princípio Operativo é um dos dois princípios
os quais, juntos, são inteiramente responsáveis pela criação do universo manifesto, e inclusive da própria Mente Cósmica dentro da
qual o mesmo existe. A interação desses dois princípios se dá com a operação ou atuação do Princípio Operativo sobre o outro
princípio, o Princípio Cognitivo; mas o início dessa operação se dá por uma determinação de parte do Princípio Cognitivo, e não do
Princípio Operativo.
4
N.T.: Nesta altura, uma palavra do autor foi omitida pois não está completamente audível ou inteligível no áudio do discurso
original.
5
N.T.: Esta última frase foi adaptada pois parte dela não está completamente audível ou inteligível no áudio do discurso original. O
que foi possível transcrever é o seguinte: “…or the original action took place in another past life, [there is] not know what was the
original action”.
6
N.T.: plural de momentum - significando “impulso”, ou “quantidade de movimento”.
7
N.T.: Os chamados cinco fatores fundamentais. Em sua teoria cosmológica, o autor explica que esse cinco fatores fundamentais
foram criados um após o outro, sucessivamente, dentro da Mente Cósmica, e que qualquer entidade material do universo manifesto é
composto por uma combinação particular dos mesmos.
8
N.T.: Esta última frase foi adaptada pois parte dela não está completamente audível ou inteligível no áudio do discurso original. O
que foi possível transcrever é o seguinte: “Then how […] these quinquelemental factors of this expressed world can be the object of
ideation?”
9
N.T.: O termo “Energia Cósmica” aqui é um sinônimo do antes mencionado “Princípio Operativo”.
10 N.T.: Aqui, o termo “Força Cognitiva” é um sinônimo do antes mencionado “Princípio Cognitivo”. (Vide nota 2.)
11 N.T.: Como já explicado na nota 2, quando o Princípio Operativo, subordinado ao Princípio Cognitivo, começa a atuar sobre este
último, inicia-se o processo de criação do universo manifesto. Neste caso, a referência à Consciência Suprema, ou ao Princípio
Cognitivo, como “Pai Supremo”, é em sentido figurado. De modo semelhante, o Princípio Operativo, ou “Energia Cósmica”, ou
“Força da Natureza”, também pode ser representada como uma “Mãe Suprema”.
Entretanto, de acordo com a teoria cosmológica do autor, pode-se apontar que no estágio primordial a Energia Cósmica
permanecia sem nenhuma atuação sobre a Força Cognitiva, e esta por sua vez permanecia sem nenhuma expressão. E enquanto não
houve a iniciativa do Princípio Cognitivo em “permitir” a atuação da Energia Cósmica, nada aconteceu. É neste sentido que se conclui
a subordinação da Energia Cósmica (uma força cega) ao Princípio Cognitivo.
12 N.T.: “intro-cum-extroversial”, em inglês.
13 N.T.: O termo “bábá” já foi explicado pelo autor. “Nám” é uma raiz verbal em sânscrito que significa “Eu me entrego”. E
“kevalam” significa que “é o único caminho, que não há alternativa”. De modo que o significado geral desse mantra pode ser
entendido como “Somente a esse objetivo, a essa meta, eu me entrego” ou também “Eu estou tomando o nome da Entidade Suprema”.
Observação: As palavras em negrito correspondem aproximadamente a partes do discurso às quais
o autor deu maior ênfase através da elevação do seu tom de voz.
Revisão da transcrição do arquivo de áudio original, tradução e revisão da tradução: Mahesh
Florianópolis: 20 a 22 de março; 18 de setembro de 2009; 16 de março de 2011.
Fonte: Edição Eletrônica das Obras de P. R. Sarkar – versão 7.5 (em inglês)
Publicado em:
Subhasita Samgraha Part 12
Ba ba in Fiesch
(obras ainda não publicadas em português)
19/10/2015
11/10/2015
PRINCÍPIOS DE PROUT
1.
Varn’apradha’nata’
cakradha’ra’ya’m
“No
movimento dos ciclos sociais, sempre há uma classe que domina.”
Significado:
Uma vez que nenhum sistema social evoluiu de forma coesa nos
primórdios da civilização, podemos denominar aquela época de era
Shu’dra.
Naqueles tempos todas as pessoas obtinham seu sustento através do
trabalho braçal. Depois veio a era dos líderes de clãs — dos
fortes e destemidos, a qual podemos chamar de era Ks’attriya.
A esta seguiu-se a era dos intelectuais — também conhecida como
era Vipra. Finalmente veio a era dos capitalistas — a era
Vaeshya.
Quando
guerreiros e intelectuais são subjugados como trabalhadores braçais,
devido à exploração promovida pela era Vaeshya [Capitalista],
ocorre a revolução dos shu’dras.
Mas os shu’dras
não conseguem formar um sistema social coeso nem têm intelecto
suficientemente desenvolvido para governar a sociedade. Por
conseguinte, o poder na era pós-capitalista passa logo para as mãos
daqueles que comandam a revolução dos shu’dras
— os líderes fortes e corajosos. Assim, começa a segunda era
Ks’attriya.
Desta
forma, as eras Shu’dra,
Ks’attriya,
Vipra e Vaeshya sucedem-se, acompanhadas de revoluções;
e em seguida começa uma segunda ordem cíclica. Assim, os ciclos
sociais (sama’ja
cakra) prosseguem em seu processo de rotatividade.
2.
Cakrakendre sadvipra’h
cakraniyantraka’h
“Os
sadvipras devem se estabelecer no núcleo do ciclo social e
controlar os ciclos sociais.”
Significado:
Aquelas pessoas que são moralistas inabaláveis e espiritualistas
sinceras e que desejam acabar, mesmo com a utilização de força,
com a imoralidade e a exploração são chamadas de sadvipras.
Elas não devem atuar na periferia dos ciclos sociais, porque delas é
a responsabilidade de controlar a sociedade, portanto, elas devem
permanecer firmemente estabelecidas no núcleo dos ciclos sociais.
O
movimento rotatório dos ciclos sociais, sem dúvida, prosseguirá,
mas se ocorrer de os dominadores — sejam as pessoas dotadas de
espírito guerreiro da era Ks’attriya,
sejam os intelectuais da era Vipra, sejam os capitalistas da
era Vaeshya — se degenerarem em exploradores ambiciosos, ao
invés de atuar como governantes benevolentes, será um dever sagrado
dos sadvipras proteger as pessoas honestas e exploradas e
subjugar os exploradores malévolos, mesmo utilizando-se de força.
3.
Shaktisampa’tena
cakragatibardhanam’
kra’ntih
“Uma
aceleração no movimento dos ciclos sociais com o uso de força é
denominada evolução.”
Significado:
Quando se verificar que guerreiros tenham se degenerado em
exploradores, os sadvipras deverão estabelecer a era Vipra,
após subjugar os exploradores guerreiros. Conseqüentemente, o
advento da era Vipra, que deveria ser de forma natural,
ocorrerá em função do uso deforça. A uma mudança de eras em tais
circunstâncias denomina-se “evolução” (kra’nti).
A diferença entre evolução e mudança natural (sva’bha’vik’a
parivarttana) é apenas esta: no processo evolutivo, o movimento
dos ciclos sociais é acelerado com a aplicação de força.
4.Tiivrashaktisampa’tenagatibardhanam’
viplavah
“Uma
aceleração no movimento dos ciclos sociais com o uso de uma força
extraordinária denomina-se revolução.”
Significado:
Quando, num curto período de tempo, uma determinada era é
substituída pela seguinte, ou quando uma força extraordinária é
aplicada para desmontar o domínio fortemente estabelecido em uma era
qualquer, tal mudança é denominada “revolução” (viplava).
5.Shaktisampa’tena
vipariitadha’ra’yam’
vikra’ntih
“Uma
reversão no movimento dos ciclos sociais com o uso de força é
denominada contra-evolução.”
Significado:
Se houver reversão de uma era para a precedente, devido à
utilização de força, a tal mudança dá-se o nome de
“contra-evolução” (vikra’nti).
Por exemplo, o estabelecimento da era Ks’attriya
em seguida à era Vipra representa uma contra-evolução. A
permanência desta contra-evolução é extremamente curta. Isto
é, em pouco tempo ela é substituída pela era seguinte ou por
aquela que viria imediatamente após esta última. Em outras
palavras, se a era Ks’attriya
suceder, repentinamente, a era Vipra, devido à
contra-evolução, então a permanência da era Ks’attriya
não será muito longa. Em pouco tempo, ela será substituída pela
era Vipra ou, como seria natural, pela era Vaeshya.
6.
Tiivrashktisampa’tena
vipariitadha’ra’yam’
prativiplavah
“Uma
reversão no movimento dos ciclos sociais resultante do uso de uma
força extraordinária chama-se contra-revolução.”
Significado:
Da mesma forma, se num curto período de tempo o ciclo social for
revertido em função do uso de uma força extraordinária, a tal
mudança dá-se o nome de “contra-revolução” (prativiplava).
A contra-revolução tem uma duração menor ainda do que a
contra-evolução.
7.
Pu’rn’a’vartanena
parikra’ntih
“Uma
rotação completa do ciclo social denomina-se evolução
periférica”.
Significado:
Uma rotação completa do ciclo social, culminando com a revolução
Shu’dra,
é chamada de “evolução periférica” (parikra’nti).
8.
Vaecitryam pra’krtadharmah
sama’nam’
na bhavis’yati
“A
diversidade, e não a igualdade, é uma lei da natureza.”
Significado:
A característica inata do Princípio Operativo Supremo (Prakrti)
é a diversidade, e não a igualdade. Dois objetos deste universo
nunca são idênticos, sejam dois corpos, duas mentes, duas
moléculas, ou dois átomos. Esta diversidade é uma tendência
inerente ao Princípio Operativo Supremo.
Aqueles
que quiserem tornar tudo igual certamente falharão, porque estarão
indo de encontro à característica inata do Princípio Operativo
Supremo. Apenas no estado em que o Princípio Operativo Supremo não
possui expressão1
tudo é igual. Aqueles que pensam em tornar todas as coisas iguais,
inevitavelmente, pensam na destruição de todos.
9.
Yugasya sarvanimnaprayojanam’
sarves’a’m’
vidheyam
“As
necessidades mínimas de uma era devem ser garantidas a todos.”
Significado:
Hararme pita’
Gaorii ma’ta’
savadeshah bhuvanatrayam. Isto é, a Consciência Suprema
(Purus’a)
é meu pai, o Princípio Supremo Operativo (Prakrti), minha
mãe e os três mundos2
são minha terra natal. Toda as riquezas do universo formam o
patrimônio comum de todos, ainda que duas coisas em todo o universo
não sejam absolutamente iguais. Portanto, as necessidades mínimas
da vida devem estar ao alcance de todos. Em outras palavras,
alimentação, vestuário, assistência médica, habitação e
educação devem ser proporcionados a todos. As necessidades mínimas
dos seres humanos, no entanto, mudam de acordo com a mudança de
eras. Por exemplo, no que diz respeito aos meios de transporte, a
bicicleta pode ser a necessidade básica numa era, enquanto que o
avião poderá sê-lo em outra. As necessidades mínimas devem estar
ao alcance de todos, de acordo com a era em que se estiver vivendo.
10.
Atirikitam’
prada’tavyam’
gun’a’nupatena
“O
excedente de riqueza deve ser distribuído entre as pessoas
meritórias, de acordo com seu mérito.”
Significado:
Depois que forem garantidas as necessidades básicas de todos, a cada
era, o excedente de riqueza terá de ser distribuído entre as
pessoas meritórias, de acordo com o mérito de cada uma. Numa era em
que a bicicleta se constituir uma necessidade mínima para as pessoas
comuns, um carro será necessário a um médico. Em reconhecimento ao
mérito das pessoas e para que lhes sejam dadas maiores chances de
prestar serviços à sociedade, elas terão direito a um carro. O
ditado “sirva de acordo com sua capacidade e ganhe conforme sua
necessidade” soa agradável ao ouvido, mas não colherá resultado
algum no solo árido da terra.
11.
Sarvanimnama’nabardhanam’
sama’ja
jiivalak-s’an’am
“A
melhoria do padrão de vida básico das pessoas indica a vitalidade
da sociedade”.
Significado:
As pessoas meritórias devem receber algo mais além dos requisitos
mínimos assegurados às pessoas em geral, como também deve-se fazer
esforços incessantes para elevar o padrão de vida básico. Por
exemplo, enquanto hoje a necessidade mínima de uma pessoa comum
seria uma bicicleta, a de uma pessoa meritória seria um automóvel,
mas esforço apropriados devem ser feitos para que as pessoas comuns
tenham acesso aos automóveis. Depois que estas tiverem adquirido
carros, poderá ser necessário dar às pessoas meritórias a
oportunidade de ter um avião. Depois que estas tiverem um avião,
esforços deverão ser feitos para proporcionar às pessoas comuns um
avião, elevando-se, então, o padrão de vida mínimo. Desta forma,
os esforços para elevar o padrão de vida mínimo devem ser
incessantes, e deles dependerão o desenvolvimento material e a
prosperidade dos seres humanos.
12.
Sama’ja’deshena
vina’
dhanasaincayah akartavyah
“Nenhum
indivíduo deve acumular qualquer riqueza material sem a permissão
ou a aprovação clara do corpo coletivo”.3
Significado:
O universo é uma propriedade de todos. Todas as pessoas têm direito
ao usufruto mas não à má utilização da propriedade coletiva. Se
uma pessoa adquire e acumula riqueza em excesso, ela diretamente
priva outros de seu conforto e felicidade na sociedade. Tal
comportamento é flagrantemente anti-social. Portanto, ninguém
deveria acumular riqueza sem o consentimento da sociedade.
13.
Sthu’lasu’ks’maka’ran’es’u
caramopayogah prakartavyah vica’ra
samarthitam’
van’t’anainca
“Deve
haver máxima utilização e distribuição racional de todo o
potencial do universo, nos planos mundano, supramundano e espiritual
.”
Significado:
As riquezas e os recursos disponíveis dos mundos denso, sutil e
causal devem ser desenvolvidos para o bem-estar de todos. Todos os
recursos inexplorados no mundo qüinqüelemental — sólido,
líquido, luminoso, aéreo e etéreo — devem ser utilizados em sua
totalidade, e o esforço nesse sentido garantirá o desenvolvimento
máximo do universo. As pessoas devem explorar com pertinácia a
terra, o mar e o espaço, para descobrir, extrair e processar as
matérias-primas fundamentais às suas necessidades.
Deve
haver uma distribuição racional da riqueza acumulada da humanidade.
Em outras palavras, todas as pessoas devem ter garantidas as
necessidades mínimas. Além disso, as necessidades das pessoas
meritórias e, em certos casos, das pessoas com carências especiais
devem ser consideradas.
14.Vyas’t’isamas’tisha’riirama’nasa’dhya’tmika
sambha’vana’ya’m’
caramo’
payogashca
“Deve
haver máxima utilização dos potenciais físico, metafísico e
espiritual da sociedade humana, tanto do indivíduo como do corpo
coletivo “.
Significado:
A sociedade deve assegurar o desenvolvimento máximo do corpo
coletivo, da mente coletiva e do espírito coletivo. Não deve ser
esquecido que o bem-estar coletivo consiste no indivíduo e que o
bem-estar individual consiste na coletividade. Se o conforto
individual não for garantido, por meio da provisão apropriada de
gêneros alimentícios, luz, ar, acomodação e cuidados médicos, o
bem-estar do corpo coletivo não poderá jamais ser conseguido.
Motivados pelo espírito de melhorar o bem-estar coletivo, nós
devemos promover o bem-estar individual
O
desenvolvimento da mente coletiva será impossível de ser alcançado,
se não houver um desenvolvimento apropriado da conscientização
social para encorajar o espírito de serviço social e despertar o
conhecimento em cada indivíduo. Assim, inspiradas no pensamento de
promover o bem-estar da mente coletiva, as pessoas devem fomentar o
bem-estar da mente individual.
A
ausência de moralidade espiritual e de espiritualidade nos
indivíduos quebrará a espinha dorsal da coletividade. Assim, para
garantir o bem-estar coletivo, é necessário despertar a
espiritualidade nos indivíduos. A mera existência de meia dúzia de
pessoas fortes e bravas, de um número reduzido de intelectuais ou de
alguns poucos espiritualistas não indica o progresso de toda a
sociedade. A potencialidade para o desenvolvimento nos planos físico,
mental e espiritual é inerentes a todos os seres humanos. Esta
potencialidade tem que ser desenvolvida e desfrutada.
15.
Sthu’lasu’ks’maka’ran’o’payoga’h
susantulita’h
vidheya’h
“Deve
haver um ajuste apropriado quanto à utilização nos planos físico,
metafísico, mundano, supramundano e espiritual.”
Significado:
Para que o bem-estar de indivíduos e da coletividade seja garantido,
deve haver um ajuste apropriado quanto à utilização nas esferas
física, mental e espiritual e nos mundos denso, sutil e causal. Por
exemplo, a sociedade tem a responsabilidade de prover os requisitos
mínimos de cada indivíduo. Mas se alimentação e habitação forem
asseguradas sob o impulso dessa responsabilidade, a iniciativa
individual será menosprezada. As pessoas, gradualmente, ficarão
letárgicas. Portanto, a sociedade deve garantir que as pessoas,
através de seu trabalho e de acordocom sua capacidade, possam ganhar
o dinheiro suficiente para a aquisição das necessidades mínimas.
Para elevar o nível das necessidades básicas das pessoas, a melhor
política é aumentar o seu poder aquisitivo.
Por
“ajuste apropriado” entende-se que a sociedade deve adotar uma
política equilibrada quanto à utilização de serviços de uma
pessoa capacitada, em qualquer um dos planos: físico, mental e
espiritual. Quando utilizar os serviços de uma pessoas, a sociedade
deverá levar em consideração sua habilidade predominante, seja no
plano físico, seja no intelectual, seja no espiritual. Em relação
àqueles que tiverem maior desenvolvimento físico e intelectual, a
sociedade deve adotar uma política equilibrada, exigindo deles mais
serviço intelectual e menos serviço físico, porque a capacidade
intelectual é comparativamente mais sutil e rara. Daqueles que são
física, mental e espiritualmente desenvolvidos, a sociedade deve
obter o máximo de serviço espiritual, um pouco de serviço
intelectual e muito menos de serviço físico.
No que
diz respeito ao bem-estar social, aqueles providos de força
espiritual podem prestar os melhores serviços, seguidos daqueles
providos de capacidade intelectual. Aqueles que só têm força
física, embora sejam importantes, não podem fazer nada de forma
independente. O que quer que façam, o fazem instruídos por pessoas
providas de capacidade intelectual ou espiritual. Desta forma, a
responsabilidade de controlar a sociedade não deve ficar nas mãos
daqueles que só têm força física, ou nas mãos de pessoas que só
são corajosas, ou ainda nas mãos daqueles que são apenas
desenvolvidos intelectualmente, ou das pessoas providas de
conhecimento exclusivamente do mundo material. O controle social deve
ficar nas mãos das pessoas que são, ao mesmo tempo, espiritualmente
elevadas, inteligentes e corajosas.
16.
Deshaka’lapa’traeh
upayoga’h
parivarttante te upayoga’h
pragatishiila’h
bhaveyuh
“O
método de utilização deve variar de acordo com as mudanças de
tempo, lugar e pessoa e a utilização deve ser de natureza
progressiva.”
Significado:
A utilização apropriada de qualquer objeto varia de acordo com as
mudanças de tempo, lugar e pessoa. Aqueles que desconhecem este
princípio simples permanecem apegados ao esqueleto do passado e como
resultado são descartados pelo dinamismo da sociedade. Sentimentos
mesquinhos baseados em nacionalismo, regionalismo, orgulho de
linhagem etc., tendem a manter certas pessoas afastadas deste
princípio fundamental e, por isso, elas nunca o aceitam, sem
reservas, como uma verdade elementar. Em conseqüência, essas
pessoas, depois de causarem danos indescritíveis a seus países, aos
cidadãos e a si próprios, são forçadas a sair furtivamente para o
anonimato.
O método
de utilização de cada objeto varia de acordo com os fatores tempo,
lugar e pessoa. Isto tem de ser aceito e, após reconhecerem este
fato, as pessoas terão de utilizar cada objeto e cada idéia de
maneira progressiva. Por exemplo, a energia despendida por uma pessoa
forte para manusear uma marreta deveria, com a ajuda de recursos
científicos, ser utilizada para manejar mais de um equipamento,
evitando-se desperdícios de energia com o manejo de uma só
ferramenta. Em outras palavras, a pesquisa científica dirigida por
idéias progressistas deve utilizar cada vez mais o potencial humano.
Não é sinal de progresso o uso de tecnologia defasada numa era de
desenvolvimento da ciência.
A
sociedade terá de enfrentar bravamente os diferentes tipos de
obstáculos, grandes ou pequenos, que surjam no processo de
utilização de recursos e materiais diversos com idéias
progressistas e tecnologia de ponta. Através da luta, a sociedade
terá de seguir em direção à vitória, no caminho da realização
plena da vida.
Pragatishiila
upayogatattvamidam’
sarvajanahita’rtham’
sarvajanasukha’rtham’
praca’ritam
Esta é
a Teoria da Utilização Progressiva, que foi elaborada para a
felicidade e o bem-estar geral de todos.
Jamalpur,
28 de junho de 1961
A’nanda
Su’tram
1
O universo infinito é composto de dois princípios: Princípio
Cognitivo Supremo ou Consciência Suprema (Paramá Purus’a,
em sânscrito) e Princípio Operativo Supremo ou Energia (Prakrti,
em sânscrito). A Consciência Suprema, que domina a Energia no
estágio em que não há criação, permite, num momento que não
pode ser definido em termos de tempo e lugar, que a Energia atue
sobre Ela e inicie a criação, mas a Consciência permanece a
observar, como uma Testemunha, todo o processo da criação,
mantendo-se em seu estado imperturbável de absoluta paz e
igualdade, onde a Energia não tem qualquer expressão. Para um
maior aprofundamento na filosofia espiritual, recomendamos a leitura
de outros livros publicados pela editora.
2
Os três mundos significam as três forças (ou atributos) do
Princípio Operativo: sutil, mutatória e estática. Elas atuam em
conjunto no universo e nunca de forma isolada. Em cada coisa do
universo físico ou metafísico uma dessas forças prevalece sobre
as outras duas. A força sutil ajuda na elevação da consciência
individual, a força estática degrada a consciência individual e
força mutatória faz o elo entre essas duas forças.
3
Os princípios de números 12 a 16 são denominados os “Cinco
Princípios Fundamentais de PROUT”. Foram originalmente
enunciados, em inglês, em 5 de junho de 1959, no discurso
denominado The Cosmic Brotherhood, do livro Idea and
Ideology. Dois anos depois, ao lançar o livro A’nanda
Su’tram,
no capítulo 5, o autor enunciou os onze primeiros princípios e
acrescentou a estes cinco seus “significados” e os aforismos em
sânscrito.
Assinar:
Postagens (Atom)








